Quase na mão

Que cor-ri-da! Há muito, muito tempo não via uma prova como a desta madrugada, que compensou totalmente ficar acordada até as 4h!

Corrida na chuva é bom porque a diferença tecnológica entre os carros fica bem menor, o que conta mesmo é o piloto: domínio da velocidade e traçado numa pista com água, controle emocional, inteligência lógica e estratégia, além de um boa dose de coragem.

Lewis Hamilton levou vantagem por largar na pole, é fato, e escapar do spray de água que tirou a visão de todos arás; mesmo assim demonstrou ter os ingredientes acima mais uma certa dose de, como direi… não chega a ser mau-caratismo, mas ali por perto. Geralmente é o piloto de trás que consegue desconcentrar e irritar o da frente em condições como a de hoje, pondo o bico do carro do lado, apontando que pode ultrapassar assim que der bandeira verde. Hamilton virou o jogo em cima do Fernando Alonso quase parando o carro, tentando forçar o erro do espanhol que resultaria numa desclassificação. Gênio! É bem verdade que se fosse a situação inversa eu estaria xingando o Alonso até a quarta geração, mas é isso que eu sentia falta na F1: a vontade de torcer por alguém.

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Adonde?

Iei. Não sou só eu que mirrito.

UOL Vestibular: “As frases que não apresentarem indicação de lugar, deverão ter o pronome “onde” substituído por “em que” ou “no qual”, “na qual”, “nos quais”, “nas quais”, dependendo do gênero (masculino ou feminino) e do número (singular ou plural) do elemento imediatamente anterior.”

Não me lembro de ter visto a propaganda niqui o erro aconteceu ["Se essas são as únicas modalidades onde seu filho é campeão..."], mas tem uma da Embratel atualmente que acho muito bem bolada. O produto é algo relacionado a ligações DDD e DDI que esqueci o nome, e o comercial mostra pessoas conversando pelo telefone Brasil afora falando das vantagens do tal produto. O charme é que usaram sotaques, expressões e palavras únicos de cada região, o que obrigou o uso de legendas móde a gente entender o que estão falando; brasileiros falando o mesmo idioma dentro do Brasil, e a gente não entende! Eu adorei. Tem um português lusitano também, e eu entendi ele melhor do que a mineira, o baiano e o catarinense.

A mineira identifiquei pelo “poncotô”, o baiano pelo “arretado” e o catarinense pela placa escrito “Floripa” [desculpa, Claumann!]. Inda não achei o vídeo nem referências na Internet, decerto caus que não lembro o nome do plano. Tsc.

Da natureza humana

Os dois livros que li mais recentemente de Agatha Christie estão separados por quase 30 anos entre o lançamento de um e de outro e, no entanto, trazem personagens tão parecidos que me fazem pensar que a natureza humana é mesmo imutável e igual, em qualquer parte do mundo.

Treze à mesa traz Hercule Poirot, o Capitão Hastings e o inspetor Japp investigando o assassinato do marido de uma atriz famosa. A maldição do espelho traz Miss Marple e o inspetor Craddock, da Scotland Yard, investigando a morte de uma aldeã na mansão de uma atriz famosa.

Não é o fato de que os dois livros sejam ligados ao mundo do cinema que me fez achar que são parecidos, mas a observação que a autora faz das pessoas, famosos ou anônimos. Ela é especialmente cruel – ou seja, verdadeira – ao retratar um tipo de pessoa tão egocêntrica que a gente acaba por desejar ver morto. Ou pelo menos chutar-lhe o traseiro. Não uma pessoa egoísta, e sim alguém tão cheio de certezas absolutas sobre o que é apropriado pro nosso próprio bem que é absolutamente insuportável.

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Top Detetives Fazíveis – Faixa bônus

Alguns comentários trouxeram ótimas dicas que renderiam mais uma série de detetives de ficção suculentos. Desperdiçar é mottainai:

Karla sugeriu o Donald Flack Jr., de CSI: NY. Eu confesso que estive muito tentada a incluir outro membro da série, o Mac Taylor, que tirei da lista caus que uma pessoa que dorme com uma bicuda igual a Peyton não merece. Mas o Flack é fofo, sim… Ele e o Aaron “Hotch” Hotchner de Criminal Minds.

Sweet sugeriu um brazuca, o policial interpretado por Wagner Moura em Tropa de Elite – que ficou de fora porque inda não vi, não chegou em Pedra Lascada. Eu gostaria de assistir uma cópia de segurança [não pirata, num sabe? Cópias de segurança não são ilegais, e tem um delegado da PF que lê este blogue e me mantém informada do que pode e o que não pode, hehehe].
;o)

Outros que ficaram de fora são o Warrick Brown de CSI, o Derek Morgan de Criminal Minds e um que tou vendo aqui na frente do meu olho mental, jurava que era de NYPD Blue mas não consigo lembrar o nome nem achar referência em lugar nenhum. Os que entraram na lista têm um perfil mais ou menos parecido, acho, e um pouco de desprezo pelo manual de instruções.

They’re here!

Confesso que não sou grande fã de filmes de terror – ou melhor, são poucos os que me afetam de verdade. Não considero ‘terror’ filme sanguinolento ou com excesso de tripas e fluidos corporais e nem filme de susto, niqui a musiquinha vai crescendo até que o palhaço pula de trás da porta e faz “bu!”.

Dos que me fizeram gritar e não dormir três dias seguidos tá o primeiro Poltergeist, de 1982. Vira e mexe passa no SBT de madrugada, toda vez que descubro assisto. E toda vez grito e fico sem dormir, igual aqueles ratos burros da propaganda de cerveja: a historinha da família que descobre “espíritos brincalhões” dentro de casa e tem que resgatar a caçulinha seqüestrada pelos ancestrais do Pirraça com a ajuda da média Tangina é viciante. Só dou um pouco de risada com a dublagem, caus que o pai a chama de ‘querolaine‘ e a mãe de ‘querol eine‘ [pra variar, a mãe é que tá certa: o nome da garotinha é Carol Anne e não Caroline].

O filme completa 25 anos em 2007 [ayjizuis, o tempo passa...] e vão soltar uma edição comemorativa em outubro. No Brasil sai no dia 25 e já está na pré-venda – e eu na fila.

[Anturdia, numa das reprises de House, ele gritava pro paciente "don't go into the light!" Eu adorei.]

Revival

Ainda na apresentação do Emmy no domingo, fiquei tão obcecada pelos Jersey Boys que sisqueci de comentar que a música de fundo no momento em que anunciaram The Sopranos vencedor de melhor série me levou de volta pra adolescência: Don’t stop believin do Journey, mais conhecida ainda porque foi música-tema dos cigarros Hollywood [o sucesso] na década de 80. Eu lembro porque tenho o vinil – pelo menos acho que ainda tenho. Só espero que não tenha tido o mesmo destino do vinil da seleção internacional do primeiro Rock in Rio: mãos alheias.

Enfim. Coisas vêm, coisas vão.

A música tá em loop no headphone desde cedo.

Apresentação ao vivo do Journey disponível no YouTube, letra para cantar seguindo a bolinha no Músicas e MP3 na Ouvateca2, álbum Set/07.

Por falar em Ouvateca, ganhei uma nova versão de Quizas Quizas Quizas, desta vez de Helmut Lotti. No álbum disponível aqui.