Escrito por naomi em Dezembro 28, 2005
Tem um ditado que diz que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Adaptando um pouquinho, diria que o que os olhos não vêem, a cabeça esquece. Foi assim que me senti enquanto assistia este filme que já vai completar quinze anos [Fried Green Tomatoes at The Wistle Stop Cafe, EUA/1991] e só agora saiu em DVD por aqui - não que eu esteja reclamando, longe disso. Afinal. “Ruas de Fogo” demorou vinte anos e o DVD dele não traz nem um mísero extra. “Tomates…” tem o básico mais o making of, com entrevistas e tudo o mais. Além disso a capinha informa que é uma versão estendida, i. é, com cenas adicionais que não foram ao ar no cinema ou nos VHS - mas como assisti há pelo menos uns 13 anos não me lembro do que tinha e do que não tinha da primeira vez. Em todo caso, um amigo pôs reparo que pelo menos o título é estendido: na capinha está grafado “Tomates Verdes e Fritos”; esse *e*non ecziste, ele non pertence a esse corpo. Nas legendas tá certo.
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Escrito por naomi em Dezembro 21, 2005
Esse é o tipo de filme que a gente assiste e fica o tempo todo “awmmm, que bunitinho!” ou “awmmm, que fofinho!” - por sorte é bem curto, pouco mais de uma hora, assim quem está do lado consegue resistir bem à tentação de tacar uma almofada na sua cabeça pra parar com isso.
O título deveria ser, na verdade, “Guru e o Efalante”, caus que é ele quem está na maioria das cenas. Cada um dos personagens tem uma característica que sobressai: o Ursinho Pooh é o guloso, Leitão o medroso, Coelho o sabichão, e Guru é o inocente. Eles organizam uma expedição para capturar o *perigoso* efalante, que mora no Vale dos Efalantes ao lado da Floresta dos Cem Acres. É uma historinha fofinha sobre coragem, amizade e, especialmente, sobre a quebra de preconceitos.
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Escrito por naomi em Dezembro 19, 2005
Eu acredito em milagres.
Acredito que as pessoas podem se tornar melhores.
E esse filme trata justamente da descrença que acompanha o crescimento de um garoto, que deixa de acreditar em Papai Noel e recebe a visita do tal Expresso Polar na noite da véspera de Natal. Assim como a Natura insiste que é preciso crer para ver, a mensagem do filme é que primeiro a gente deve acreditar, mesmo - e principalmente - no que não vê.
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Escrito por naomi em Dezembro 16, 2005
[Elas estão de volta, iei!]
Um grupo de não-cientistas desenvolve uma substância química que vai tornar a vida de milhões de pessoas muito melhor [ou salvar vidas, não me lembro direito...] que deve ser absorvido pela pele. O modo que eles encontram para isso é um sapato tipo Kichute, feito de borracha de pneu macia e maleável. Nos primeiros testes a substância não faz efeito, mas eles conseguem vender o modelo do calçado que fez muito sucesso. Estão no laboratório tentando descobrir o que deu errado. O laboratório é todo de aço, em formato de cúpula. No centro uma outra cúpula com a abóbada de vidro contém uma espécie de caldeirão: a tal substância borbulha, emitindo uma luz alaranjada sobre todos. Eles se distraem discutindo e ela começa a entrar em ebulição. Leia o resto deste post »
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Escrito por naomi em Dezembro 14, 2005
Tava ali na prateleira há meses. Veio meio que de brinde no pacote junto com os dois filmes que eu realmente queria assistir; tudo o que tinha lido antes não despertou grandes interesses. O filme é, de fato, o mais fraquinho dos três e o papel de Gwyneth Paltrow, a filha do diretor, é bem sem graça. Ela e Scott Speedman, aliás, são bem desperdiçados: quem toma conta do filme é a dupla Paul Giamatti e Andre Braugher, um ex-vendedor imobiliário e um ex-presidiário, ambos fugindo de suas respectivas prisões. As cenas com os dois é que salvam a sessão pipoca.
O forte de Duets é mesmo a trilha sonora cheia de musiquinhas cantantes [dãããr, é sobre concursos de karaoke, lesa!]. Nesse CD [que tá na minha lista de desejos, se alguém perguntar] não tem uma do Sinatra que Michael Bublé aparece cantando no finalzinho -e a presença dele é a segunda coisa que salva a sessão pipoca, mesmo sendo tão minúscula.
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Escrito por naomi em Dezembro 8, 2005
*** Versão sem spoilers dos livros posteriores. A versão com informações dos livros 5 e 6 está na Cozinha. ***
Se Harry Potter fosse judeu em vez de bruxo, “O Cálice de Fogo” [Harry Potter and the Goblet of Fire, EUA/2005] seria seu bar-mitzvá. Ou, como diz Hermione Granger: “as coisas irão mudar, não é?”. Ié, nada mais será o mesmo depois de CdF. Primeiro porque inicia a série de mortes de pessoas próximas dos leitores - claro, houve mortes nos primeiros livros, mas elas aconteceram antes dos fatos narrados em cada um. Conheço gente que detestou o quarto filme caus que esperava algo no estilo dos dois dirigidos por Chris Columbus, mais inocentes e coloridos - e se tem algo que CdF não é é inocente. E nem colorido: o tom geral é mais sombrio, seguindo a linha iniciada por Alfonso Cuarón no “Prisioneiro de Azkaban”. E se inda havia alguma dúvida sobre o pano de fundo anti-nazi, a presença de um Barty Crouch fisicamente clonado de Hitler acaba com ela. Só me fica um pouco de dúvida sobre o público-alvo de Mike Newell: os não-iniciados não vão entender algumas citações soltas, e os aficcionados sentirão falta de muitas outras.
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Escrito por naomi em Dezembro 6, 2005
Incomodada.
Foi como me senti durante os pouco mais de 80 minutos que durou esse filme. Primeiro porque me lembrou imensamente o filme anterior de Kevin Bacon, “Sobre Meninos e Lobos” - só que desta vez ele estava do outro lado da moeda. O tema é espinhoso [pedofilia] e podia escorregar fácil num enfoque mais maniqueísta. Talvez pelo fato de ser dirigido por uma mulher, talvez pelo fato de que foi o primeiro filme da Leia o resto deste post »
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Escrito por naomi em Dezembro 5, 2005
Assisti, finalmente! De cara é o melhor da série - apesar de algumas licenças poéticas e apesar do fato de que eu não gosto do Christian Bale. E Christian Bale é, sem dúvida, o melhor Batman que já vi na tela - boca-aberta e tudo. Ele tem olhos, tem porte e tem queixo. Faltou um pouquinho de tormento nos olhos, mas justificável: o filme mostra o início [begins, dãããr] da carreira do Morcegão, então não tinha mesmo porque ele apresentar aquela sombra de sentimentos conflituosos ainda.
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