Se ficar o bicho pega

A Young Girl Reading, Jean-Honoré Fragonard, 1776

A Young Girl Reading, Jean-Honoré Fragonard, 1776

Na semana que passou o assunto mais frequente no monitor de Miguelito foi o caso dos livros paradidáticos do projeto Ler e Escrever, da Secretaria de Educação de SP, destinada aos alunos da 1ª à 4º série [7 a 10 anos, mais ou menos].

Não é o mesmo problema do ano passado, quando descobriram num livro didático que o Equador virou Paraguai no mapa da América do Sul. Daquela vez foi um erro factual presente num livro de uso obrigatório; desta vez são livros inadequados para a faixa etária e de leitura opcional. Isso não significa que um caso é errado e o outro certo – no caso atual, é erro foi de avaliação por parte do[s] responsável[is] pela escolha.

O governo de São Paulo mandou retirar mais quatro livros das escolas da rede pública estadual nesta sexta-feira. De acordo com a secretaria de Estado da Educação, as obras, que faziam parte do programa de melhoria da alfabetização, tinham conteúdo preconceituoso e eram inadequadas para a faixa etária a que estavam destinadas. Não foi informado o número de exemplares que foram distribuídos. Até agora, seis dos 817 livros do programa “Ler e Escrever” foram recolhidos. [O Globo, 29/05/09]

Os livros “recolhidos” são:
. Um campeonato de piadas – Laerte Sarrumor e Cuca Domenico;
. O triste fim do menino ostra e outras histórias – Tim Burton;
. Memórias inventadas: a infância – Manoel de Barros;
. Manual de desculpas esfarrapadas: casos de humor – Leo Cunha;
. Manual de autoajuda para supervilões – Joca Reiner Terron;
. Dez na área, um na banheira e nenhum no gol – coletânea de quadrinhos de artistas brasileiros.
Continuar lendo

Reciclando óleo comestível

O Bar do Zé não joga fora o óleo de cozinha das frituras, eles fazem sabão.

Bar do Zé [website]
Av. Albino JB de Oliveira, 1325
Barão Geraldo – Campinas – SP

Aqui em Pedra Lascada tem um projeto de coleta seletiva que recolhe o óleo usado. Esse óleo é armazenado pela Prefeitura e vendido para uma usina de biodiesel. Da última vez que ouvi falar, o volume foi muito baixo.

Nem sei se continuam a recolher. Em casa não entregamos pra coleta seletiva junto com o lixo reciclável porque temos a nossa própria personal fazedora de sabão caseiro. :)

Post relacionado
Sabão e saudade

Bola ou disco, o mundo é circular

Zero! Zero faíscas, ha ha ha!

Zero! Zero faíscas, ha ha ha!

Recebi a edição mensal do boletim Discworld, um dia depois de postar que um dos livros da série [provavelmente] está na lista de proibidos em uma escola norte-americana. Junte-se a isso o fato de que estou em débito com a rnt do ObjAbj e pronto, mais um post dedicado ao tema.

O editor do boletim costuma selecionar algumas das mensagens enviadas pelos leitores e as publica. Na edição #146 alguém comentou que tem um amigo que nunca, nunca lê, mas resolveu que ia ler um livro de vampiros que está no topo das vendas atualmente. Ele foi à biblioteca mas todos os exemplares estavam emprestados. O cidadão achou que seria falta de educação sair de lá sem pegar nada e acabou escolhendo um da serie Discworld [Moving Pictures / A Magia de Holy Wood] porque lembrou dessa amiga que sempre elogiava Terry Pratchett.

Lá pela página 12 ele já estava gargalhando [um efeito colateral que os leitores de Pratchett conhecem bem] e na página 20 ria tanto que perdeu o fôlego. Quando terminou, pediu indicações de mais livros para a amiga. Como a intenção inicial dele foi ler uma história de vampiros, ela indicou Carpe Jugulum, o 23º volume da série [sem tradução ou previsão de publicação no Brasil].

Continuar lendo

A estudante que mantém uma biblioteca de livros banidos no armário da escola

Pela liberdade de ler

Pela liberdade de ler

Dica da @laconics: um artigo da BoingBoing referia-se a uma estudante norte-americana que empresta livros banidos pela escola católica aos colegas. Ela mantém 62 livros em seu armário na escola – são tantos que passou a usar o armário adjacente, que estava desocupado.

Crianças que nunca se interessaram pela leitura por lazer passaram a pegar esses livros para ler depois que foram proibidos. Muitas não têm coragem de pegar na biblioteca pública ou os pais não permitem que comprem os livros proibidos.

Faz sentido, né? Eles optaram por pagar uma escola católica, donde se infere que pelo menos boa parte deles deve acreditar e praticar as mesmas ideias propostas pela direção da escola.

I go to a private school that is rather strict. Recently, the principal and school teacher council released a (very long) list of books we’re not allowed to read. I was absolutely appalled, because a large number of the books were classics and others that are my favorites. One of my personal favorites, The Catcher in the Rye, was on the list, so I decided to bring it to school to see if I would really get in trouble. Well… I did but not too much. [Is it OK to run an illegal library from my locker at school? Yahoo!Answers]

Um colega da aula de Inglês pediu o livro emprestado porque ouviu dizer que era bom *e* porque estava na lista de banidos. A história se espalhou pela escola e os estudantes passaram a pegar os livros da garota. Conforme ela especifica na questão, apenas metade dos 62 títulos no armário faz parte da lista de banidos, isto é, não é o fato de ser banido que serve como critério para ser escolhido: ela menciona um topseller que está na lista mas que não frequentará a sua biblioteca underground.

Continuar lendo

Torta/bolo de banana

Embora eu precise, não sou muito fã da banana in natura. Nenhum problema se ela for processada em alguma receita – como o Manezinho Araújo, por exemplo, ou apenas batida com leite. Sabendo disso, dona mãe já tem esta receita de cor, de tanto que ela faz.

Tem uma no forno agora, pra me acompanhar durante as 500Milhas de Indianapolis mais tarde. Tá sentindo o cheiro?

Torta de banana

Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de maisena
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de manteiga
1 xícara (chá) de leite
3 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó

bananas
açúcar cristal
canela em pó

Modo de fazer
Ligue o forno. Unte e enfarinhe uma assadeira grande e funda. Tipos uma de 38~40cm no lado maior.

Bata as claras em neve bem firme e reserve.

Peneire a farinha, a maisena e o fermento juntos e reserve.

Bata bem a manteiga e o açúcar até virar um creme claro. Truque de dona mãe: tire um pouco da manteiga e substitua por óleo, uns 10~20ml. Manja tampinha de enxaguatório bucal? Aquela medida.

Junte as gemas a esse creme, misture bem e acrescente o leite. Vá adicionando aos poucos a farinha de trigo, a maisena e o fermento peneirados em conjunto. Bata bem.

Por fim, junte as claras em neve.

Despeje numa assadeira untada. Aproveite para lamber a colher e a vasilha quando ninguém estiver olhando.

Por cima da massa disponha pedaços de banana nanica bem madura, fatiadas na diagonal, em sentido atravessado, com a espessura de pouco menos de 1 cm. Polvilhe abundantemente com açúcar cristal e canela. Na assadeira de casa vão 8 das grandes.

Leve ao forno quente e abaixe até 180º. Tá pronto quando espetar um palito e ele sair seco, essas coisas. Ou quando a sua Jurema não aguenta mais esperar com esse cheiro, o que acontecer primeiro.

Brasil e Japão, carros e música

Uma das notícias que li ontem informava que o brasileiro João Carlos Kao Rosman é o estrangeiro campeão de arrecadação de direitos autorais pelo sexto ano consecutivo no Japão, com a música Zoom Zoom Zoom. Nunca ouviu falar, né?

“Zoom zoom zoom” foi composta originalmente em 1995 para o filme “Only the Strong” (“Esporte Sangrento”, no Brasil). Mas a popularidade da música se deve à campanha publicitária da Mazda, que começou a usar a composição nos comerciais de TV e rádio no Japão em 2000. “Acabou se tornando o hino da fabricante de carros”, disse Rosman. [BBC Brasil, via UOL]

Comercial japonês da Mazda
Continuar lendo

Top Vampiros Favoritos

Kiefer Sutherland é um Garoto Perdido. Se você achar é meu.

Kiefer Sutherland é um Garoto Perdido. Se você achar é meu.

Num dos posts anteriores, Tommy Beresford [do blog Cinemagia & outros] deu o link de um artigo no Terra que lista os quinze filmes de vampiro preferidos do colunista Claudio Pucci. Na mesma hora lembrei que a Chris já tinha postado a lista dos dez vampiros favoritos dela lá no Chris Frenzel et all.

No primeiro post sobre Southern Vampires / True Blood, eu esqueci de alguns filmes que assisti e só lembrei depois de ver as duas listas.

Lista de Cláudio Pucci no Terra [link]:

. Nosferatu – Uma Sinfonia de horror (1921) – vi.

. Drácula (1931) – não vi.

. O Vampiro Da Noite (1958) – não vi.

. Mortos que Matam (1964) – não vi.

. A Dança dos Vampiros (1967) – não vi.

. Fome de Viver (1983) – não vi.

. A Hora do Espanto (1985) – vi.

. Os Garotos Perdidos (1987) – vi e não acredito que esqueci! Vou ali ajoelhar no milho e já volto.

. Drácula de Bram Stoker (1992) – vi.

. Buffy, A caçadora de Vampiros (1992) – não vi.

. Entrevista com o Vampiro (1994) – vi.

. Anjos da Noite (2003) – vi e entendo por que esqueci.

. Crepúsculo (2008) – vi.

. Let the Right One In (2008) – não vi.

. True Blood (2008) – ô se vi.

Da lista da Chris [link] acrescento Vampiros de John Carpenter e Rainha dos Condenados na minha lista dos que eu assisti e esqueci que tinha assistido.

Stuart Townsend, comé que fui esquecer de Stuart Townsend? Desculpaê, amiguinho.

Ausente das duas listas, tem também Um Drink no Inferno [From dusk till dawn, 1996] do Robert Rodrigues, que eu adoro – o diretor e o filme.

E tu? Tem algum vampiro ou filme de vampiro preferido?

Continuar lendo