Desafio Literário | As Filhas Sem Nome

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O segundo livro da jornalista Xinran é baseado na vida de três jovens que ela conheceu enquanto fazia seu programa de rádio, direcionado para denunciar as subcondições em que viviam as mulheres na China pós-Revolução Cultural. A história se passa entre 2001 e 2004 e centra-se nas trajetórias de Três, Cinco e Seis, que tinham então de 17 a 20 anos de idade. As garotas são filhas de camponeses: o pai envergonhava-se tanto delas que nem ao menos deu-lhes um nome, chamando-as pela ordem de nascimento.

[Eu lembrei tanto do Charlie Chan e seus incontáveis filhos...]

Para os camponeses, filhas são palitinhos [hashis, em japonês; não sei como se chamam em mandarim] que se usam e jogam fora, enquanto filhos são cumeeiras que sustentam o telhado. Esse pensamento persiste mesmo no século 21 dentro das comunidades isoladas do interior, onde as pessoas são ou analfabetas ou preferem manter o status quo como é o caso dos tios das garotas, membros da autoridade destinada a fiscalizar a lei do filho único que fazem vista grossa para muitas desobediências civis.

O Tio Número Dois trabalha em outra cidade ao sul e, por viajar e conhecer uma comunidade maior, se compadece do destino da sobrinha Três. Ele a leva para Nanjing [Nanquim, na grafia portuguesa arcaica] e lá ela logo arruma emprego em um pequeno restaurante fast-food de comida chinesa. O livro poderia até encaixar-se em janeiro, mês da Literatura Gastronômica, porque muitos quitutes típicos são citados junto com a sua região de origem. Também se encaixa no tema dos Fatos Históricos porque, apesar de ser contemporâneo, aborda a Revolução Maoísta cujos efeitos ainda são percebidos pela população chinesa.

Três é bem-sucedida no emprego e em menos de um ano consegue o equivalente a dois anos de lucro do pai no campo, o suficiente para que ele consinta em liberar as filhas Cinco e Seis para irem a Nanjing. O choque cultural é uma das facetas abordadas mais a fundo neste romance, especialmente quando as meninas descobrem sua voz, seu lugar no mundo. Pela primeira vez elas são tratadas como indivíduos e essa autodescoberta as faz repensarem o papel do pai e da mãe em suas vidas.

As Filhas Sem Nome é uma leitura bem mais leve e otimista do que As Boas Mulheres da China, mais humorada até. A autora continua a criticar as leis e costumes que degradam a mulher, mas vê as mudanças que ocorrem a partir dos grandes centros urbanos graças à interação dos chineses com os estrangeiros e às próprias mudanças internas, como o fim da exigência de autorização para viajar de uma cidade a outra.

Um ponto negativo, pra mim, é que a vida das garotas na cidade grande acontece sem dissabores maiores do que o tal choque cultural.  Talvez a escritora tenha optado por não desgraçar mais ainda uma situação que já era humilhante, mas mesmo com subempregos e dificuldades as garotas contaram com uma dose extra de sorte. O final acabou meio aberto – meio porque Xinran acabou contando no epílogo o que soube de cada uma das três após os fatos narrados no livro, a pedido da tradutora inglesa Esther Tyldesley.

Apesar de os habitantes locais fazerem piadas sobre a Senhora do Tofu, também reconheciam que o coração dela era mais quente do que seu wok de óleo fervente. Ela jamais aceitava dinheiro de crianças que quisessem fazer uma boquinha e não tolerava ver garotas de famílias pobres serem importunadas. Se uma moça do interior em busca de emprego parasse na loja para perguntar como se ia até o grande salgueiro, a Senhora do Tofu a obrigava a sentar e comer vários espetinhos de cubos de tofu fedorento cravados em bambu antes de deixá-la prosseguir no seu caminho — sem sequer fazer uma pausa para perguntar se a garota gostava da iguaria. [Companhia das Letras]

Sobre a autora
Nasceu em Pequim, em 1958. Trabalhou em Nanquim até 1997, quando a impossibilidade de publicar na China o seu relato fez com que se mudasse para Londres com seu filho. Casada com um inglês, leciona atualmente na School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres.

Nota de 1 a 5: 4

Este post faz parte da blogagem coletiva Desafio Literário 2012 [v. lista de livros agendados], tema Escritor[a] Oriental.

Blog do Desafio Literário

Título: As Filhas Sem Nome
Título original: Miss Chopsticks [Inglaterra/2007]
Autora: Xinran
Tradução: Caroline Chang
Ano: 2010
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 296

Post relacionado
As Boas Mulheres da China

SuperBowl XLVI

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Tom Brady (QB Patriots) e Eli Manning (QB Giants)

A final de futebol americano que aconteceu ontem foi uma reedição do SB XLII, quando o até então invicto New England Patriots sofreu a única derrota da temporada para o New York Giants – se o placar fosse outro, seria uma revanche. :lol: Em entrevista coletiva antes do jogo, o quarterback do Patriots disse que não queria que Eli Manning,  o QB do Giants, estivesse com a posse da bola nos minutos finais porque isso representaria perigo de touchdown. Foi mais ou menos o que aconteceu, mas estou me adiantando.

O jogo aconteceu no estádio do Indianapolis Colts e grande parte da torcida local era para o Giants porque Eli é o irmão mais novo do QB do Colts, Peyton Manning. Peyton e Brady disputam o posto de melhor QB em atividade e já fazem parte do time de melhores de todos os tempos – Brady quebrou diversos recordes ontem e superou Joe Montana em vários quesitos. Para muitos [eu, inclusive] Montana é o melhor QB da História. Foi por causa dele que passei a torcer pelo San Francisco 49ers na década de 1980. Tenho sorte de poder ver outra provável lenda do esporte surgindo.

Mesmo assim, Brady iniciou a partida cometendo um intentional grounding [quando o QB joga a bola ao léu ao perceber que sofrerá um sack do adversário]; como estava dentro da end zone, a falta reverteu 2 pontos de safety a favor do Giants. Minutos antes do intervalo, o placar estava 9 a 0 para o time de NY, mas não tá morto quem peleia e NE foi pro vestiário na frente do placar depois de marcar 10 pontos. No retorno aumentaram a vantagem com um field goal e deram a bola na mão do Eli Manning a três minutos e quarenta segundos do fim do jogo, exatamente o que Brady não queria – em 2008 Eli precisou de cinquenta e cinco segundos pra virar o jogo.

Com passes fantásticos, foi o que ele fez outra vez: mais um touchdown e a segunda virada de placar da noite. Devolveram a bola com 57 segundos para o Patriots e partiram pra pressão em cima do Brady, que encerrou a partida num hail mary [jogada em que o QB lança a bola e fica rezando pra dar certo]. Quaaase deu, só que não deu. Eli foi o MVP novamente e agora tem um anel a mais que o irmão mais velho.

Eu perdi a execução de America The Beautiful executada por Blake Shelton e Miranda Lambert; quando liguei a TV já anunciavam Kelly Clarkson, que cantou o hino dos EUA. O show do intervalo foi da Madonna e xeu te contar uma coisa: eu gosto da Madonna, tenho até disco de vinil dela [Blue], mas quando anunciaram no ano passado que seria ela fiquei meio blé, porque pra mim SB é um evento mais roquenrôu – Tom Petty, Bruce Springsteen e The Who foram os shows mais matadores, dos recentes. Black Eyed Peas, no ano passado, foi quase uó.

Aí Madonna entrou em campo.

Aí meu queixo caiu.

Era uma homenagem clara ao filme Cleopatra com a Elizabeth Taylor, sentada num trono puxado por centuriões romanos. A mulher sabe causar impacto, não tenha dúvidas. Apesar de usar autotune e do setlist meio bizarro que montou, ela compensa com pompa, impacto visual e carisma.

Miranda Lambert & Blake Shelton [America The Beautiful] e Kelly Clarkson [Star Spangled Banner]

Link http://www.youtube.com/watch?v=BYwD6z4_DWs

Madonna feat. LMFAO, M.I.A., Nicki Minaj, Cee Lo Green, colaboração de Jamie King, Cirque du Soleil, Moment Factory

Link http://www.youtube.com/watch?v=PyfdoZldrS4

Foi um bom show num bom jogo – sem momentos espetaculares dignos de um Top10, mas ainda assim um bom jogo. O mais legal foi ver amigos descobrindo o prazer de entender, acompanhar e passar a torcer pelo esporte [oooi, Frank! oooi, Junior!] e conhecer outras pessoas que também curtem FA [oooi, Clara! oooi, Mônica!]. É um nicho que a mídia brasileira finalmente começa a perceber que existe e começa a tratar com profissionalismo [v. matéria no UOL].

Post legal
Os personagens que jogam futebol americano [TeleSéries]

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SuperBowl XLII

It’s caturday!

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Não é dia de trabalhar, papai!

Link http://www.youtube.com/watch?v=8t28BrsZeuM

Via LoveMeow

Animais do Pinheirinho – São José dos Campos / SP

A ONG Cão Sem Dono está precisando de doações e voluntários para resgatar/ajudar os mais de 500 animais abandonados ou perdidos na desapropriação da área do Pinheirinho. Quem tiver interesse pode visitar a página  deles no Facebook.

A Marília Toledo está angariando doações para animais e pessoas, quem quiser ajudar me dê um alô que eu passo o contato dela no FB.

 

Domingueiras

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Frações de gatos te ensinam matemática.

Imagem: I can has cheezburger

Será que eu ainda sei como se faz isso? Testando, testando. Som. Som. Som.

A Mansão ACBR [Agatha Christie Brasil] agora tem grupo no Facebook.

Falando em AC, no catálogo 3/2012 da Avon tem uma nova caixa com três títulos diferentes de aventuras do Poirot [Os Elefantes Não Esquecem, Assassinato no Beco e Treze À Mesa] por 27 dinheiros. Vai dia 19/1, vem 29/1. Tá na pág. 144; no folheto 4/2012 não aparece.

13 coisas que você julgava saber sobre Agatha Christie que estão erradas [.Livro].

Dois posts bem legais sobre o incentivo à leitura? do Fernando [Abertura Lateral] e do Projeto PDL.

Esse eu salvei pra consultar sempre: concordância do verbo haver [GAPP].

Bolão TeleSéries Golden Globe 2011 [link] com apostas abertas até as 19h de Brasília, hoje. O vencedor levar o box da primeira temporada de Law & Order.

Minhas participações no TeleSéries nessas semanas sem Domingueiras: os melhores de 2011 [link]; os piores de 2011 [link];  Drop Dead Diva [link]; Seinfeld [link] e Two and A Half Men [link].

Desafio Literário | The Unofficial Harry Potter Cookbook

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No ano passado eu falhei com o DL e estava meio jururu de participar de novo. Quando saiu a lista dos temas mensais bati o olho em janeiro, dei um grito e decidi confirmar minha inscrição no ato, a cabeça correndo pra escolher um dos muitos livros do gênero literatura gastronômica que eu quero ler. Quando montei a lista prévia escolhi dois, mas acabei lendo um que não estava na prévia e sim na minha estante de desejados no Skoob.

Em The Unofficial Harry Potter Cookbook a autora norte-americana Dinah Bucholz compilou quase todos os alimentos e bebidas citados nos livros da série Harry Potter, da inglesa J. K. Rowling, e pesquisou, criou ou adaptou as receitas. Algumas ausências ocorrem por conta dos direitos autorais [a cerveja amanteigada, por exemplo], enquanto outras podem representar um desafio para o mestre-cuca brasileiro por causa dos ingredientes requeridos já que ela usa os disponíveis nos EUA.

Uma das regras do DL para o tema é que não valem livros exclusivamente de receitas, e esse cookbook cumpre a regra: a autora indica o livro e o capítulo em que cada prato aparece, comenta a passagem do livro e ainda fornece informações sobre o alimento em si. Eu adorei saber que o sundae surgiu depois da Vaca Preta por causa de uma lei que proibia as sorveterias de venderem ice ceam soda aos domingos, para respeitar o descanso religioso. Bom, e se a gente tirar o refrigerante e vender só o sorvete com a calda? A lei não diz nada sobre isso…Também adorei saber que a palavra inglesa jam vem do francês j’aime [eu amo].

É exatamente o modelo que eu usei na cozinha da A Casa Torta com os livros da Agatha Christie e  na coluna semanal pro TeleSéries!

As 150 receitas estão divididas em dez capítulos temáticos:

1. Good Food with Bad Relatives

Coisas preparadas e servidas na casa dos Dursley, na maioria, mas também tem receita de sorvete de chocolate e do picolé de limão que os tios compraram para Harry na visita ao zoo.

2. Delights Down the Alley

Quitutes encontrados no Beco Diagonal, no Caldeirão Furado, na sorveteria de Florian Fortescue, etc.

3. Treats from the Train

Capítulo praticamente só de doces, inspirado no conteúdo do carrinho do Expresso de Hogwarts.

4. Recipes from a Giant and an Elf

Se eu já não estivesse gostando do livro, seria aqui que a autora me ganharia de vez ao dedicar um capítulo inteiro a Hagrid e a Monstro. Ela demonstra mais uma vez que é uma verdadeira fã dos livros, oferecendo pontos de vista de quem os leu a fundo.

5. The Favorite Cook’s Dishes

É claro que não podia faltar a melhor cozinheira do mundo num livro de receitas do universo Harry Potter: Molly Weasley. Não cheguei a contar as páginas, mas deu a impressão de ser o capítulo mais longo.

6. Breakfast Before Class

O café da manhã britânico é famoso, e neste capítulo a autora desvenda tudo o que é servido de manhã no Grande Salão de Hogwarts.

7. Lunch and Dinner in the Dining Hall

Sequência do anterior, este capítulo aborda os almoços e jantares em Hogwarts.

There are a zillion and one ways to prepare potatoes, and it seems as though at least half of them are mentioned in the Harry Potter books.

8. Desserts and Snacks at School

Quer dar um palpite sobre qual é o tema deste capítulo? Acho que engordei dois quilos só de ler. :lol:

9. Holiday Fare

Pratos típicos de Natal, Halloween e Páscoa.

10. Treats in the Village

The Village, no caso, é Hogsmeade, portanto a autora aborda os doces da Dedos de Mel.

Dinah Bucholz tem um estilo leve e bem-humorado que torna a leitura viciante; é difícil parar de ler e eu gosto imenso de como ela associa os ingredientes das receitas aos ingredientes das poções mágicas e de como o próprio ato de cozinhar, de transformar esses ingredientes em algo novo, é também mágico por si só. Para uma fã da saga Harry Potter feito eu, então, é indispensável. As receitas variam de grau de dificuldade dos mais fáceis, que podem ser preparadas pelas crianças, até o mais difíceis – como a tortinha de caramelo e o fudge.

O texto é enriquecido com truques de cozinha e dicas de substituição que ajudam um bocado, mas mesmo assim há alguns problemas para o leitor brasileiro: ingredientes difíceis de achar no país em algumas [poucas] receitas; medidas no padrão norte-americano [contornados por qualquer conversor online, mas que exigem atenção, de qualquer forma]; a tradução. Tem muita coisa citada ali que eu absolutamente não me lembro de ter lido nos livros Harry Potter porque eu os memorizei em português; terei de reler os sete volumes em inglês para encontrá-los.

Outro atrativo enorme do texto de Bucholz é que ela se esforça para explicar ao leitor não-britânico a origem dos pratos e costumes típicos ingleses que são retratados nos livros da série Harry Potter – isto permite que o leitor entenda e mergulhe ainda mais na história criada por J. K. Rowling, em um nível diferente. Além de ser uma homenagem a HP, é também um desagravo à culinária inglesa, que tem uma má fama injustificada, conforme fica claro após ler esse cookbook.

Livros de receita baseados em obras de ficção tornaram-se um nicho de público recentemente; dos que sei que existem e quero ler estão os cookbooks de True Blood, Família Sopranos, Sherlock Holmes, romances policiais, The Hunger Games e A Song of Ice and Fire, além de outro livro dedicado a Harry Potter chamado A Wizard in the Kitchen e um terceiro também intitulado The Unofficial Harry Potter Cookbook, só que de autoria de Gina Meyer. Tem o da Nanny Ogg [Discworld], que já li. Tem de Twilight também, mas não bateu vontade de ler esse. Dinah Bucholz está para lançar seu segundo cookbook, desta vez baseado na obra de C. S. Lewis e o universo de Nárnia.

So the book is meant for children then? Or Potter fans of any age?
[Dinah Bucholz] It’s for anyone who loves Harry Potter. It is being marketed for kids but I have to say some of the recipes aren’t for kids to make. Some of them shouldn’t be attempted at all by children – like the sugar recipes that require boiling the sugar. One of the reasons I did all that research was to make it an interesting book to read for Harry Potter fans, even the fans who are not into cooking. But I do think it’s a great book to read for Harry Potter fans of all ages. [New Times, 14/7/11]

Dinah Bucholz prepara Tortinhas de Abóbora

Link http://www.dailymotion.com/video/xjx4fu_pumpkin-pasties_news

Nota de 1 a 5: 5

Este post faz parte da blogagem coletiva Desafio Literário 2012 [v. lista de livros agendados], tema Literatura Gastronômica.

Blog do Desafio Literário

Título: The Unofficial Harry Potter Cookbook
Subtítulo: From Cauldron Cakes to Knickerbocker Glory — More Than 150 Magical Recipes for Wizards and Non-Wizards Alike
Autora: Dinah Bucholz
Ano: 2010
Editora: Adams Media
Páginas: 256

Bônus: duas receitas de cerveja amanteigada em português brasileiro [Garotas Geeks] e Google Preview do livro [Cultura].

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Nanny Ogg’s Cookbook
Sopa de cebola da Sra. Weasley

Meme | Retrospectiva Literária 2011

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Pelo segundo ano consecutivo, o PdUBT participa da Retrospectiva Literária proposta pela Angélica, do blog Pensamento Tangencial. Em 2011, além de ler muito menos do que o normal e faltar aos desafios literários, ainda baguncei meu histórico de leitura no Skoob ao [tentar] adicionar os livros que me lembrava de ter lido durante toda minha vida, por isso minha participação neste ano está igualmente um pouco desorganizada.

O livro infanto-juvenil que mais gostei: 

Foi o primeiro do ano – Os Pequenos Homens Livres, Terry Pratchett [post].

A aventura que me tirou o fôlego:

Reflexos do Baile, Antônio Callado [post].

O terror que me deixou sem dormir:

Não li terror em 2011. E não me lembro de ter lido um livro terrível, tampouco. :lol:

Oh, lembrei! Li Sétimo do André Vianco [post]!

O suspense mais eletrizante:

O Clube dos Anjos – Luís Fernando Veríssimo

O romance que me fez suspirar:

To Sir Philip, With Love – Julia Quinn [post]

A saga que me conquistou:

Os oito livros da série Bridgerton, da Julia Quinn [ainda falta ler os três últimos]

O clássico que me marcou:

A Revolução dos Bichos – George Orwell [post]

O livro que me fez refletir:

Grandes Esperanças, Charles Dickens [post]

O livro que me fez rir:

The Importance of Being Earnest – Oscar Wilde [post]

O livro que me fez chorar:

O Meu Pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcellos [post]

O melhor livro de fantasia:

Coisas Frágeis, vol. 1 e 2 – Neil Gaiman

O livro que me decepcionou:

Mentes Perigosas – Ana Beatriz Barbosa Silva

O livro que me surpreendeu:

Harry e Seus Fãs – Melissa Anelli [post]

A frase que não saiu da minha cabeça:

“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.” [ORWELL, George. A Revolução dos Bichos]

O(a) personagem do ano:

Tiffany Aching [Dolorida, em pt-br] de Os Pequenos Homens Livres – Terry Pratchett.

O casal perfeito:

Sam Vimes e Lady Sybill [Night Watch, Terry Pratchett, que não terminei de ler].

O(a) autor(a) revelação:

O melhor livro nacional:

Shindo Renmei – Terrorismo e repressão, Rogério Dezem [post]

O melhor livro que li em 2011:

Agatha Christie’s Secret Notebooks: Fifty Years of Mysteries in the Making, John Curran [post]

Li em 2011 42 livros.

A minha meta literária para 2012 é: v. o post de ontem. ;)

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Meme | Minha Meta Literária 2012

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A Lulu Coruja convocou o PdUBT a participar do meme Minha Meta Literária 2012, proposto pela Natallie do blog O Fantástico Mundo da Literatura. Como amanhã deve sair o post da retrospectiva literária, achei legal publicar o da expectativa literária perto pra fazer conjunto, tipo saleiro + pimenteiro. As regras são simples: avisar que participará do meme num comentário no blog da Natallie até o dia 31 de janeiro de 2012 e responder a sete questões.

- Minha Booklist de 2012

Pretendo ler no mínimo dois livros por mês: os doze exigidos pelo Desafio Literário mais um aleatório. Não especificarei aqui porque não tenho nada programado, nem a lista do DL.

- A primeira leitura do ano

The Unofficial Harry Potter Cookbook, Dinah Bucholz – para já dar conta do tema do mês do DL e porque estava à procura desse livro há meses desde que descobri sua existência no Skoob.

- Lançamento nacional do ano

Falar de lançamentos é difícil porque não acompanho notícias editoriais. A única que sei que publica livro novo todo ano e que fico esperando é a Zíbia Gasparetto, porque é o presente de Natal pra dona mãe.

- Lançamento internacional do ano

Oh, esse é fácil: The Long Earth, Terry Pratchett e Stephen Baxter. Será a estreia de Sir TP no gênero ficção científica e está previsto para junho [SFX].

- A continuação de saga mais esperada

O próximo volume das Crônicas de Gelo e Fogo do George R. R. Martin. Nem comecei a ler a série ainda, mas a ansiedade é contagiante.

- O final de saga mais esperada

Hm… Idem?

- A quem eu indico esse meme (10 blogs)

Essa é a parte que geralmente me aperta nos memes, então deixo em aberto o convite pra todo mundo que quiser participar.

Domingueiras

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Papai Noel está esgotado

Imagem: Tumblr

O presente que sobrinho aguarda com mais ansiedade é um calendário pra marcar com um X os dias que faltam pra ele ir à escola. Já está embrulhado. :) Anturdia a vó o levou pra comprar queijo no super e avisou, antes de sair de casa, que não era pra ele fazer manha nem birra. Ele prometeu e cumpriu, só pediu duas coisas extras ao chegar lá: bananas e “comida pros nossos gatinhos” [ração].

Momento Grinch: no manual de um brinquedo da marca Candide está escrito “disistir”. Pior: é um brinquedo que tem um joguinho pra ensinar a soletrar.

O manual da Qbex é ainda mais mal redigido, dá uma tristeza tão grande…

Pudim de natal, pudim de natal, pu dinde na taaal [cante no ritmo dingobéu].

Christmas Day is not complete without these delights [The Telegraph].

Nigella Lawson’s Ultimate Christmas Pudding [CBS].

The Christmas pudding was once seen as a religious affront. Oliver Cromwell banned it as a “lewd custom”, dismissing the rich pudding as “unfit for Godfearingpeople”, and the Quakers magnificently condemned it as “the invention of the scarlet whore of Babylon”. I used to fear that the Quakers made Christmas pudding sound more exciting than it is, so I’ve long done my bit to come up with a pudding that the scarlet whore of Babylon would be truly proud of. [Nigella Lawson]

Para quem não gosta de comida de japonesa: você tentou isso? [Papo de Homem]

Thiago Sampaio video-resenhou Esqueceram de Mim nesta semana:

Link http://www.youtube.com/watch?v=2rmp2ZOe0Bw

E por coincidência o The FW fez um post “por onde andam as crianças de Esqueceram de Mim”.

Hooje, às 22h, vai passar o filme biográfico da J. K. Rowling no Studio Universal [reprises no dia 31].

Minha participação no TeleSéries desta semana foi sobre Os Pioneiros. Ah, e também sobre Poirot.

A verdadeira história do Natal: A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz [SuperInteressante, dez/2006].

O Natal começou como uma festa pagã [L&PM].

O que você vai comemorar no fim do ano? [TeleSéries] Hanukkah, Natal, Kwanzaa, Yule?

25 fatos que talvez você não saiba sobre o natal [The FW].

Imagem: Lista Janela Lateral

Uma iniciativa a ser copiada: minibibliotecas! [Livros e Afins]

Um meme literário divertido, a piriguetagem literária, começou a rolar no blog da Nanda: é mais ou menos um Top Letrinhas Fazível. :lol:

Leituras radicais: qual o lugar mais perigoso onde você leu? [Companhia das Letras]

Dona de casa “recicla” mil bonecas por ano e envia para crianças carentes na Bahia [Faz Agora].

Artistas que lançaram músicas e discos de Natal em 2011 [Rolling Stone].

As 10 canções de natal mais irritantes de todos os tempos [Alternet].

O que vamos ouvir no natal? [TeleSéries]

It’s caturday! Ed. Especial de Natal

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Oskar é um gato cego que desde novembro vem angariando fãs nas redes sociais. O primeiro vídeo do seu canal no Youtube mostra Oskar “lutando” contra o jato de ar quente do secador de cabelo em outubro [que apareceu até no programa da Ellen DeGeneres], mas a fama veio com o vídeo dele brincando com o primeiro brinquedo da vida de Oskar, uma bolinha com guizo. Ele ganhou até uma página no Facebook.

O vídeo deste Caturday foi postado no início de dezembro e mostra uma cena comum na vida de todo gateiro que inventa de montar uma árvore de natal. Todo mundo junto agora: AWWW!


Link http://www.youtube.com/watch?v=aF7dDM5Yu40

Bônus: Santa Claws do Simon’s Cat.

Link http://www.youtube.com/watch?v=nn2h3_aH3vo