Tomai e comei

Digestivo Cultural: “”Livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons.
Adélia Prado, em entrevista sobre como despertar o interesse de novos leitores.”

Com esta introdução, a colunista Adriana Carvalho montou três “caixas de bombons”, para três fases da vida. A primeira para crianças, a segunda para jovens e a terceira para adultos. Eu confesso que li poucos dos que ela citou: A Fada Que Tinha Idéias é um dos meus TFF; de Agatha Christie li quase todos; um pouco de Conan Doyle [três, agora! ampliei 300% em relação ao começo do ano], um pouco de Garcia Marquez, Saramago, Clarice Lispector e Cortazar. E muita Turma da Mônica e Tio Patinhas, claro. Assim, minhas caixas talvez sejam bem diferentes das dela. Vam’ver…

A primeira caixa tem a coleção Paraíso da Criança, da Edelbra – que sobrinha adora. São contos de fadas e do folclore brasileiro ilustrados com fotos de bonecos e cenários construídos a mão, um capricho só. Tem também alguns livros de tecido e borracha, com elementos destacáveis, daqueles que os adultos deixem arrastar e puxar pra todo lado sem dar bronca pra não rasgar ou amassar ou rabiscar com giz de cera. Ler tem que ser lúdico, senão vira tortura.

A segunda caixa é um baú, tem As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas, A Marca de Uma Lágrima [pra ter contato indireto com os clássicoas - Cyrano de Bergerac] e A Princesa e O Cavaleiro [pra aprender a ser forte mesmo sendo feminina] para as meninas, O Escaravelho do Diabo e Lobo Solitário para os meninos, as coleções completas de Harry Potter para manter o contato com o mundo da fantasia e Discworld, para não levar tudo tão a sério; tudo de Agatha Christie, Neil Gaiman, Luís Fernando Veríssimo e Fernando Sabino. Anturdia miguxinho que não gosta de ler veio pedir ajuda pra começar a gostar. Que que eu ia fazer, tacar Machado de Assis pra cima dele? Com todo o respeito ao imortal: assim de cara não dá. Em vez disso, vai começar com Batman e X-Men. Frank Miller, Alan Moore e Chris Claremont vão fazer as honras.

A terceira caixa é a mais complicada de montar. Tem O Morro dos Ventos Uivantes, Jane Eyre e Orgulho e Preconceito, obrigatoriamente. Tem Pedro Páramo, Cem Anos de Solidão e Grande Sertão: Veredas. Tem Anarquistas, Graças a Deus, Uma Rede, Um Alpendre, Um Açude e Cartas de Um Sedutor. Que estranho, dá a impressão de ser uma caixa mais mulérzinha.

Parece tanta coisa, e tanto ficou de fora. Quem sabe mais tarde monte outras?

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2 comentários sobre “Tomai e comei

  1. Adorei essas caixas.
    Daí eu li apenas A Marca de uma Lágrima, O morro dos Ventos Uivantes, alguns da Agatha Christie, um do Luis Fernando Veríssimo e 1 do Fernando Sabino.
    E muito, muito X-Men… Chris Claremont é o Melhor!!!!
    HUHUHUH

  2. Pingback: 50 livros para ler a qualquer hora « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

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