[TrueBlood] Nothing but the blood

begyourpardon

No fim de semana passado fiz uma maratona de True Blood para assistir à estreia da segunda temporada com tudo fresco na cabeça. E que estreia! Superou todas as minhas expectativas. Começou de onde parou no último episódio da temporada passada, isto é, Sookie, Andy e Tara descobrindo o pé com unhas esmaltadas no carro do detetive, estacionado no bar.

A partir daqui não vou reter spoilers, então prossiga por sua conta e risco. ;)

Continuar lendo

Crianças de baixa renda terão treinamento olímpico na Polícia Federal de Marília

image_miniRecebi por emeio:

A Polícia Federal de Marília e o Centro Olímpico de Treinamento de Marília firmaram parceria inédita para promover o projeto social voltado para a educação, saúde e prática desportiva.
O projeto pioneiro na cidade de Marília atenderá 40 crianças de baixa renda provendo a estes qualificação desportiva no boxe, orientação em relação ao perigo das drogas e demais ítens de violência da sociedade moderna.

O instrutor Ari Eduardo Colleti estará ministrando gratuitamente aulas de boxe para as crianças utilizando-se da mais moderna estrutura existente na região voltada originalmente para qualificação de policiais federais.

O instituto ISO Terceiro Milênio participa da empreitada proporcionando o transporte e alimentação das crianças para garantir que os alunos tenham o melhor treinamento possível em suas iniciantes carreiras desportivas.

Continuar lendo

Patrulhamento

Vampiros existem.

Não tou falando daqueles que brilham ao sol, nem dos que se alimentam de sangue, nem de nenhum dos dez tipos mais interessantes de vampiros que o Henderson pesquisou no Depokafé [link].

Nos livros da série Harry Potter eles são os dementadores.

Os dementadores se alimentam da felicidade humana e, portanto provocam depressão e desespero em qualquer um que esteja próximo deles. [Potterish]

O melhor feitiço contra este ser das trevas é resgatar a memória, a lembrança de vida mais feliz da pessoa, porque eles não suportam a felicidade alheia.

Estava pensando nisso ao assistir ao novo comercial das Havaianas, aquele com o Marcos Palmeira e o grupo Samba na Veia batucando num bar. Do nada, irrompe uma dementadora irritada com a alegria deles a bradar que existe um crise mundial e que eles deveriam estar preocupados com isso em vez de ficar cantando.

Continuar lendo

Paraíso

Assisti a alguns episódios capítulos da novela das 18h esses dias e, ói só, até que gostei, num sabe? É uma história acalentadora levada por atores talentosos. Num dos capítulos que vi, estavam Reginaldo Faria, Mauro Mendonça, Carlos Vereza e vários outros a “beber o defunto”. Gente, o que eu ri naquele dia… A Cássia Kiss montou uma beata à altura da Perpétua da Joana Fomm e tá impagável. Dá mais raiva dela do que da Mariana da Eloísa Mafalda.

Fiquei impressionada com a semelhança da atriz Nathália Dill com a intérprete anterior da personagem Santinha, a Cristina Mullins. São muito parecidas fisicamente e no ar suave. Achei muito legal também ver o antigo Zeca [Kadu Moliterno] como o novo Bertoni – ele, a Bia Seidl [antiga Edith, nova Aurora] e o Cosme dos Santos [antigo Tóbi, novo Zé do Correio]!

Dos atores mais jovens, tou gostando da atuação da Vanessa Giácomo [Rosinha] e do Alexandre Rodrigues [novo Tóbi]. O Daniel também não faz feio, não. A dupla de personagens dele com o Alexandre Nero [Terêncio] funciona bem, são engraçados.

Maaas tem três coisas que me incomodaram nessa novela.

1. Ó, já vendem gilete na roça. Tem necessidade de botar tudo homem barbado não.

2. Alguns atores exageram no sotaque. Em “porquêra”, por exemplo, basta rolar o primeiro R, o segundo não carece. Em “briga”, “roupa” e “carro” também não.

3.  Tem muito repete repete nos diálogos, tem muito. Precisa todo mundo dizer duas vezes, duas vezes, a mesma coisa? Nóis é jeca mas nóis não é surdo, não, senhor. Não é surdo e nem burro.

Queimando livros

Capa de Baby Be-Bop

Capa de Baby Be-Bop

Nas semanas passadas, o assunto do momento nos programas de fofoca e sites dedicados à vida das famosidades era discutir a sexualidade de um participante de reality show. Muita gente [eu no meio] ficou chocada com o fato de ele *não* ter ganhado. Muitos acharam que foi resultado de preconceito do público votante, já que vazaram fotos do competidor travestido dias antes da final. Eu quero crer que não tenha sido isso, mas o fuzuê que a tal “saída do armário” provocou na mídia faz repensar essa crença.

Lembrei disso agora ao ler um artigo no jornal inglês The Guardian sobre uma ação jurídica que o grupo religioso Christian Civil Liberties Union move no Estado do Wisconsin [EUA]. A ação pede à Justiça o direito de queimar publicamente uma cópia do livro “Baby Be-Bop” da autora Francesca Lia Block, por ser “explicitamente vulgar, racial [e não racista] e anticristão”. Além disso, exigem indenização de 120 mil dólares da American Library Association por danos provocados pelo fato de terem sido expostos ao referido livro numa biblioteca pública. Reclama que quatro de seus membros sofreram danos no seu bem-estar mental e emocional.

A ação judicial segue-se a uma campanha do grupo religioso que pretende proibir o acesso a livros com temática sexual aos jovens e adolescentes da cidade de West Bend. O diretor do programa Freedom to Write do PEN America diz que o ato é meramente teatral, que não tem possibilidade de seguir adiante e cujo maior objetivo é ganhar publicidade, porém é preocupante a motivação por trás da ação.

Continuar lendo

Blog Dorado

seloblogdoradoNa semana passada a Adriana Neumann, do Adria Lactea Est, concedeu um selo ao PdUBT, o Blog Dorado [sênquis, frô!]. Curiosa que sou, dei uma googlada superficial na tentativa de encontrar o ponto inicial dessa corrente que, imagino, seja de origem espanhola ou de país cuja língua-mãe seja o espanhol.

Os primeiros resultados levaram até o blog da jornalista venezuelana Martha Colmenares, mas isto porque ela o concedeu a um blog brasileiro [o Blog do Clausewits]. Na verdade ela não criou o prêmio, apenas o repassou conforme as regras:

Las reglas (que yo llamo sugerencias):

1.- Establecer un enlace al Blog que otorga el Premio y de ser posible al creador.
2.- Seleccionar 3 ó más blogs que considere merecedores.
3.- Realizar un breve comentario sobre el Blog que concede el Premio.
4.- Los premiados lucirán el banner en su blogroll.

O que ela fez, e que seja o que talvez provocou a confusão, foi dizer que as regras eram sugestões. Martha Colmenares recebeu o prêmio do blog El Republicano Digital que por sua vez o recebeu do espanhol La verdad de la politica que não tem sistema de busca e minha curiosidade não era tão grande assim.

Continuar lendo

Steve Buscemi

Atores talentosos nem sempre vêm num embrulho bonitinho

Atores talentosos nem sempre vêm numa embalagem bonitinha

Estava a me divertir com as legendas no site LOL Celebs anturdia quando bati os olhos na imagem do ator Steve Buscemi ao lado. Steve Buscemi é um dos meus atores favoritos desde Cães de Aluguel. Depois ele voltou a trabalhar com Tarantino em Pulp Fiction – Tempo de violência; com os irmãos Coen em Fargo e em O Grande Lebowski; mas a grande parceria dele talvez seja com o Adam Sandler. Buscemi faz parte do grupo de atores que sempre aparece nos filmes do Sandler, mesmo que num papel minúsculo e geralmente bizarro.

Ele tem um controle da entonação de voz que se presta bem para dublagem [fez o Randall de Monstros S/A, por exemplo]. Além disso, consegue variar do besteirol ao puramente maligno de forma convincente, como quando interpretou o pedófilo de Con Air – A rota da fuga. O filme é esquecível [apesar de elencar diversos atores que estão na minha lista de favoritos], o personagem dele não.

Continuar lendo

Furoshiki, o ancestral das ecobags

Diagramas de dobradura

Diagramas de dobradura

Desde que me conheço por gente, mas especialmente quando era criança, lembro da minha avó e da minha mãe usando grandes lenços para embrulhar coisas – por “coisas” entenda-se obentô, as marmitas japonesas. Eu me lembro de um branco, com estampa de folhas marrom-chocolate, que usamos muito em piquenique. Minha mãe dá uns nós fortes que só ela consegue desfazer.

Depois, lá pelo meio dos anos 80, elas acabaram por render-se à praticidade das sacolas plásticas. Os lenços sumiram um por um, até os que obachan trouxe do Japão. Apenas recentemente [uns três anos] minha mãe adotou as ecobags, as sacolas de algodão reusáveis; agora tem até uma coleção, caus que a gente ganha na renovação de assinatura de revista, na compra de kit de produtos, etc.

Chamei de “lenços” mas o nome certo é furoshiki, um quadrado de tecido resistente o bastante para não rasgar e fino o suficiente para dobrar, enrolar e amarrar [algodão, crepe, seda, nylon, raion ou tecido de garrafas PET recicladas]. Parece que os primeiros registros de uso do furoshiki foram nos onsen [as piscinas de água termal]. As pessoas que iam se banhar no onsen faziam um embrulho com as roupas; mais tarde, o uso dos furoshiki se estendeu ao transporte de mercadoriais e até para embrulhar presentes.

Continuar lendo