Filme | Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Um dos pôsteres

Um dos pôsteres

A escritora britânica J. K. Rowling conseguiu algo que outros autores tentaram antes, sem sucesso: um controle e poder de decisão sobre a adaptação de sua obra para o cinema quase sem precedentes, de acordo com as entrevistas exibidas nos extras dos DVDs. Ela lê os roteiros antes de serem gravados, se algum detalhe fugir muito do escopo ela sugere que não devem fazer aquilo.

Foi assim que ela acabou por revelar a homossexualidade de Dumbledore, por exemplo, ao devolver o roteiro com anotações rejeitando um cena em que o persongem revelava uma paixonite no passado por uma garota. Agora que a saga terminou e os envolvidos já conhecem seus destinos isso não é mais necessário, mas acredito que ela continue lendo o roteiro primeiro.

Assim, é difícil afirmar que os filmes não são fiéis aos livros porque, afinal, a própria autora sancionou as alterações – mas alguns de nós também sabemos o que significa essa tal “sanção da autora” quando lembramos de algumas declarações editoriais quanto às discrepâncias de tradução, né?

Claro que nem se compara com o controle que ela exerce sobre os demais produtos da franquia, afinal ela disse em entrevistas que não interfere nas traduções – quanto mais aprovar ou desaprovar alguma coisa; isso é responsabilidade exclusiva de quem adquiriu os direitos.

Mas a ideia é a mesma: embora a autora não desaprove publicamente, nunca saberemos se ela gostou da adaptação ou se esperava algo mais.

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