Do Inferno

A primeira obra do roteirista Alan Moore que me lembro de ter visto foi a que deu origem ao filme homônimo, com um perturbador Ian Holm e Johnny Depp ensinando a beber absinto – pensou que fosse apenas verter num copo e virar? Nah, há todo um ritual… Susan Sarandon também fez uma demonstração num filme mais recente [Alfie, com Jude Law], mas, obviamente, eu prefiro Depp.

Isto era o que eu pensava; antes eu não ligava para os autores das histórias. Antes disso já tinha visto, sim, outra obra de Alan Moore: na verdade, boa parte do roteiro do Batman de 1989 [aquele em que Michael Keaton teve que recorrer a uma prótese no queixo, para deixá-lo mais forte e másculo *tsc*] deriva da graphic novel A Piada Mortal de Moore. Mesmo o arco atualmente publicado no Brasil, Desforra [editado pela Panini, a partir da revista Batman 30 com roteiro de A.J. Lieberman e arte de Al Barrionuevo], se utiliza fartamente das diretrizes de Moore, em especial do passado do Coringa. Na DC ele ainda garibou alguns arcos para o Superman – que não está na minha Top 10 Heróis Favoritos, mas cheguei a dar uma espiada em Superman: o homem que tinha tudo.

Continuar lendo

2 x 2 = 1

Quem acompanha este blogue deve ter percebido que eu gosto de coincidências e de jogos tipo seis graus de separação; apois neste fim-de-semana assisti dois filmes, ambos de 2004, com Julia Roberts e com música brasileira na trilha sonora.

O primeiro foi a seqüela “Doze homens e outro segredo” [Ocean's Twelve], que traz a canção L’Appuntamento cantada por Ornella Vanoni, uma versão em italiano para… hm… uma música de Roberto e Erasmo Carlos que está na ponta da língua mas não consigo lembrar do nome. Em todo caso, a música que eu mais gostei da TSO é uma que toca ao fundo enquanto o personagem de Vincent Cassel [ulalá!] treina movimentos de capoeira *e* que não sei o título. Melecas gotejantes. Não é a da seqüência nos lasers, aquela é Thé a la menthe [MP3 aqui] – que também gosto muito, tem um quê meio oriental, meio tecnológico.

O segundo filme foi “Perto demais” [Closer] e teve não uma, mas três músicas brasileiras na TSO – todas, se não me falha a memória, na vernissage. Clive Owen bonus.

Ambos valeram a locação.

Update: Marcelo [como sempre] deu a informação exata. A música de RC e EC é “Sentado à beira do caminho”. Brigadinha!