Dois lados da mesma moeda

O telefone toca em casa, mais ou menos uma hora e meia depois do falecimento de meu avô.

– Luuu, o Zé chegou em casa dizendo que ouviu na rua que o Sêo Kimura morreu, é verdade?

É verdade. A essa altura ainda não sabíamos nem a hora do enterro e o corpo só foi liberado duas horas depois.

Na sexta-feira, três dias depois, amiga conta pra minha mãe que só soube quem tinha falecido depois que um vizinho viu o cortejo e foi assuntar. Não que sejam tãããão poucos falecimentos em Pedra Lascada [segundo um radialista, dá uma média de um a cada dois dias], e sim por causa dos “carrões”: ele achou que tinha sido “um figuraça” [palavras dele].

Por enquanto o cortejo ainda passa por metade da cidade mas, quando inaugurar o velório novo [Odorico Paraguassu!] ao lado do cemitério, vai acabar com a diversão do povo.

Sushi não é sashimi – 2

SushiAnturdia estava a ler um artigo no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo [O lado quente do Japão, 5/6/8] que citava um fato que enfrentamos muito entre nossos amigos mesmo aqui em Pedra Lascada, região com alto teor de gordura alta concentração de japoneses: quando um gaijin diz que gosta [ou não gosta] de comida japonesa geralmente quer dizer sushi e sashimi, como se a culinária japonesa se restringisse a isso e brasileira se restringisse a caipirinha e feijoada.

Está tudo bem, Titia Batata está aqui para jogar uma luz sobre essas almas ímpias.

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