Tomates Verdes Fritos

Capa dp DVD do filme Tomates Verdes FritosTem um ditado que diz que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Adaptando um pouquinho, diria que o que os olhos não vêem, a cabeça esquece. Foi assim que me senti enquanto assistia este filme que já vai completar quinze anos [Fried Green Tomatoes at The Wistle Stop Cafe, EUA/1991] e só agora saiu em DVD por aqui – não que eu esteja reclamando, longe disso. Afinal. “Ruas de Fogo” demorou vinte anos e o DVD dele não traz nem um mísero extra. “Tomates…” tem o básico mais o making of, com entrevistas e tudo o mais. Além disso a capinha informa que é uma versão estendida, i. é, com cenas adicionais que não foram ao ar no cinema ou nos VHS – mas como assisti há pelo menos uns 13 anos não me lembro do que tinha e do que não tinha da primeira vez. Em todo caso, um amigo pôs reparo que pelo menos o título é estendido: na capinha está grafado “Tomates Verdes e Fritos”; esse *e*non ecziste, ele non pertence a esse corpo. Nas legendas tá certo.

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Pooh e O Efalante

Pôster do filme Pooh e O EfalanteEsse é o tipo de filme que a gente assiste e fica o tempo todo “awmmm, que bunitinho!” ou “awmmm, que fofinho!” – por sorte é bem curto, pouco mais de uma hora, assim quem está do lado consegue resistir bem à tentação de tacar uma almofada na sua cabeça pra parar com isso.

O título deveria ser, na verdade, “Guru e o Efalante”, caus que é ele quem está na maioria das cenas. Cada um dos personagens tem uma característica que sobressai: o Ursinho Pooh é o guloso, Leitão o medroso, Coelho o sabichão, e Guru é o inocente. Eles organizam uma expedição para capturar o *perigoso* efalante, que mora no Vale dos Efalantes ao lado da Floresta dos Cem Acres. É uma historinha fofinha sobre coragem, amizade e, especialmente, sobre a quebra de preconceitos.

O Expresso Polar

Pôster do filme O Expresso PolarEu acredito em milagres.

Acredito que as pessoas podem se tornar melhores.

E esse filme trata justamente da descrença que acompanha o crescimento de um garoto, que deixa de acreditar em Papai Noel e recebe a visita do tal Expresso Polar na noite da véspera de Natal. Assim como a Natura insiste que é preciso crer para ver, a mensagem do filme é que primeiro a gente deve acreditar, mesmo – e principalmente – no que não vê.

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O Kichute

[Elas estão de volta, iei!]

Um grupo de não-cientistas desenvolve uma substância química que vai tornar a vida de milhões de pessoas muito melhor [ou salvar vidas, não me lembro direito...] que deve ser absorvido pela pele. O modo que eles encontram para isso é um sapato tipo Kichute, feito de borracha de pneu macia e maleável. Nos primeiros testes a substância não faz efeito, mas eles conseguem vender o modelo do calçado que fez muito sucesso. Estão no laboratório tentando descobrir o que deu errado. O laboratório é todo de aço, em formato de cúpula. No centro uma outra cúpula com a abóbada de vidro contém uma espécie de caldeirão: a tal substância borbulha, emitindo uma luz alaranjada sobre todos. Eles se distraem discutindo e ela começa a entrar em ebulição. Continuar lendo

Duets – Vem Cantar Comigo

Capa do DVD do filme Duets Tava ali na prateleira há meses. Veio meio que de brinde no pacote junto com os dois filmes que eu realmente queria assistir; tudo o que tinha lido antes não despertou grandes interesses. O filme é, de fato, o mais fraquinho dos três e o papel de Gwyneth Paltrow, a filha do diretor, é bem sem graça. Ela e Scott Speedman, aliás, são bem desperdiçados: quem toma conta do filme é a dupla Paul Giamatti e Andre Braugher, um ex-vendedor imobiliário e um ex-presidiário, ambos fugindo de suas respectivas prisões. As cenas com os dois é que salvam a sessão pipoca.

O forte de Duets é mesmo a trilha sonora cheia de musiquinhas cantantes [dãããr, é sobre concursos de karaoke, lesa!]. Nesse CD [que tá na minha lista de desejos, se alguém perguntar] não tem uma do Sinatra que Michael Bublé aparece cantando no finalzinho -e a presença dele é a segunda coisa que salva a sessão pipoca, mesmo sendo tão minúscula.

Harry Potter e O Cálice de Fogo

*** Versão sem spoilers dos livros posteriores. A versão com informações dos livros 5 e 6 está na Cozinha. ***

Pôster do filme Harry Potter e O Cálice de FogoSe Harry Potter fosse judeu em vez de bruxo, O Cálice de Fogo” [Harry Potter and the Goblet of Fire, EUA/2005] seria seu bar-mitzvá. Ou, como diz Hermione Granger: “as coisas irão mudar, não é?”. Ié, nada mais será o mesmo depois de CdF. Primeiro porque inicia a série de mortes de pessoas próximas dos leitores – claro, houve mortes nos primeiros livros, mas elas aconteceram antes dos fatos narrados em cada um. Conheço gente que detestou o quarto filme caus que esperava algo no estilo dos dois dirigidos por Chris Columbus, mais inocentes e coloridos – e se tem algo que CdF não é é inocente. E nem colorido: o tom geral é mais sombrio, seguindo a linha iniciada por Alfonso Cuarón no “Prisioneiro de Azkaban”. E se inda havia alguma dúvida sobre o pano de fundo anti-nazi, a presença de um Barty Crouch fisicamente clonado de Hitler acaba com ela. Só me fica um pouco de dúvida sobre o público-alvo de Mike Newell: os não-iniciados não vão entender algumas citações soltas, e os aficcionados sentirão falta de muitas outras.

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O Lenhador

Pôster do filme O LenhadorIncomodada.

Foi como me senti durante os pouco mais de 80 minutos que durou esse filme. Primeiro porque me lembrou imensamente o filme anterior de Kevin Bacon, “Sobre Meninos e Lobos” – só que desta vez ele estava do outro lado da moeda. O tema é espinhoso [pedofilia] e podia escorregar fácil num enfoque mais maniqueísta. Talvez pelo fato de ser dirigido por uma mulher, talvez pelo fato de que foi o primeiro filme da Continuar lendo

Batman Begins

Pôster do filme Batman BeginsAssisti, finalmente! De cara é o melhor da série – apesar de algumas licenças poéticas e apesar do fato de que eu não gosto do Christian Bale. E Christian Bale é, sem dúvida, o melhor Batman que já vi na tela – boca-aberta e tudo. Ele tem olhos, tem porte e tem queixo. Faltou um pouquinho de tormento nos olhos, mas justificável: o filme mostra o início [begins, dãããr] da carreira do Morcegão, então não tinha mesmo porque ele apresentar aquela sombra de sentimentos conflituosos ainda.

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