Top Roqueiros Carecas Fazíveis

4. Peter Gabriel

4. Peter Gabriel

Peter Gabriel [1950] foi o vocalista, flautista e co-fundador do Genesis de 1967 a 1975. Na carreira solo ele foi se interessando gradualmente pela world music até o ponto em que fundou um estúdio e um selo musical destinado a divulgar artistas desconhecidos para o Ocidente. Em 1992 Gabriel fundou a ONG Witness, que fornece tecnologia audiovisual e treinamento para a denúncia de violações dos direitos humanos nas regiões carentes. Esse trabalho conjunto com a Anistia Internacional lhe rendeu o reconhecimento da academia que concede os prêmios Nobel, em 2006.

Junto com o dono da Virgin Richard Branson e  o ativista político e ex-presidente Nelson Mandela, Peter Gabriel também fundou a Global Elders, um pequeno grupo de lideranças mundiais dedicado a solucionar conflitos internacionais como mudanças climáticas, HIV/AIDS, conflitos civis como a causa em Darfur e pobreza. Dentre as lideranças estão Desmond Tutu, Graça Machel, Kofi Annan, Jimmy Carter e Fernando Henrique Cardoso.

Na área musical, ele trabalha em novas tecnologias para download, consoles de mixagem, estações de áudio digital e na organização de uma entidade que une músicos e artistas. Os figurinos bizarros que usa são uma forma de superar seu medo do palco.

Senquis pela lembrança, Cauks!

Página oficial www.petergabriel.com

A minha preferida dele é meio que óbvia: Sledgehammer, do álbum So [1986].

Sledgehammer ao vivo em Milão, 2003

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O Palhaço

Estou deitada na areia sob um piso de tábuas, escondida. Tem cinco tiros no meu braço esquerdo, são de calibre .22. Tento permanecer imóvel para não ser descoberta, mas a mancha de sangue escorre para fora e ela me arrasta para a sala de estar.

Ela é uma enfermeira e já assassinou seis casais, eu testemunhei o último. Ninguém percebeu que foram assassinatos, nem o motivo ou quem teria provocado. Ela apenas tocava a campainha e matava, sumindo em seguida.

Ela tocou a campainha dessa casa onde eu estava e vi seu rosto por cima do ombro da minha anfitriã e a reconheci. Achei que não tinha me visto nem reconhecido, pois não olhou pra mim. Me escondi, mas logo ouvi os disparos e o calor no meu braço. Eram cúmplices, as duas.

Estou a caminho da universidade e procuro a entrada do prédio: clássico, pedra e madeira de lei, amplo e vazio. Quatro escadarias, uma em cada canto, nenhuma acessibilidade. Meus aposentos no alojamento são compartilhados com uma garota com quem antipatizo de imediato, mas eu gosto do namorado dela. Uma pequena disputa pra decidir quem fica com qual quarto – são dois, para chegar ao segundo tem de passar pelo quarto da frente.

Fico com o da frente e abro o guada-roupa para arrumar minhas coisas: as roupas do ocupante anterior ainda estavam lá. Continuo abrindo as portas e gavetas, nunca vi tantas calças jeans fora de uma loja. Camisetas do time de futebol, malhas, cobertores e colchas e ah, a roupa de baixo. Mas… mas… teddies e soutiens? Souvenires, talvez?

Veja, tem uma cômoda gaveteiro. Mais jeans, uma manta de cashmere, oh, essa vou pegar pra mim. Gaveta após gaveta, olhe, ele coloca sachês para perfumar as roupas, até que chego à última, na parte de baixo. Está repleta de fotos do rapaz assassinado pela enfemeira. aquele que testemunhei. Estou infiltrada para investigar o crime.

As fotos mostram o rapaz na praia, de sunga, com um anão também de sunga no colo. Ele usa pintura e nariz de palhaço e percebo que isso resolve o caso.

[TrueBlood] Hard-Hearted Hannah

Um vampiro na Belle Époque

Um vampiro na Belle Époque

[Alan] Ball, de True Blood, diz que os seus vampiros são parte de uma “história de pessoas tentando assimilar, tentando encontrar seu caminho no mundo. A ideia de que um grupo como os vampiros são temidos e incompreendidos, de que eles são estranhos, é mesmo muito interessante.” A hipersexualidade, junto com o perigo em potencial, provoca uma das mais improváveis saudades do abraço vampiro. Newsweek, 16/07/09]

O título deste artigo da Newsweek é “Porque as mulheres amam vampiros” e foi uma dica da @khisfrenzel [senquiu!]. Tem dois trechos que combinam direitinho com o sexto episódio de True Blood, na metade da temporada.

Nesta semana mostraram uma fase do passado de Bill, quando ele e sua maker Lorena ainda viviam juntos nos anos 20. A vida de um vampiro ainda era secreta, então; não existia o sangue sintético nem os hotéis exclusivos com serviço de quarto como o Carmilla. Mas sobre Bill e Lorena volto mais tarde.

A partir deste ponto há spoilers. Este lado para cima.

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Felicidade é…

… encontrar finalmente um xampu que se acertou com o meu tipo de cabelo: liso escorrido, grosso volumoso, basto comprido, oleoso na raiz, seco na ponta, lavado em água calcárea.

\o/

E barato, inda por cima, depois de testar alguns dos mais caros: Seda S.O.S. Anticaspa 2 em 1.

Titia Batata não recebeu nenhuma remuneração ou brinde da Unilever; este não é um poste pago.

Chá: sem preconceito de cor

Você sabia que os chás branco, verde, oolong e preto são extraídos da mesma planta? Aprendi na semana passada. Atualmente, em casa consumimos o oolong de uma marca japonesa que não exige infusão: dá pra colocar o saquinho na jarra de água fria, pôr na geladeira e ter um delicioso chá gelado à tarde. Nos dias de verão, bien entendu. Nos dias frios prepara normalmente com água quente.

Post publicado originalmente n’A Casa Torta.

Camellia sinensis com flor

Camellia sinensis com flor

Tradução do artigo What is chinese tea? de Margaret Studer para o The Exminer.

Quando você lê livros escritos na Inglaterra ou em outras partes do Reino Unido, especialmente romances da Miss Marple de Agatha Christie, pode encontrar uma passagem em que o anfitrião ou a anfitriã, servindo o chá, pergunta aos convidados se preferem China ou Índia. O que eles querem dizer com isso é se você quer chá chinês ou indiano.

Isto porque a maioria dos chás vêm de duas variedades da planta do chá e de onde cada uma vem afeta o sabor do chá. Camellia sinensis variedade sinensis é o chá chinês. Camellia sinensis variedade assamica é o chá indinao. Os nomes indicam a variedade da planta e de onde se originou, não onde atualmente cresce.

Os botões e folhas de ambas as plantas são colhidas para o chá, mas as plantas em si são diferentes. A variedade sinensis é um arbusto com vários troncos e folhas pequenas. O arbusto cresce até 2,75m de altura, resiste ao clima frio e pode viver por até 100 anos.

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Domingueiras

“A Web 1.0 foi inventada para permitir aos físicos compartilhar trabalhos de pesquisa.
A Web 2.0 foi criada para permitir às pessoas compartilhar fotos de gatos bonitinhos.” [in Reino D'Almofada]

Tutu sai para o xixi noturno e demora horas lá fora. Encosto a janela e deixo uns 3cm aberta, chuva e vento polar. Às 03h55 vejo uma patinha acenando pela fresta pra chamar minha atenção. Agora a bichinha tá ali, dormindo na minha cama, stealin’ ma warmth.

“O heroico super-homem para o carro no aeroporto e sente enjoo: sua odisseia para a Coreia será em voo que passa pelo Polo Sul.”

Esta frase, já de acordo com o novo padrão ortográfico, valeu um CD-ROM do novo dicionário Houaiss para o jovem @tommyberesford. Parabéns!

Sinto falta do acento diferencial.

Precisar, não precisava, mas as marcas Zêlo e Azaléia adaptaram-se às novas regras: agora são Zelo e Azaleia [via Webinsider].

Objetos de desejo: livros The Bedside, Bathtub & Armchair Companion to Agatha Christie [Dick Riley, Pam McAllister, Julian Symons, Bruce Cassiday] e Undead & Philosophy, da série do William Irwin.

Jamie Oliver cozinha o arroz do jeito que preparamos o macarrão: com muita água e um escorredor. Será que fica bom?

Achei que a estreia do novo Harry Potter voltaria a movimentar o universo da fics, mas nem. O site de NC-17 não recebe histórias novas desde março e o FIA recebe meia dúzia de atualizações por semana, no máximo.

Cabelo comprido: no calor incomoda, no frio dá preguiça de lavar.

Eu discuto com comentarista de rádio.

Ganhei um potinho de torresmo e mandei ver com caldinho de feijão. Hipertensão, quem? Como diz a @telinha: buchinho cheio, buchinho feliz.

Mais alguém viu o episódio preto & branco d’A Gata e O Rato, semana passada? Introdução do Orson Welles, lóvo. Cybill Shepherd cantando afinadinho, interpretação dela e de Bruce Willis muito melhor do que no início da série, a homenagem a Gilda, a discussão feminismo versus sexismo… Lóvo!

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Top Roqueiros Carecas Fazíveis

Depois de anos de ausência, finalmente a série Top Fazível volta ao PdUBT. Você não sentiu a menor falta, né? Tudo bem, publico mesmo assim, iac iac iac! Faz tanto tempo que acho melhor repetir a advertência padrão:

OK, antes de mais nada vam’ combinar um negócio: ninguém é obrigado/a a concordar com a lista abaixo – na verdade, eu acho mesmo que serão muitas vozes a protestar, LOL!, caus que Titia Batata liga menos para carinhas bonitas e mais para atitude. Muitas das veiz a aparência no vídeo ou nas fotos é agradável aos olhos, mas não dá calor. Top Fazível Batatal dá calor em Titia Batata e eventualmente até pode ser bonito, não tenho nada contra.

Avisado?

Esta nova série foi inspirada pelos comentários do post Top Carequinhas Fazíveis, portanto obrigadê a todos!

A quinta posição na lista é um rocker aposentado.

Peter Garrett

5. Peter Garrett

Peter Garrett [1953] foi o vocalista do Midnight Oil de 1973 até a dissolução da banda em 2002. As músicas da banda têm um forte teor ambientalista em primeiro lugar, social em segundo e político em seguida. O envolvimento de Garrett nestes assuntos não era apenas de fachada: ele presidiu a Australian Conservation Foundation, fez parte da diretoria do Greenpeace, recebeu um Australian Humanitarian Foundation Award in the Environment, fez um manifesto-protesto no encerramento da Olimpíada na Austrália contra o tratamento do governo à população aborígine…. O Midnight Oil reune-se eventualmente em shows para arrecadar fundos para causas humanitárias ou ambientais.

Atualmente, Peter Garrett é Ministro do Meio Ambiente, Patrimônio e Arte da Austrália, pelo Partido Trabalhista.

Página oficial: www.petergarrett.com.au

Não consigo apontar minha música favorita deles, então vai a que é povavelmente a mais conhecida: Beds Are Burning, do álbum Diesel And Dust [1987].

Beds Are Burning ao vivo na Olimpíada 2000
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[TrueBlood] Never Let Me Go

Bill Compton e ERIC NORTHMAN

Bill Compton e ERIC NORTHMAN

As histórias de vampiros tradicionais costumam ser moldadas de acordo com a visão do mundo do Cristianismo, cuja estrita separação metafísica entre o bem e o mal gera imagens de vampiros como criaturas demoníacas, com um poder sedutor e destrutivo. Um tipo alternativo de ficção acerca de vampiros que surgiu nas últimas décadas, e hoje é a forma dominante no gênero, rejeita veementemente a visão cristã e favorece uma interpretação niilista com raízes no pensamento de Friedrich Nietzsche. Nessas histórias, o vampiro aparece como o herói (às vezes trágico, às vezes não) que supera a moralidade convencional. [William Irwin [Org.], Buffy a Caça-Vampiros E A Filosofia, cap. 1, 1º parágrafo]

O primeiro artigo do livro Buffy e a Filosofia prossegue com uma terceira visão do universo das histórias de vampiro, que é a “escola de ética conhecida como ‘eudemonismo’, que dita que a base da bondade moral é a realização da natureza humana em seu mais alto potencial” [parágrafo seguinte]. E foi neste ponto que parei a leitura, caus que estava usando os óculos velhos enquanto o atual estava na óptica repondo a lente que quebrei ao escorregar no banheiro. Longa história. Ou não, levou menos de 140 caracteres. Desculpaê, amiguinho do Twitter que está a reler isso. Voltando ao tópico, óculos velhos e ler no computador não combinam.

Este artigo português de Francisco Limpo de Faria Queiroz esclarece a diferença entre hedonismo e eudemonismo.

Chega de filosofia. Bamos ao que me trouxe aqui, em primeiro lugar. Não, não foi uma bicicleta. Prestenção. No quinto episódio da temporada, finalmente vemos a Sookie pensar e tomar a iniciativa, ê! *Bate palminha* Bom pra você, mocinha!

A partir deste ponto pode haver spoiler. Agite antes de usar.

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Jogando por pizza

Capa do livro

Capa do livro

A primeira vez que ouvi falar neste livro foi num jogo da temporada passada da NFL. Não me lembro exatamente quem foi, mas desconfio fortemente que foi o Paulo Antunes, caus que ele sempre indica filmes nas transmissões da ESPN. No início pensei que fosse de um escritor homônimo do John Grisham. Ora, reconhecia o nome por filmes densos como O Cliente, O Júri, A Firma e O Dossiê Pelicano, comé que poderia ser o autor de um livro esportivo? Mas era, é o mesmo cara.

A trama conta um período da vida do quarteback Rick Dockery, um jogador com um bom braço mas com desempenho irregular e com uma tendência indesejável para sofrer concussões. A história se inicia quando ele acorda de seu terceiro coma, depois de quase ser partido ao meio na última partida do Cleveland Browns, a melhor chance que o time tivera em toda a sua existência de chegar ao Super Bowl – e ele estraga tudo.

Um quarterback é o armador das jogadas, o cérebro do time. Um bom quarterback lê as intenções da defesa adversário e analisa qual a melhor jogada para superá-la, dentre as milhares disponíveis. Deve ter boa pontaria e a confiança dos companheiros de time. Alguns exemplos de quarterbacks que podem ser reconhecidos até por quem não acompanha o futebol americano são o Joe Montana [meu ídalo], que fez uma aparição num episódio do reality Snoop Dogg: Fatherhood; o Dan Marino, que apareceu no filme Ace Ventura do Jim Carrey; e o Tom Brady, aka Senhor Gisele Bündchen. Os três já foram homenageados em Os Simpsons também.

Já ouço alguém perguntar ali no fundo: “Titia Batata, não entendo nada de futebol americano, dá preu ler?”

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