Pensamentos de Uma Batata Transgênica

Arquivo para Setembro, 2005

Breve História de Quase Tudo

Escrito por naomi em Setembro 27, 2005

Capa da edição portuguesa do livro Breve História de Quase TudoJá pensou em rolar de rir lendo uma obra de divulgação científica? E não porque as idéias sejam estapafúrdias, e sim pelo próprio estilo do autor. O que mais podemos fazer quando alguém diz:

“Não pretendo lançar uma nota lúgubre neste ponto, mas o facto é que a vida na Terra tem uma outra qualidade muito pertinente: extingue-se. Com bastante freqüência.”?

Na minha vez, tive que me dobrar de tanto dar risada.

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Função concatenar

Escrito por naomi em Setembro 27, 2005

Para unir o conteúdo de duas ou mais células do Excel numa única, por exemplo login + domínio = email: =concatenar(a1;”@”;b1).

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Sobre batatas cor-de-rosa e brigadeiros

Escrito por naomi em Setembro 21, 2005

- Provedor Tuiuti, Luciana, bom dia. Em que posso ajudar?

Lidar com usuários o dia todo é interessante, são vários tipos diferentes e diferentes modos de abordar e reagir.

De manhã ligam os clientes corporativos, as “pessoas jurídicas”. Quando era criança achava que pessoa jurídica eram os advogados, os juízes, os promotores… Quem lidava com carros era uma pessoa mecânica, e médico era o homem-que-dói, ou o homem que espeta. Sempre associei dor com médico e gente de branco. Deve ser por isso que até hoje tenho medo de mãe-de-santo.

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Analogue - A-ha

Escrito por naomi em Setembro 20, 2005

Pôster da turnê Analogue, do A-haVideo streaming do concerto do A-ha no Frognerparken [Oslo, capital da Noruega] em 27 de agosto, um show digrátis para 120mil pessoas. No setlist foram apresentadas cinco novas canções do CD Analogue; apenas quatro estão no vídeo disponível. Pela ordem:

  1. Celice [Analogue]
  2. Manhatan Skyline [Scoundrel Days]
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O Clã das Adagas Voadoras

Escrito por naomi em Setembro 17, 2005

Pôster do filme O Clã das Adagas VoadorasDepois de Herói, tava douda para ver o segundo filme de luta do diretor chinês Zhang Yimou, O Clã das Adagas Voadoras [Shi Mian Mai Fu, China/2004]. Filme de luta, eu disse? Nah, uma história de amorrrr a la Romeu e Julieta. Dois policiais seguem uma membra do Clã, que luta contra a decadente dinastia T’ang, para que ela os leve ao novo líder da guilda. Para isso, um deles finge enamorar-se da moça [Zhang Ziyi]. O filme é lindo, a música é linda [especialmente a da cena no Pavilhão das Peônias, a que fala da mulher que faz o mundo parar] e as cores, especialidade do diretor, de encher os olhos. Inda fica um tico atrás de Herói, que eu gostei mais, mas vale a locação.

Takeshi Kaneshiro* e Andy Lau bonus.

*Eu tinha mesmo ficado em dúvida quanto à nacionalidade dele, caus que o nome é japonês. Tá explicado: ele é taiwanês, filho de pai japs.

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Yasunari Kawabata

Escrito por naomi em Setembro 16, 2005

Capa do livro A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari KawabataTerminando a semana oriental, percebo sem querer, com a leitura de dois livros do autor japonês Yasunari Kawabata: A Casa das Belas Adormecidas e O País das Neves. O autor ganhou o Nobel de Literatura e foi citado no mais recente de Gabo, Memórias de Minhas Putas Tristes.

Xinran foi uma leitura tipo “lê um pouquinho, chora um pouquinho, 230 quilômetros”; Kawabata provoca uma sensação de estranheza. Na verdade, quando terminei de ler o primeiro já estava deprimida com a idéia de um bordel nonde as fornecedoras de serviço são garotas fortemente dopadas para servir ao sonho de juventude de velhos impotentes. Mais ainda porque o autor é excelente em descrições, tanto que é possível sentir os cheiros, os sabores, o frio nos livros.

Agora chega de livros sofridos, já foi a cota do ano. De volta à boa e velha ficção inglesa.

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As Boas Mulheres da China

Escrito por naomi em Setembro 14, 2005

Capa do livro As Boas Mulheres da ChinaAs boas mulheres da China, livro de estréia da jornalista Xinran, não é uma leitura fácil. A cada página uma história de sofrimento me fazia parar, abatida. São histórias de mulheres que viveram a época da Revolução Cultural e as conseqüências disso em suas vidas. O conceito de “boa mulher” é o de uma pessoa que serve para ser usada, compartilhada com outros homens, um instrumento ou ferramenta qualquer - inclusive dos filhos homens. Um dos livros que mais me marcou, sem dúvida.

“Em meio à grande pilha de cartas, uma me chamou a atenção imediatamente: o envelope tinha sido feito com a capa de um livro e havia uma pena de galinha grudada nele. Segundo uma tradição chinesa, uma pena de galinha é sinal de pedido de socorro urgente.”

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Zatoichi

Escrito por naomi em Setembro 13, 2005

Pôster do filme ZatoichiPrestenção nos sinais, já dizia titio Pablo Conejo - e eu obedeço. Em menos de 48 horas Don Samael menciona este nome na resenha que fez para o coreano Red Eye [não confundir com o homônimo de Wes Craven] e o colunista Sérgio Rizzo o indica como melhor opção para o fim-de-semana. Eu assisti há 10 dias e não ia comentar sobre, mas os sinais falaram mais forte.
;o)

Zatoichi entrou para a minha lista de favoritos de todos os tempos, e não apenas do fim-de-semana. O personagem-título, interpretado pelo diretor Takeshi Kitano, é uma espécie de justiceiro que vaga pelo Japão feudal ganhando a vida como massagista, mas nenhum personagem é menor, nenhum ato ou acontecimento é desperdiçado. Tudo se une de forma tão natural como a própria natureza japonesa: o espaço Leia o resto deste post »

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Beliscão

Escrito por naomi em Setembro 5, 2005

Beliscão de goiabadaDas coisas dessa vida pelas quais sou doida por, uma delas é a goiabada. Não ligo pra goiaba, mas qualquer coisa que tenha goiabada eu gosto. E esse biscoito recheado me lembra a infância passada em Olímpia, que é uma receita que minha mãe sempre fazia pras festinhas de escola.

Ingredientes:
3 ovos
1 colher (chá) de fermento, em pó
1 pitada de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
300 g de goiabada
açúcar, o quanto baste para polvilhar

Modo de preparo:
1. Coloque 2 xícaras (chá) de farinha num recipiente. Acrescente os ovos, o fermento, o sal, o açúcar e misture bem. Acrescente a farinha restante, aos poucos, e continue amassando até obter uma massa lisa e uniforme.

2. Embrulhe a massa em filme plástico e deixe descansar por cerca de 1 hora.

3. Unte uma assadeira grande com manteiga e farinha de trigo. Ligue o forno em temperatura média (180 graus).

4. Polvilhe uma superfície limpa e lisa com farinha de trigo. Abra a massa com um rolo (cerca 2 mm de espessura). Corte a massa em quadradinhos (4×4cm). [quem não tem rolo se vira com uma garrafa de cerveja limpa e vazia - e pra quem é cervejeira aproveita pra beber antes de fazer os beliscões. é por isso que nunca comprei rolo. lol!]

5. Corte a goiabada em fatias (1 cm); as fatias em tiras (0,7 cm). As tiras não devem ter um comprimento maior que 4 cm. [vai por mim, já deixe a goiabada cortada antes de começar.]

6. Distribua uma tira de goiabada sobre cada quadradinho. A tira deve ser colocada na diagonal de cada quadrado, ou seja, ir de uma ponta à outra extrema.

7. Com as duas pontas da massa restantes, puxe-as e una as duas bem no centro do quadrado. Para que fiquem bem unidas, aperte bem as duas pontas. [por isso que chama beliscão.]

8. Distribua os beliscões sobre a assadeira untada, deixando um espaço entre eles.

9. Leve as bolachinhas ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos ou até que fiquem dourados. Não se preocupe com o fato de grande parte da goiabada derreter. [esse é o segredo do doce! se a goiabada não derreter é porque é feita de chuchu e corantes...]

10. Retire as bolachinhas do forno e espere esfriar. Se quiser, polvilhe açúcar sobre os beliscões e sirva [ou coma :o) é bom quente, frio, no dia seguinte... *slurpt* dá mais ou menos 10 dúzias de beliscões.]

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Be Cool - O Outro Nome do Jogo

Escrito por naomi em Setembro 2, 2005

Pôster do filme O Outro Nome do JogoAté o fim-de-semana passado, o único filme de gangsta que me lembro de ter assistido foi Mentes perigosas [Dangerous Minds, EUA/1995] ca linda da Michelle Pfeiffer - e dele gostei muito, inclusive da trilha sonora, apesar do rap não ser exatamente meu gênero musical favorito*. De certa maneira foi pela expectativa da música também que peguei Be cool - o outro nome do jogo [Be Cool, EUA/2005], inda mais sabendo que no elenco tem metade do Outkast, um duo que pode se dar ao luxo de lançar dois trabalhos completamente diferentes ao mesmo tempo e ainda ganhar prêmios por eles.

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