A imagem da beleza

Faz meses que estou para comentar isso. Até estranhei, na verdade, que ninguém o tivesse feito antes. Eu esperava que alguém mais articulado escrevesse o que penso melhor [escrevesse melhor o que penso], coisa que tem sido muito comum ultimamente – mas não foi o que aconteceu. Agora que ninguém se lembra mais do que se passou vou tentar dizer com minhas próprias palavras.

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Jasão

Jasão era um menino quando seu meio-tio Pélias usurpou o trono de Éson, rei de Iolco, pai de Jasão e meio-irmão de Pélias [v.2 diz que Pélias era o tutor legal de Jasão e deveria entregar o trono quando o pirralho atingisse a maioridade]. Aconteceu que, como todo rei, Pélias solicitou a um oráculo a previsão de seu futuro. Uma profecia dizia que se não chovesse faria sol e aquele cuja sandália se perdeu seria o causador da queda de Pélias, que se pelou todo de medo de perder a boquinha e, assim que Jasão reinvidicou décimo-terceiro salário, férias anuais e o trono de volta, despachou-o numa Missão Impossível: resgatar o Velocino de Ouro do dragão que o guardava na Cólquida, reino vizinho governado por Eestes, pai de Medéia.

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Pesque-pague

Pompéia -> Pesque-Pague Cury

Em primeiro lugar, o leitor precisa saber *onde* fica Pompéia — tarefa muito fácil se tiver um Guia Quatro Rodas ao alcance da mão. Encontre São Paulo, o estado [dica: tente "Região Sudeste"]. Agora aponte o dedo indicador direito sobre São Paulo, a cidade, se for destro. Se for canhoto use o dedo direito também; se usar o esquerdo vai fazer sombra sobre o lado do mapa em que vai olhar. Com o mesmo dedo, trace uma linha imaginária em direção ao Oeste [Go West, já diziam os Pet Shop Boys] — lembrando que o Oeste fica à esquerda. Passe por Campinas ou Sorocaba, Botucatu, Bauru e Marília: isso é muito divertido, parece aqueles livrinhos para criança, Ligue os Pontos, não parece?

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