Desde que estreou eu tenho sido bombardeada por amigos para assistir este filme. Fã que sou de Neil Gaiman, mesmo assim ainda não li a HQ de origem. Claro que, depois de assistir a adaptação, isso entrou na lista de “tenho de” porque, segundo li por aí, o roteiro foi bastante higienizado para ser lançado pro público infantil como um conto de fadas.
Na verdade é mesmo um conto de fadas com uma lição de moral no fim, um pouco modernizada.
Uma das especialidades da literatura inglesa de fantasia é a criação de universos paralelos, mundos paralelos ou, como neste caso, de reinos paralelos. Os britânicos são mestres nessa área! O País das Maravilhas de Alice [Lewis Carrol] é a referência mais próxima que me lembro de Stardust – O mistério da estrela, por exemplo.
O segundo ponto fraco do filme foi a escalação do trio de protagonistas formado por Claire Danes, Siena Miller e Charlie Cox, todos com mais de 26 anos e que, imho, lembram muito um picolé de chuchu – especialmente quando postos lado a lado com atores mais talentosos embora menos conhecidos pelas bandas de cá.
Mark Strong [Septimus, e também Mr. Knightley em Emma], Henry Cavill [Humphrey, e também Charles Brandon na série The Tudors] e Dexter Fletcher [o Barrica do Cap. Shakespeare, e também o concierge Tony da série Hotel Babilônia] são só três exemplos do banho que o resto do elenco deu sobre os protagonistas. Por coincidência, os três participaram também do elenco de Tristan + Isolde [em Stardust era Tristan e Yvaine, heh].
Mas a grande participação de verdade coube ao trio Robert De Niro, Michelle Pfeiffer e a ponta impagável de Rick Gervais: o filme todo vale a pena por causa deles.
A história do rapaz que atravessa a fronteira entre o mundo real e um reino fantástico em busca de uma estrela cadente para presentear a menina mais bonita da vila não seria tão mágica sem um trio de bruxas atrás da beleza e juventude, sete irmãos disputando o trono do pai moribundo e um grupo de piratas durões caçadores de raios.
A narração de Sir Ian McKellen e a ponta de Peter O’Toole são a cereja do bolo.
Stardust não chegou a virar um dos meus TFF por enquanto, mas tá muito mais perto disso do que outro filme recente roteirizado por Neil Gaiman. Em Beowulf eu paixonei no Grendel e morri de ódio do Beowulf, um sujeito tosco que usa os músculos no lugar do cérebro muito parecido com os salvadores do mundo no estilo Rambo e Steven Seagal. Também tive vontade de acertar a frigideira na cabeça da rainha Wealthow. Perto dela, a fútil e mimada Victoria da Sienna Miller chega até a ficar gostável.


Nem gostei do filme Stardust… não conheço muito de Gaiman – só li Deuses Americanos até hoje -, mas acho que o livro deve dar um banho nesse filme, fácil.
Sorry pela “guinorância”, mas o que eh TFF?
Como assim Beowulf foi roteirizado por Gaiman e eu nao sabia disso??? o.O
Qto a Stardust, tá na listinha dos filmes q eu assisti, q nao foram grande coisa, mas q nutro extrema simpatia…
Nao li tb, mas pretendo, assim q tiver um tempinho…
bjinhos e bom fim de semana
[...] Stardust – O mistério da estrela [...]
gustavo, nem do de niro??
marco, tff é top favorito foréva, o oposto de tosco toda vida.
diana, pois é, mas nem é culpa dele que o beowulf seja aquele brutamontes, né?
ah, batatinha, eu ia dizer que prefiro o livro toda a vida, mas o capitão shakespeare fez um empate técnico muito digno.
tanto que eu não fiquei reclamenta durante o filme “mas no livro é diferente!”
hahaha, telinha!
isso de adaptação que fica diferente do original é mesmo uma agonia…
o que tenho feito é ver a adaptação antes de ler o original, quando possível, porque aí, em vez de passar raiva, fico contente porque o original é ainda melhor.
mas marquei bobeira e corri a ler a bússola de ouro antes do filme sair em dvd…
[...] gostar do que faz e se divertir com isso. Isso aparece em trabalhos como os Príncipes Secundus de Stardust – O mistério da estrela e Encantado de Shrek – parece até que eu vejo o ator toda vez que assisto a Shrek! É impossível [...]