A primeira obra do roteirista Alan Moore que me lembro de ter visto foi a que deu origem ao filme homônimo, com um perturbador Ian Holm e Johnny Depp ensinando a beber absinto – pensou que fosse apenas verter num copo e virar? Nah, há todo um ritual… Susan Sarandon também fez uma demonstração num filme mais recente [Alfie, com Jude Law], mas, obviamente, eu prefiro Depp.
Isto era o que eu pensava; antes eu não ligava para os autores das histórias. Antes disso já tinha visto, sim, outra obra de Alan Moore: na verdade, boa parte do roteiro do Batman de 1989 [aquele em que Michael Keaton teve que recorrer a uma prótese no queixo, para deixá-lo mais forte e másculo *tsc*] deriva da graphic novel A Piada Mortal de Moore. Mesmo o arco atualmente publicado no Brasil, Desforra [editado pela Panini, a partir da revista Batman 30 com roteiro de A.J. Lieberman e arte de Al Barrionuevo], se utiliza fartamente das diretrizes de Moore, em especial do passado do Coringa. Na DC ele ainda garibou alguns arcos para o Superman – que não está na minha Top 10 Heróis Favoritos, mas cheguei a dar uma espiada em Superman: o homem que tinha tudo.