Pescando

dkw.jpgPor falar em pescaria, quando eu era criança pequena a gente ia pescar num DKW [leia-se "decavê"]. Teve um dia que peguei mais peixe que meu pai e meu irmão, juntos. Nem havia esse tal pesque-pague, era chegar, jogar o anzol na água e se divertir sem a preocupação de pagar pra levar o bicho embora… Se bem que muita das veiz o peixe era frito e comido na beira do rio mesmo. Sim, naquela época eu comia peixe – o peixe que eu pesquei. E era bom.

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O Psicopata Americano

Capa do livro O psicopata americanoLançado em 91, o livro cobre um ano da vida de um yuppie da década de 80, um executivo que divide seu tempo entre Manhattan e Wall Street, e pode ser lido de três modos:

3] literatura de aeroporto, que se lê numa sala de espera do dentista, por exemplo, sem compromisso.

2] um guia prático da moda dos anos 80 do ponto de vista yuppie. Patrick Bateman, o personagem principal, é considerado a Bíblia da moda em seu meio, uma espécie de GQ ambulante [revista estilo Capricho para jovens executivos: ensina quais são as marcas 'in' e quais os nós de gravata mais apropriados para cada ocasião]. Bret Easton Ellis gasta a maior parte das 485 páginas descrevendo como e o quê seus personagens vestem, o que comem, os lugares onde vão e o tipo de mulher com quem mantém relações. Donald Trump é o ícone a ser imitado e Ivana Trump, sua sex symbol. Três capítulos inteiros são dedicados à música [Huey Lewis and The News, Whitney Houston e Genesis] e vários outros parágrafos a Mike and The Mechanics, Talking Heads, Les Miserables, U2 [atenção para a parte em que Bateman tem um delírio no show do U2 e acredita que Bono Vox pode ver dentro dele].

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Brontë Country and The Brontës

Capa do livro Agnes Grey Agnes Grey, a mentora de crianças na Inglaterra vitoriana, é também título do romance de Anne, a mais nova das irmãs de Emily “Morro dos Ventos Uivantes” e Charlotte “Jane Eyre” Brontë.

A família Brontë, aliás, foi pródiga em gerar filhos literatos: as duas irmãs mais velhas, Maria e Elisabeth, costumavam inventar histórias para os mais novos antes de dormir, seqüências de histórias noite após noite. Esse costume foi mantido após a morte precoce de ambas, ainda na adolescência, e algumas evoluíram até virar livro [The Professor, de Charlotte].

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Faça Você Mesmo a Sua Macumbinha

Capa do livro Faça Você Mesmo a Sua MacumbinhaUia. Quase me passa desapercebido: hoje é sexta-feira 13. Bom dia para reler…

Faça Você Mesmo a Sua Macumbinha
de J. Edison Orphanake
Tríade Editorial

Categoria: títulos poderosos, conteúdo nem tanto. Vale pela curiosidade de ver como o autor trata de assuntos tão diferentes como hipnotismo, umbanda, parapsicologia, velas votivas [coloridas, em forma de santos, de partes do corpo, etc], cromoterapia, chacras, ervas, tabelinhas contraceptivas, chás, rezas e mezinhas em 115 páginas, um exercício de concisão. Continuar lendo

Biblioteca Folha

Banca de jornal, domingo de manhã. Começa a circular a nova coleção de crássicos da literatura distribuídos pela Foia. Uma pilha de Lolitas ao lado do montinho já baixo da edição de domingo [perto das 11h].

As pessoas catavam o jornal e saíam. “Oi, o senhor/a senhora tá esquecendo o livro.”

– Ahn?

– É de graça hoje, vem de brinde no jornal.

– Ah, não quero, não, pode deixar aí.

Pois é. É esse o povinho dessa cidade que rejeita livros.

E essa coleção nova parece legal mas não dá pra ler na cama: o livro é duro. Digo, é duro de abrir, duro de manter aberto tranqüilamente.

Deve ser porque as páginas são coladas em vez de costuradas… Nesse caso, o espaço entre a junção e o começo da linha poderia ser mais largo, mas não é.

A coleção da Nova Cultural deu de relho nesse ponto: é costurado, o espaço do parágrafo é largo e a fonte também parece maior.

Pá, ficar velha e cegueta é dose…

Influências da Lua Nova: O Ciclo

Ou: Era Apenas Líquidos e Hormônios

Tem uma aranha no meu quarto. Não a vejo no momento, mas sei que ela existe. Não, não é como naqueles filmes de terror onde os adolescentes em férias no acampamento ou no hotel abandonado pressentem a presença do Mal eu sei que ela está aqui porque estou vendo a renda delicada que ela deixou na parede atrás do computador onde estou tentando interligar palavras soltas de modo que façam algum sentido, neste momento. Não precisa ser nada muito inteligente nem inovador, basta que façam sentido!

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Perigosamente Juntos

Cadado DVD de Perigosamente juntosFilminhos Que Eu Assistia Sempre Na Sessão Da Tarde: Perigosamente Juntos

Meritíssimo, este é o culpado. De tanto assistir Perigosamente Juntos que cheguei a pensar na possibilidade de virar advogada – na expectativa, óbvio, de um dia encontrar pela frente um promotor com a cara do Robert Redford. Bem, eu tinha 16, isso é desculpável, acho.

O filme não é “de tribunal”, no sentido estrito; tá mais pra whodunit [quem matou?]. Debra Winger era uma atriz que eu achava muito fófis – ainda mais depois de Laços de Ternura/Terms of Endearment [rios de lágrimas] – e ver que no fim

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