Zatoichi

Pôster do filme ZatoichiPrestenção nos sinais, já dizia titio Pablo Conejo – e eu obedeço. Em menos de 48 horas Don Samael menciona este nome na resenha que fez para o coreano Red Eye [não confundir com o homônimo de Wes Craven] e o colunista Sérgio Rizzo o indica como melhor opção para o fim-de-semana. Eu assisti há 10 dias e não ia comentar sobre, mas os sinais falaram mais forte.
;o)

Zatoichi entrou para a minha lista de favoritos de todos os tempos, e não apenas do fim-de-semana. O personagem-título, interpretado pelo diretor Takeshi Kitano, é uma espécie de justiceiro que vaga pelo Japão feudal ganhando a vida como massagista, mas nenhum personagem é menor, nenhum ato ou acontecimento é desperdiçado. Tudo se une de forma tão natural como a própria natureza japonesa: o espaço é pequeno, então nada é desperdiçado. Kitano iniciou sua carreira como humorista – e o filme tem sempre momentos de humor, principalmente para quebrar a tensão depois de uma cena de luta ou dramática. Ele aborda também alguns temas tabus como pedofilia, mas com cuidado e delicadeza – o que, ainda assim, não deixa de chocar.

O Zatoichi de Kitano se parece muito, fisicamente, com o Rutger Hauer de Fúria cega, loiro de olhos azuis. O filme dura pouco menos de 2 horas, mas os extras do DVD – que incluem making of, entrevistas com o diretor e os atores principais, cenas das pré-estréias e a premiação em Veneza ano passado [do público e de melhor diretor] – levam outro tanto e merecem uma boa olhada.

Tadanobu Asano bonus.

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