Fruits Basket

Fruits BasketCada pessoa tem um jeito de lidar com seus piores sentimentos: medo, inveja, rejeição, raiva, baixa auto-estima, excesso de auto-estima… É mais ou menos disso que trata o anime Fruits Basket. O título deriva de uma brincadeira infantil japonesa niqui cada criança ganha o nome de uma fruta, explicado por cima no quinto episódio quando a protagonista Tohru Honda relembra que na sua vez ela foi chamada de niguiri – bolinho de arroz. Tem várias passagens, aliás, assim tristes: no primeiro e nos últimos, principalmente, eu chorava feito bezerro desmamado, embora o tom geral da história seja kawaii [uma tradução aproximada seria "bonitinho", mesmo sendo incompleto. Melhor definição é a de quem me emprestou o dvd cos 26 episódios: MFG, ou "Make You Feel Good", faz você se sentir bem]. Em todos os episódios ri de gargalhar, várias vezes.

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Muito Barulho Por Nada

Capa do DVD do filme Muito Barulho Por NadaJá que fechei 2005 com um dos meus Top Favoritos Foréva, nada mais justo do que abrir 2006 com outro TFF – e, melhor ainda, um que sempre me faz rir alucinada: Muito barulho por nada [Much Ado About Nothing, Inglaterra/1993], uma adaptação que Kenneth Branagh fez da comédia de Shakespeare. Branagh tinha uma compania teatral especializada em titio Shakes e acabou por adaptar outras peças dele para o cinema. Nessa época ele era casado com Emma Thompson e ambos formam o par central de Barulho como o solteirão convicto Benedick e a incisiva Beatrice – quase uma reedição de A Megera Domada; sim, neste caso tem também um casal secundário que, de certa forma, força a união de ambos: o Conde Cláudio [Robert Sean Leonard, o sumido] e a prima de Beatrice, Hero [Kate Beckinsale].

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Música para os olhos

Roger Waters, Dave GilmourEntre 2 e 6 de julho do ano passado, o agora Sir Bob Geldof reuniu músicos e personalidades em nove cidades ao redor do mundo, em concertos destinados a forçar a atenção do G8 para a pobreza dos países africanos. Foi a reedição do Live Aid de 1985, rebatizado Live 8. Se em 85 o show do Queen, no Wembley Stadium, foi eleito o melhor de todos, desta vez a honra coube ao Pink Floyd no Hyde Park, na mesma Londres. Reza a lenda que os músicos que se apresentavam simultaneamente nas outras cidades pararam tudo para assistir a reunião de Roger Waters, Dave Gilmour, Nick Mason e Richard Wright após 24 anos de separação e disputas judiciais – e tiveram motivos. Foram 24 Continuar lendo