Mundo sem fronteiras, Brasil dentro

Comentário ouvido ontem:

– Isso é que globalização! Churrasco com sushi, farofa, salada de macarrão…

E ele nem considerou as próprias pessoas presentes; tinha descendente de português, de alemão, de negro, de japonês, de italiano assistindo o jogo entre dois países formados pela mistura de etnias. Eu gosto muito disso.

Tanto que os dois filmes que assisti no feriado refletem um pouco dessa globalização. O primeiro foi Crash – No limite. Continuar lendo

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Tentei, juro que tentei, nem ler as entrevistas que a tradutora brasileira da série Harry Potter concedeu ano passado, após o lançamento do sexto livro HP & the Half-Blood Prince [HP e o Enigma do Príncipe]. E consegui, num consegui?, com algum sucesso – até hoje. Quando abri a caixa de emeios e deparei-se-lhe com isto [cuidado, pode conter spoilers] tive que desabafar. O que vem daqui pra frente é, portanto, apenas minha opinião pessoal; vou usar trechos da entrevista para comentar em ordem aleatória, sem adiantar grandes revelações da história para quem inda não leu nenhum livro [sim, eles existem, hua].

P: A senhora acha que a preferência de parte do público por manter os nomes no original está ligada à influência do inglês no nosso dia-a-dia e um sentimento de nação colonizada?
R: Tenho a impressão de que as pessoas que insistem nessa tecla não perceberam que o Harry Potter e a pedra filosofal foi escrito para crianças de 7-12 anos que não sabem inglês suficiente para entender o humor que os nomes contêm.

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De rodas, bolas e bolhas

Um brasileiro vence a corrida no Texas, consolidando a primeira colocação no ranking da IRL e não tem notícia em nenhum dos grandes portais. O mundo é uma bola umbigal. Que seja, o berro que dei quando Sam Hornish Jr. deixou o motor morrer no último pit stop foi bem parecido com o que dei no gol de Drogba contra a Arrentina: era a falta de sorte que atingiu Helio Castroneves em Indianapolis fazendo uma visitinha ao Hornish [sou só eu ou mais alguém pensa besteira quando vê o nome do cara?].

Na IRL também tem a equipe Super Aguri [até onde eu saiba os pilotos não vestem a cueca por cima das calças] e, para manter a tradição, eles também contam com um kamikaze ao volante: o nome deste é Kosuke Matsuura e é totalmente pinel. Ele deu um totó no Vitor Meira que deixou a marca da roda estampada na lateral do carro do brasileiro. Corre o bastante para ser competitivo, só que é um perigo pra quem está do lado. Ou atrás. Ou na frente. Não demora muito e vai ter a licença para dirigir cassada igual quinem o Yuji Ide. A Super Aguri não aprende e já arranjou outro maluco pro terceiro carro que disputa a F1. Por que é que eles não desistem e ficam só no que são bons?

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Sexta tecnocientífica

BlueBus: “Pesquisas recentes mostram que um dos próximos objetos a sumir das nossas vidas será o relógio de pulso, aquele mesmo que vem dominando a cena desde que Cartier desenvolveu o primeiro modelo, inventado por Santos Dumont, em 1904.”

Não uso relógio desde antes do advento do celular. Anturdia vi uns fofíssimos, mas resisti bravamente: não vou usar mesmo.

MSN: “Que tal dar uma volta de teste em um carro movido a hidrogênio, a última novidade em tecnologia de combustíveis, e ainda ter a sua opinião levada em conta pela fabricante?”

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CSI-like

Terra: “Estudantes de criminologia da Flórida trabalhavam em uma falsa cena de crime quando encontraram um cadáver de verdade. Os alunos pensaram, inicialmente, que o homem encostado na parede fosse parte do “cenário” preparado pelos professores.”

Teve um episódio da segunda temporada *muito* parecida com isso, Burden of proof. Passou não faz muito tempo na aberta.