Undokai

UndokaiUma das melhores traduções que conheço para Undokai é gincana esportiva familiar. Familiar porque participam desde as crianças que já sabem andar até o avô mais idoso. Esportiva porque envolve atividade física – embora não o que primeiro vem à mente quando se menciona “esporte”: nada de futebol, aeróbica, etc. As atividades são aquelas que servem mais para relaxar e se divertir como corrida do ovo na colher, cabo de guerra, rolar no tambor, às vezes um baseball ou softball… E gincana porque são distribuídos prêmios. Geralmente para todo mundo que participa, porque esse é o espírito: confraternização.

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O show

Eu sou dona de um navio enorme – 500m? Um quilômetro de comprimento? Algo realmente grande e pesado. Um homem misterioso contrata o navio para uma viagem perigosa; o que ele havia contratado antes virou numa onda gigantesca, vi tudo pela escoltilha. O céu está escuro, faz frio e venta, mas tudo está bem seco.

A tripulação está descarregando o peso supérfluo para a viagem enquanto eu estou na banca do cais comprando livros e gibis [!!]. Joe Perry, Eddie Van Halen e um amigo passam por trás de mim. O amigo diz que vão fazer uma jam no porão do cais [!!!] e é pra eu ir junto. Largo todas as revistas na banca e sigo os três por corredores cada vez mais escuros e escadas de concreto.

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Naughty boy

Time: “Pity the poor hero. Oh, he gets the girl and saves the planet, but where’s the fun in that? Love and duty are a puny match for the epochal mischief a prime bad guy can stir up. The villain may be the supporting part, but it’s often the juiciest–from the snake upstaging Adam in the Garden of Eden to Shylock eclipsing Antonio to Jack Nicholson as the Joker in Batman swiping the spotlight from (hmm, who was that?) Michael Keaton.”

De fato! Cinema tem retratado os vilões [e os anti-heróis] como mais inteligentes, espertos, fortes e fazíveis do que os bananas dos heróis, que na maioria das veiz vencem mais por sorte e/ou erro do vilão do que por méritos próprios.

E achei interessante ver a Dolores Umbridge como a vilã destacada pelo quinto filme da série Harry Potter, no mesmo filme em que Você-Sabe-Quem confirma seu retorno. Uma frase de [Lupin? Sirius? deu branco...] me marcou muito neste livro: “o mundo não está dividido entre os bons e os Comensais da Morte, Harry”.

Tamboril

Lophius piscatoriusMinha mãe sempre ensinou que a gente não diz “Credo!!” pra comida.

Mas não encontrei nenhuma outra descrição tão perfeita quando vi o peixe que o Chef Allan preparava ontem, esse tal de tamboril. Ô bicho estranho! E medonho: chega a ser maior do que eu [não que isso seja tão difícil, mas deve dar um frio encarar um peixinho de 1,70m nas "profundezas abissais" do oceano em que vive, segundo o chef].

A jardineira e o morto-vivo

Na década de 50 uma única jardineira fazia o trajeto Pompéia-Vila Queiroz e era comum ela sair lotada, com as pessoas aboletadas no bagageiro quando não havia mais vagas dentro do carro. Muitas histórias foram contadas sobre essa época, mas uma em especial permaneceu na memória de quem participou dela e até hoje dá muitas risadas quando relembra do fato.

Ônibus cheio esperando no ponto, chega um matuto.

Motorista: – Não tem mais lugar aqui dentro, não.

Caboclo: – Mas eu preciso chegar em Queiroz ainda hoje!

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O Mistério do Bilhete de Identidade

Capa do livro O Mistério do Bilhete de IdentidadePergunte pra qualquer pessoa qual a matéria que ela mais detestava na escola. É muito provável que a resposta seja Matemática — ou outra que necessite dela, como Física ou Química. Eu acho que isso acontece por causa da chatura dos professores; a maioria deles não consegue estabelecer uma ligação divertida entre os alunos e os números. Tem uma propaganda do Instituto Universal Brasileiro que passava até recentemente na TV e que mostrava bem os resultados desse medo da Matemática: uma senhora idosa não consegue somar o valor das compras que fez no supermercado e passa vergonha no caixa. Outros não conseguem decorar um número de telefone, ou do ônibus.

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Fórmula 1, O Xeique, A Princesa e O Soldado

Penélope CharmosaHoje assisti o primeiro GP de F1 no ano, o de Bahrein. Com a saída de Spa acho que é o circuito mais interessante do calendário, que exige raciocínio e talento do piloto tanto quanto um bom conjunto mecânico+tecnológico. Tirando a Ferrari, que vive hoje num mundo à parte, todos os pilotos tiveram ali a chance de mostrarem a que vieram nesse mundo. Até o Takuma Sato :oD Gostei muntcho! Ah se todas as provas fossem como a de hoje…

Bahrein é um país minúsculo que fica no Oriente Médio, menor que algumas cidades brasileiras. É governado há mais de um século pela mesma família, os Al-Khalifa, que seguem o Islamismo – assim como a maioria da população. Tudo isso aprendeu quem acompanhou a corrida hoje.

Tá, até aí morreu o Neves.

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