The Tales of Beedle The Bard

Capa da edição da Bloomsbury

Capa da edição da Bloomsbury

Já recebi e li meu autopresente de Natal, o livro que J. K. Rowling lançou pós-Harry Potter. The Tales of Beedle The Bard é exatamente o que apareceu dentro da trama de Deathly Hallows [As Relíquias da Morte]: uma seleção de contos de fadas para crianças bruxas, enriquecida com anotações pessoais feitas pelo Professor Dumbledore.

Eu achei que essas anotações seriam no estilo de Animais Fantásticos & Onde Habitam, niqui as anotações de Harry, Ron e Hermione aparecem rabiscadas na margens [o que tornou o livro ainda mais divertido], mas não, as anotações seguem ao final de cada um dos cinco contos como se fosse um subcapítulo. Eu aposto que isso foi idéia da Hemione. A única concessão é a capa, que tem a aparência encardida de um livro bem lido diversas vezes.

Por falar em Animais Fantásticos, é uma boa – embora não seja obrigatório – manter este livro ao lado enquanto lê Beedle The Bard, caus que em alguns momentos ou ele ou Dumledore menciona um ou outro animal catalogado lá. Se não tiver em mãos não tem problema, não interfere em nada, é só para incrementar a leitura.

Os contos seguem muito a linha dos contos de fadas para crianças trouxas da escola tradicional, isto é, não passaram por nenhum processo de censura do politicamente correto. Aliás, Dumbledore critica essa esterilização logo nas anotações do primeiro conto, The Wizard and the Hoping Pot.

Mrs. Bloxam believed that The Tales of Beedle The Bard were damaging to children because of what she called ‘their unhealthy preoccupation with the most horrid subjects, such as death, disease, bloodshed, wicked magic, unwholesome characters and bodily effusions and eruptions of the most disgusting kind’. Mrs. Bloxam took a variety of old stories, including several of Beedle’s, and rewrote them according to her ideals, wich she expressed as ‘filling the pure minds of our little angels with healthy, happy thoughts, keeping their sweet slumber free of wicked dreams and protecting the precious flower of their innocence. [p. 17]

Eca. Te lembra alguém?

Há também uma pequena crítica a trouxas que defendem o banimento dos livros da série das bibliotecas, mas, de modo geral,  as notas têm um tom mais positivo no sentido de promover generosidade, tolerância e amor – apenas sem provocar náusea ou coma diabético por excesso de doçura.

É um livro que pode ser lido por quem não acompanhou a série Harry Potter, graças às notas de rodapé da autora [que também é responsável pelas ilustrações]. Não chega a ter o mesmo tom divertido de Terry Pratchett, mas ela tenta, vamos dar um crédito.

Embora eu tenha reservado meu exemplar assim que a pré-venda começou [três meses atrás], não estava assim tão ansiosa pelo lançamento como na época dos livros da série regular, o que foi ótimo porque Beedle The Bard me surpreendeu e me prendeu a noite inteira [por sorte é curtinho!].

Os lucros serão revertidos para a Children’s High Level Group.

The Tales of Beedle The Bard
J. K. Rowling
Editora: Bloomsbury [UK]
Acabamento : Brochura
Edição : 2008
Idioma : Inglês
Número de Paginas : 128

20 Comentários

  1. quarta-feira, dezembro 10, 2008 às 16:24

    Eu quero! mas, só vou comprar no lançamento em português.

  2. Mica disse,

    quarta-feira, dezembro 10, 2008 às 20:14

    Pois é….mas já foi lançado em português, né? Eu vi para vender em algum lugar na net….Fui nas livrarias daqui, mas embora tenha cadastrado no sistema, ninguém tinha o livro ainda. (isso foi no domingo, ainda não fui durante a semana).
    Estou bem curiosa com o livro (se bem que preciso terminar de ler Breaking Dawn que está me tirando do sério pelo tempo que estou demorando).

    Fico um pouco triste quando lembro que não terei novas aventuras com o Harry :-(

  3. Sweet disse,

    quarta-feira, dezembro 10, 2008 às 20:23

    Eu quero!

  4. Tommy Beresford disse,

    quinta-feira, dezembro 11, 2008 às 00:17

    Entendi agora porque Titia Batata anda tão sumida… Ótimo motivo !

  5. naomi disse,

    quinta-feira, dezembro 11, 2008 às 11:07

    patrícia, tem traduzido já :) é que quando encomendei ainda não tinha saído na pré-venda…

    mica-chan, uia, que tal essa serie da stephanie meyer? tou enrolando pra começar a ler… você indica?

    sweet, aposto que clarota vai adorar!

    tommy, tou com ‘túneis’ na fila ainda. leitura toda atrasada pra casa torta tamém, vixi.

  6. Mica disse,

    quinta-feira, dezembro 11, 2008 às 16:23

    Olha, eu sinceramente gostei muitíssimo dessa série da Stephanie Meyers. Não é um clássico da literatura, mas quem se importa? Eu praticamente ‘comi’ os três primeiros livros e só este quarto eu estou demorando um pouco mais (entretanto, toda vez que pego para ler, fico no mínimo umas duas ou três horas direto, mas como é sempre madrugada, sou obrigada a parar).
    O engraçado é que eu não consigo torcer/simpatizar com o casal principal. Eu adoro a história, mas minha paixão mesmo é o casal alternativo ^_^.

  7. sexta-feira, dezembro 12, 2008 às 11:42

    É otimo saber que apesar de não termos mais livros da série principal, a autora pode alimentar nosso vício potteriano com pedacinhos do mundo bruxo, como esse livro.

  8. sexta-feira, dezembro 12, 2008 às 12:25

    A versão nacional ficou bem parecida com a série original (claro é a mesma tradutora, né!), que é uma boa tradução como um todo.

    Li alguns dos livros nas duas versões e achei bem fiel, tanto a história quanto o estilo da linguagem.

    Pq preferiu a versão em inglês???

  9. rodrigovr disse,

    sábado, dezembro 13, 2008 às 07:54

    Olha.. eu gostei de ler Harry Potter, mas vejo a JKROWLING como uma tentativa de imitação barata do JRRTolkien… depois de acabar com seus 6 volumes principais ela vem lançando o “Contos…” que no Universo de Tolkien chama-se Contos de Numenor e da Terra Média, que detalhava as histórias e lendas referenciadas no Senhor dos Anéis.

    Posso até dizer que ela depois lançará algo equivalente ao “Silmarillion” que contará as origens dos Bruxos ou de Hogwarts e ainda fará um livro de poesias de Bruxos… não descarto meu gosto por seus escritos de Harry Potter mas a dona tá fazendo uma formulinha óbvia de sucesso, e eu mesmo sendo à favor… sou contra…

    Se é que vc me entende… é claro!

    Bjos

  10. Mica disse,

    domingo, dezembro 14, 2008 às 12:24

    Não acho que seja uma imitação barata de Tokien. Quero dizer, na minha opinião, todo autor que puder seguir esse caminho (escrever uma série e depois contos ou outros livros que envolvam o mesmo universo se não os mesmos personagens) deve fazê-lo sem sombra de dúvida. É uma maravilha para o leitor e permite que o próprio autor explore outros pontos de um mesmo universo que tinha à mente mas não encaixava na história principal.
    A Marion Zimmer Bradley também fez isso, tanto nas histórias de Avalon quanto nos livros de Darkover, e, falando sério, até eu já fiz isso nos meus mal acabados escritos.

  11. naomi disse,

    domingo, dezembro 14, 2008 às 13:19

    rodrigo, entendi o que você quis dizer :) eu *acho* [do verbo "é puro chute"] que, mais do que imitação, trata-se de demanda mesmo. muito antes de terminar a série regular pipocava livro de outros autores sobre o universo harry potter – e alguns, francamente, puro caça-níqueis sem qualidade ou novidade nenhuma. já que é pra fazer, tem que ser bem-feito!

    outro indicativo desta demanda é a quantidade de fanfics produzidas em cima da série ainda hoje – se vai diminuir no futuro ninguém sabe, talvez depois que o último filme for lançado, mas o principal indicador é a demanda por uma enciclopédia, que um outro autor tentou publicar em formato de livro e resultou num processo bem feio.

    terry pratchett, autor inglês de quem sou fã, também usa esse recurso na série discworld. enfim, concordo com a micha-chan quando diz que, quanto mais, melhor :lol:

  12. rodrigovr disse,

    segunda-feira, dezembro 15, 2008 às 10:40

    Pois é Naomi, a corrida que o filho do Tolkien fez para conseguir ganhar um troco com o espólio do pai resultou em mais 4 ótimos livros e isso se tornou uma ferramenta de marketing.

    Quando eu digo “imitação barata” estou querendo dizer que é uma fórmula comercial nascida na indústria cultural. Não invalido o sabor de ler Harry Potter, que eu adorei e lamentei o final (no sentido de ter acabado, por mim virava novela eterna…). Mas Senhor dos Anéis é literatura que criou uma fórmula inédita até então e Harry Potter é o uso inteligente desta fórmula de sucesso.

    Essa é a minha opinião, sem querer ofender os fãs é claro!

  13. segunda-feira, dezembro 15, 2008 às 11:42

    Não ofende não!
    Mas é assim que as coisas funcionam no nosso universo captalista.

    A nós, só resta torcer para que usem essa “fórmula de marketing imitação barata de Tolkien” para nos abarrotar de bons livros, filmes, etc…

  14. naomi disse,

    segunda-feira, dezembro 15, 2008 às 13:57

    oh, fabiane, eu comecei a dar preferência pra versão original depois que perdi um prêmio num concurso em inglês por causa da tradução brasileira. :lol:

    mas leio a tradução, sim, apenas espero o livro entrar em promoção, enquanto que a versão original não agüento esperar.

  15. Mica disse,

    segunda-feira, dezembro 15, 2008 às 19:50

    Eu prefiro ler no original, mas gosto de também ler em português, pois infelizmente o meu inglês é meio capenga e eu perco uma ou outra coisa no percurso. Mas com o preço absurdo que os livros têm no Brasil, muitos eu fico só com os pockets em inglês mesmo, que custam cerca de R$ 20,00 enquanto a versão em português beira os R$ 40 ou R$ 50,00. Uma tristeza.

  16. terça-feira, dezembro 16, 2008 às 14:56

    Que coisa chata! Como foi isso?? (Nossa ta virando bate-papo nos comentarios, rsrsrs)

    Não sabia da diferença de preço dos pockets em inglês, valeu pela dica.

    Costumo ler em inglês na web, naqueles sites que diponibilizam o livro sem permissão, (coisa feia), mas é só p/ treinar meu inglês, depois compro a versão brasuca e leio denovo.

  17. terça-feira, dezembro 16, 2008 às 14:57

    Que coisa chata! Como foi isso?? (Nossa, ta virando bate-papo nos comentarios, rsrsrs)

    Não sabia da diferença de preço dos pockets em inglês, valeu pela dica.

    Costumo ler em inglês na web, naqueles sites que diponibilizam o livro sem permissão, (coisa feia), mas é só p/ treinar meu inglês, depois compro a versão brasuca e leio denovo.

  18. terça-feira, dezembro 16, 2008 às 14:58

    Ih! foi mal, deu tilti aki e o comentário foi 2 veses.

  19. naomi disse,

    quarta-feira, dezembro 17, 2008 às 12:01

    mica, seu inglês é bom! tenho lido seu blog :)

    fabiane, pois é, foi a coisa mais besta do mundo: perguntaram de onde saía o expresso de hogwarts e eu respondi “platform 9 1/2″, igualzinho o que está nos livros brasileiros. o ódio que senti quando descobri que naa verdade é 9 3/4… :lol:

  20. quinta-feira, dezembro 18, 2008 às 15:37

    Reparei essa diferença assistindo ao filme. Outra que também achei na pedra filosofal é a nacionalidade daquela cobra que fala c/ Harry no zoo. Nos livros brasucas ela é da amazônia, no original e no filme não.


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