Guardas! Guardas!

Depois de terminar Pirâmides, não estava com muita pressa pra ler Guardas! Guardas!, o oitavo título da série Discworld de Terry Pratchett – e, quando comecei, o fiz sem grandes expectativas. Dizem que assim o risco de sofrer uma decepção é menor. Tudo ia muito bem até que, na primeira página, leio que um dragão é formado por garras, escamas e calda. Oh, céus. Sim, claro, deve ser alguma referência à calda escaldante que forma os jatos de fogo que os dragões cospem. Ninguém pode me acusar de má-vontade com a nova tradução.

Segui a leitura, sempre com baixas expectativas. Se Pirâmides era uma crítica do autor contra o fanatismo religioso, em Guardas o alvo é a polícia e, em menor escala, a monarquia. É até interessante ver a lenda de Arthur ser massacrada como foi neste livro.

Bonzinho.

Pedro Páramo

A mãe de Juan Preciado pede-lhe, antes de morrer, que vá procurar seu pai e cobrar dele o abandono em que viveram por toda a vida. O pai, ela diz, mora em uma grande propriedade chamada Media Luna na cidade de Comala, estado de Guadalajara, México. Chegando em Comala deve procurar Eduviges Dyada, que foi a melhor amiga de sua mãe e o ajudará a falar com o pai. O arrieiro Abundio guia Juan Preciado até a casa de Eduviges; no caminho conversam sobre seu pai:” — O senhor conhece Pedro Páramo? Como é ele? — perguntei.

– Um rancor vivo — respondeu-me. “

Esta resposta é todo o sentido da novela PEDRO PÁRAMO, de Juan Rulfo: apenas os sentimentos continuam vivos, seja o rancor, a cobiça, o ódio ou o amor, já que os personagens estão Continuar lendo

Pirâmides

Capa do livro Pirâmides, de Terry PratchettQuem acompanha este blogue desde outubro de 2004 sabe que eu andava agoniada para ler Pirâmides, o sétimo livro da série Discworld de Terry Pratchett [que na Inglaterra já vai pelo trigésimo-e-tralalá]. Além de aguardar pelo humor non-sense e crítico do autor, inda por cima abordava a cultura egípcia – digo, o equivalente discworldiano do Egito terráqueo.

Há uns dez ou quinze dias finalmente botei as mãos no livro e fiquei toda animada, porque ele era nitidamente mais gordo que os volumes anteriores: 300 páginas em vez das Continuar lendo

Peixes

Hoje, por coincidência, assisti duas animações sobre peixes e o fundo do mar.

Primeiro revi Procurando Nemo [Finding Nemo, Disney/Pixar, EUA/2003] com as vozes originais, só para descobrir que a Dory brasileira é muuuuuuito mais adorável.

Pôster do filme O Espanta-TubarõesDepois vi, pela primeira vez, O Espanta-Tubarões [Shark Tale, DreamWorks, EUA/2004]. A primeira coisa que me chamou a atenção é que em ambos existem tubarões vegetarianos, não existe a figura da mãe e ambos tratam mais ou menos de amor entre pai e filho e a dificuldade na relação entre ambos. OK. A maior diferença, no entanto, é que em Espanta dá pra reconhecer os dubladores originais das personagens! A caracterização de Robert de Niro Continuar lendo