Mó doido, mêo

A-doro famosidade que solta frases desconexas vazias e chavões em entrevista pra terminar com “não tenho palavras”.

Anturdia vi uma entrevista com um cidadão – que eu juro que não lembro do nome, nem é autoproteção – que passou uns bons 2 ou 3 minutos repetindo “ó, cara, minha irmã… cê sabe… cuida dela… aí… é… p*ta, meu… minha irmã é… hein? pra sair com… né? p*rra, cara…. viu? o irmão dela… aí, ó… pô, nem tenho palavras…” e a repórter lá, firme e forte, com o microfone apontado para tão sábias exortações de sabedoria, assentindo.

Digamos que nas modalidades vocabulário e capacidade de expressão ele não alcançou a marca olímpica e a repórter… bom, ela em que fazer jus aos caraminguás que recebe. ;)

Da cobertura da Olimpíada, o que mais gosto é da crítica de TV do Estadão, a Keila Jimenez. Ela é ácida, engraçada e não tem pruridos de falar mal dos comentaristas convidados pelas redes de televisão, geralmente ex-atletas cuja opinião/torcida os narradores tomam como mandamento. Tá certo que os caras [narradores e comentaristas especialistas] facilitam, mas ela consegue transformar algo que seria apenas irritante, se caíssem em mãos menos capazes,  em crônicas divertidas – e sem baixar o nível, sem ridicularizar. Equilíbrio é tudo.

Titia Batata recomenda uma dose diária de Keila Jimenez.