O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Capa do DVD de Amelie PoulainDesde aquela vez que fiz o teste Que Bom Filme É Você, da Abyssinia, e deu este resultado que tava com vontade de assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E tinha um pouco de medo também, de acabar o filme e pensar “putz, mas que coisa chata – não parece nada comigo…” [ou talvez justamente por isso se parecesse, mas - ah! - soberba, soberba].

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A luz que me alumia

Eu não gostava de morar em casa com poste na frente. Até hoje não gosto, de qualquer forma, mas aí compraram essa aqui e o poste bem no meião e aí não teve outro jeito que aprender a des-desgostar.

Nem é tanto por causa do barulhinho que faz o transformador à noite [é transformador aquele trem que fica em cima do poste, né?] e que me lembra tanto tanto uma historinha do Tio Patinhas que ele era dono de uma mina lá na África, acho, e descobriu uma pedra que brilhava e alumiava tudo e colocou a tal da pedra num poste e ninguém mais dormia e ele esfregava as mãos de contente porque se não dormiam podiam produzir mais mas em vez de produzir mais ficaram assim catatônicos, meio zumbizados.

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Píramo e Tisbe

Era uma vez um rapaz e uma moça que moravam vizinhos – mas vizinhos mesmo, numa dessas casinhas geminadas da Cohab de parede-e-meia, como a gente diz, um de um lado e a outra do outro lado da parede. Ocorre que naquela época em que as casas foram construídas o governo economizou no material básico e a construção começou a apresentar umas infiltrações, barrigas de jacaré e logo uma rachadura fendeu a parede que separava os quartos de Píramo e Tisbe que, apesar de terem os pais simplesinhos, tiveram a grata sorte de não serem batizados com nenhum nome esdrúxulo de personagem de novela ou coisa parecida. Na verdade nem batizados foram, pois eram pagãos.

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