Breve História de Quase Tudo

Capa da edição portuguesa do livro Breve História de Quase TudoJá pensou em rolar de rir lendo uma obra de divulgação científica? E não porque as idéias sejam estapafúrdias, e sim pelo próprio estilo do autor. O que mais podemos fazer quando alguém diz:

“Não pretendo lançar uma nota lúgubre neste ponto, mas o facto é que a vida na Terra tem uma outra qualidade muito pertinente: extingue-se. Com bastante freqüência.”?

Na minha vez, tive que me dobrar de tanto dar risada.

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Sobre batatas cor-de-rosa e brigadeiros

- Provedor Tuiuti, Luciana, bom dia. Em que posso ajudar?

Lidar com usuários o dia todo é interessante, são vários tipos diferentes e diferentes modos de abordar e reagir.

De manhã ligam os clientes corporativos, as “pessoas jurídicas”. Quando era criança achava que pessoa jurídica eram os advogados, os juízes, os promotores… Quem lidava com carros era uma pessoa mecânica, e médico era o homem-que-dói, ou o homem que espeta. Sempre associei dor com médico e gente de branco. Deve ser por isso que até hoje tenho medo de mãe-de-santo.

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Analogue – A-ha

Pôster da turnê Analogue, do A-haVideo streaming do concerto do A-ha no Frognerparken [Oslo, capital da Noruega] em 27 de agosto, um show digrátis para 120mil pessoas. No setlist foram apresentadas cinco novas canções do CD Analogue; apenas quatro estão no vídeo disponível. Pela ordem:

  1. Celice [Analogue]
  2. Manhatan Skyline [Scoundrel Days]
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O Clã das Adagas Voadoras

Pôster do filme O Clã das Adagas VoadorasDepois de Herói, tava douda para ver o segundo filme de luta do diretor chinês Zhang Yimou, O Clã das Adagas Voadoras [Shi Mian Mai Fu, China/2004]. Filme de luta, eu disse? Nah, uma história de amorrrr a la Romeu e Julieta. Dois policiais seguem uma membra do Clã, que luta contra a decadente dinastia T’ang, para que ela os leve ao novo líder da guilda. Para isso, um deles finge enamorar-se da moça [Zhang Ziyi]. O filme é lindo, a música é linda [especialmente a da cena no Pavilhão das Peônias, a que fala da mulher que faz o mundo parar] e as cores, especialidade do diretor, de encher os olhos. Inda fica um tico atrás de Herói, que eu gostei mais, mas vale a locação.

Takeshi Kaneshiro* e Andy Lau bonus.

*Eu tinha mesmo ficado em dúvida quanto à nacionalidade dele, caus que o nome é japonês. Tá explicado: ele é taiwanês, filho de pai japs.

Yasunari Kawabata

Capa do livro A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari KawabataTerminando a semana oriental, percebo sem querer, com a leitura de dois livros do autor japonês Yasunari Kawabata: A Casa das Belas Adormecidas e O País das Neves. O autor ganhou o Nobel de Literatura e foi citado no mais recente de Gabo, Memórias de Minhas Putas Tristes.

Xinran foi uma leitura tipo “lê um pouquinho, chora um pouquinho, 230 quilômetros”; Kawabata provoca uma sensação de estranheza. Na verdade, quando terminei de ler o primeiro já estava deprimida com a idéia de um bordel nonde as fornecedoras de serviço são garotas fortemente dopadas para servir ao sonho de juventude de velhos impotentes. Mais ainda porque o autor é excelente em descrições, tanto que é possível sentir os cheiros, os sabores, o frio nos livros.

Agora chega de livros sofridos, já foi a cota do ano. De volta à boa e velha ficção inglesa.

As Boas Mulheres da China

Capa do livro As Boas Mulheres da ChinaAs boas mulheres da China, livro de estréia da jornalista Xinran, não é uma leitura fácil. A cada página uma história de sofrimento me fazia parar, abatida. São histórias de mulheres que viveram a época da Revolução Cultural e as conseqüências disso em suas vidas. O conceito de “boa mulher” é o de uma pessoa que serve para ser usada, compartilhada com outros homens, um instrumento ou ferramenta qualquer – inclusive dos filhos homens. Um dos livros que mais me marcou, sem dúvida.

“Em meio à grande pilha de cartas, uma me chamou a atenção imediatamente: o envelope tinha sido feito com a capa de um livro e havia uma pena de galinha grudada nele. Segundo uma tradição chinesa, uma pena de galinha é sinal de pedido de socorro urgente.”

Zatoichi

Pôster do filme ZatoichiPrestenção nos sinais, já dizia titio Pablo Conejo – e eu obedeço. Em menos de 48 horas Don Samael menciona este nome na resenha que fez para o coreano Red Eye [não confundir com o homônimo de Wes Craven] e o colunista Sérgio Rizzo o indica como melhor opção para o fim-de-semana. Eu assisti há 10 dias e não ia comentar sobre, mas os sinais falaram mais forte.
;o)

Zatoichi entrou para a minha lista de favoritos de todos os tempos, e não apenas do fim-de-semana. O personagem-título, interpretado pelo diretor Takeshi Kitano, é uma espécie de justiceiro que vaga pelo Japão feudal ganhando a vida como massagista, mas nenhum personagem é menor, nenhum ato ou acontecimento é desperdiçado. Tudo se une de forma tão natural como a própria natureza japonesa: o espaço Continuar lendo

Beliscão

Beliscão de goiabadaDas coisas dessa vida pelas quais sou doida por, uma delas é a goiabada. Não ligo pra goiaba, mas qualquer coisa que tenha goiabada eu gosto. E esse biscoito recheado me lembra a infância passada em Olímpia, que é uma receita que minha mãe sempre fazia pras festinhas de escola.

Ingredientes:
3 ovos
1 colher (chá) de fermento, em pó
1 pitada de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
300 g de goiabada
açúcar, o quanto baste para polvilhar

Modo de preparo:
1. Coloque 2 xícaras (chá) de farinha num recipiente. Acrescente os ovos, o fermento, o sal, o açúcar e misture bem. Acrescente a farinha restante, aos poucos, e continue amassando até obter uma massa lisa e uniforme.

2. Embrulhe a massa em filme plástico e deixe descansar por cerca de 1 hora.

3. Unte uma assadeira grande com manteiga e farinha de trigo. Ligue o forno em temperatura média (180 graus).

4. Polvilhe uma superfície limpa e lisa com farinha de trigo. Abra a massa com um rolo (cerca 2 mm de espessura). Corte a massa em quadradinhos (4x4cm). [quem não tem rolo se vira com uma garrafa de cerveja limpa e vazia - e pra quem é cervejeira aproveita pra beber antes de fazer os beliscões. é por isso que nunca comprei rolo. lol!]

5. Corte a goiabada em fatias (1 cm); as fatias em tiras (0,7 cm). As tiras não devem ter um comprimento maior que 4 cm. [vai por mim, já deixe a goiabada cortada antes de começar.]

6. Distribua uma tira de goiabada sobre cada quadradinho. A tira deve ser colocada na diagonal de cada quadrado, ou seja, ir de uma ponta à outra extrema.

7. Com as duas pontas da massa restantes, puxe-as e una as duas bem no centro do quadrado. Para que fiquem bem unidas, aperte bem as duas pontas. [por isso que chama beliscão.]

8. Distribua os beliscões sobre a assadeira untada, deixando um espaço entre eles.

9. Leve as bolachinhas ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos ou até que fiquem dourados. Não se preocupe com o fato de grande parte da goiabada derreter. [esse é o segredo do doce! se a goiabada não derreter é porque é feita de chuchu e corantes...]

10. Retire as bolachinhas do forno e espere esfriar. Se quiser, polvilhe açúcar sobre os beliscões e sirva [ou coma :o) é bom quente, frio, no dia seguinte... *slurpt* dá mais ou menos 10 dúzias de beliscões.]

Be Cool – O Outro Nome do Jogo

Pôster do filme O Outro Nome do JogoAté o fim-de-semana passado, o único filme de gangsta que me lembro de ter assistido foi Mentes perigosas [Dangerous Minds, EUA/1995] ca linda da Michelle Pfeiffer – e dele gostei muito, inclusive da trilha sonora, apesar do rap não ser exatamente meu gênero musical favorito*. De certa maneira foi pela expectativa da música também que peguei Be cool – o outro nome do jogo [Be Cool, EUA/2005], inda mais sabendo que no elenco tem metade do Outkast, um duo que pode se dar ao luxo de lançar dois trabalhos completamente diferentes ao mesmo tempo e ainda ganhar prêmios por eles.

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