[LieToMe] Pilot

Olhe para a lente da verdade...

Olhe para a lente da verdade...

Numa simplificação grosseira da história da filosofia, existem duas matrizes de sistemas éticos. A primeira, que podemos chamar de deontológica, têm como expoentes Platão e Immanuel Kant. Para esses autores, são os princípios que importam. Uma regra como “não matarás” ou “não mentirás” valem incondicionalmente, seja porque estão amparadas pela ideia de Justiça, por Deus, pelo imperativo categórico ou por alguma outra entidade metafísica. [Hélio Schwartsman, 20/08/09]

Por uma dessas coincidências do destino [ou "alguma outra entidade metafísica", como diz o amiguinho aí em cima] duas pessoas me indicaram a série Lie To Me, no mesmo dia. Fui atrás de mais informações e me interessei assim que vi um nome associado à série: Tim Roth. Sou fã desse ator inglês, dos papéis de vilão que adoro detestar como o carinha lá do Hulk ou o do Planeta dos Macacos.

O cara é muito bom, mas só aparece em papéis coadjuvantes e em filmes quase sempre obscuros [com algumas exceções, cRaro]. Ele chegou a ser convidado para interpretar o Lord Voldemort da série Harry Potter, imagine. Preferiu o remake do Planet Of the Apes do Tim Burton, o que me leva a pensar que não é um artista que preocupa com fama.

Interesse despertado, fui assistir ao episódio piloto.

Bum!, me conquistou.

A partir deste ponto há spoilers.

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Domingueiras

Sim, na primeira versão de Paraíso a Maria Rita noivava com a besta do Otário também. Não suporto essa cara de deboche do ator novo, vontade de espancar. Mas depois disso minha memória é um borrão e não sei se estou a misturar novelas SPOILER —> mas, se não me engano, o Zeca invadia a cerimônia de casamento montado no cavalo e raptava a Maria Rita no altar <— FIM DO SPOILER.

O Ricardo sofre de saudade da Aninha. Porque ele a aaama e não consegue ficar longe dela, certo? Não, porque o apartamento tá um chiqueiro e ele tá com fome.

Todos os personagens criticam a atitude da protagonista – ou a falta de atitude. O Tóbi chega a dizer que ela é burra. A voz do povo é a voz de Deus, nué?

Aliás, apenas agora botei reparo que essa novela não tem vilões. Lerdinha toda vida. Mas nem senti falta de um.

De sexta pra sábado emagreci mais de 200g só de cabelo. Agora entendo porque usavam toucas para dormir antigamente: eu já tava ficando presa no próprio cabelo, mal conseguia me virar na cama.

Melhor do que cloral é o livro O Laboratório dos Venenos, do russo Arkadi Vaksberg: é pegar e dormir. O que me aborrece mais nem é a abordagem tendenciosa [oi, Henderson!] mas principalmente a estética, cheio de vírgulas e construções invertidas que tornam a leitura truncada, sem fluidez.

A estética também é um aspecto importante para europeus e japoneses quando o assunto é… vegetais. Se você tem o pepino torto ou se a sua banana é pequena pode perder a esperança de penetrar naqueles mercados. No Japão se desperdiçam 40% da produção agrícola porque os vegetais fogem do padrão, seja para mais, para menos ou pela forma.

Eu tou me sentindo a própria Soockie Stackhouse graças à @ratobiblioteca: no site The Free Dictionary todo dia tem uma palavra nova pra aprender [e um novo artigo, aniversário, Hoje na História, notícia, citação...]. Tem alguma versão brasileira disso? Tudo num lugar só?

O 37º volume da série Discworld, do Terry Pratchett, será lançado na Inglaterra e EUA no próximo dia 6 de outubro. O autor não sairá em turnê para divulgar Unseen Academicals por causa do Alzheimer :(

“Nos livros de Rowling, para salvar um inocente temos o direito e o dever de transgredir as leis. O direito à desobediência é amplamente justificado em várias situações da série. Harry, muitas vezes, só consegue se salvar e triunfar sobre as forças do mal por causa de sua audácia e capacidade transgressora”, observa Isabelle Smadja, pesquisadora da Universidade de Nancy, em Harry Potter: as razões do sucesso. “Embora ela mantenha a necessária luta entre bem e mal, estamos longe das ficções de baixo nível de hoje dirigidas às crianças, nas quais, para dar curso a uma violência por vezes cruel, se cria o pretexto faccioso de que os ‘bons’ devem lutar contra os ‘maus’ e que, por isso, podem matar e torturar.” [Revista Pesquisa Fapesp #135, mai/07]

Já ouviu falar no verbo “oportunizar”? Nem o Houaiss, nem o Michaelis. Mas essas duas acadêmicas sabem até flexioná-lo.

Toda vez que passa o comercial do café Três Corações lembro do filme Vem Dançar Comigo, o do Baz Luhrman. Love is in the air, manja?

Então Seu Jorge compõe e grava uma música com o título Burguesinha, daí vai lá e estrela a campanha da seção de moda da Riachuelo, né?

Uma das videolocadoras nonde sou cadastrada vai fechar :( A proprietária perguntou se quero comprar algum dos clássicos do acervo, vai me mandar a lista preu escolher.

Tegucigalpa é a capital de Honduras. Isso é uma coisa que não escrevo desde… Bom, desque jogava Quiz. E mesmo assim não frequentava as salas de Capitais.

Ouço muito duas variações de diálogo atualmente:

[1] “Votou nessa pessoa, não foi? Então agora engole seco e vai chorar na cama.”

ou

[2] “Ainda bem que eu não votei nessa pessoa, senão estaria com mais raiva ainda.”

Feliz Dia de Cosme e Damião. Quer um pirulito?

Paixonei em Glee. E comãssim que o vampiro Chow de True Blood é o coach Ken Tanaka, o cara que só tem um par de calças compridas?
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Tudo na vida tem um propósito

Quando bravo estou, gostar de mim você não vai.

Quando bravo estou, gostar de mim você não vai.

Dona mãe costuma indignar-se com as notícias de pesquisas japonesas, especialmente as relacionadas à robótica. O mantra usual dela é que “japonês gosta de coisa inútil”. Uma variante é que “japonês é doido”. Lembrei disso quando vi a notícia sobre o novo monociclo [ou uniciclo] da Honda, uma proposta para amenizar o problema dos congestionamentos no tráfego que usa a tecnologia desenvolvida no projeto do robô Asimo para que ele mantivesse o equilíbrio.

E aí, aluno de Antropologia/Sociologia, tá sem ideia pro TCC? Que tal falar sobre a religião Jedi? Que a Força esteja com você, pequeno gafanhoto. Não dê bola para os pobres de espírito que acham que o tema é superficial ou inútil.

Mas, sabe, pesquisadores britânicos descobriram que mesmo as pesquisas acadêmicas mais tolas e frívolas têm alguma utilidade, nem que seja atrair a atenção do público para a instituição.

A sério agora, a ficção dá muita ideia legal para a vida real. A @patriciadaltro deu a dica do holograma 3D no celular [oi, Obi-wan Kenobi!] mas tem também a pesquisa pelo sangue artificial, cada vez mais urgente porque as doações não são mais suficientes.

Em Olímpia e Marília, no interior de SP, já estão a cancelar cirurgias eletivas [aquelas que não são urgentes]


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Semana dos livros banidos

bks

“A word to the unwise.
Torch every book.
Char every page.
Burn every word to ash.
Ideas are incombustible.
And therein lies your real fear.”
[Ellen Hopkins in Manifesto - clique aqui para baixar o poema na íntegra]

Ellen Hopkins compôs o poema Manifesto depois que uma cidade no Estado de Idaho/EUA baniu seu livro Burned, que conta a história de uma garota mórmon que enfrenta uma crise de fé. Seu livro Crank and Glass, na lista dos mais vendidos no New York Times, conta a história de outra garota viciada em crack [baseada na sua própria filha] e provocou a revolta de pais de alunos de uma escola onde a autora tinha uma palestra agendada.

A reclamação desses poucos pais obrigou a diretoria da escola a cancelar a palestra.

Vale lembrar que amanhã [26] começa a semana do livro banido nos EUA. O evento celebra a liberdade para ler qualquer livro e surgiu como uma resposta para a prática crescente de censura nas bibliotecas públicas e escolares norte-americanas. A Banned Books Week é patrocinada pela Associação Americana de Bibliotecas [ALA].

Segundo dados da ALA, no ano passado foram reportados 513 casos de livros que sofreram censura ou tentativa de censura. Os dez que receberam mais reclamações foram:

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The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless

Capa do livro

Capa do livro

Eu sei que tinha dito que ia parar com essa série Cultura Pop & Filosofia depois dos volumes dedicados aos Beatles e ao Metallica. O caso é que esqueci que já tinha encomendado The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless na Livraria Cultura, que não o tinha em estoque e levou um mês e meio pra entregar. Que sorte, viu. Se eu tivesse parado nos volumes musicais provavelmente não voltaria a ler nada da coleção e perderia o melhor deles que li até agora.

A explicação para eu gostar mais desse do que dos cinco volumes que li antes está explicado num capítulo do próprio livro, o “Heidegger the Vampire Slayer: The Undead and Fundamental Ontology” de Adam Barrows. Primeiro porque ele explica os dois principais objetos de estudo da filosofia, o conhecimento [epistemologia] e o ser [ontologia]. Os cinco livros que li antes eram mais epistemiológicos, enquanto esse dedicado aos vampiros e zumbis é mais ontológico.

Ê lasquêra! Quer dizer o quê, sua amostrada? Que aprendeu duas palavras novas?

Ahn… Sim, isso e o fato de que os artigos desse livro tratam muito mais da primeira questão que a gente imagina quando se fala em filosofia: quem sou eu?

O que define a pessoa como um ser? O que define vida? O que acontece com o ser depois que ele morre? Os primeiros artigos tentam estabelecer tudo isso antes de pensar nas questões éticas que envolvem vampiros, zumbis, replicantes e zumbis filosóficos. Os autores optaram por não incluir lobisomens, fantasmas e outros seres sobrenaturais por questões práticas, isto é, não ampliar a discussão para a psicologia e a teologia.

Epa, você disse replicantes, Titia Batata? Tipo assim, igual os replicantes de Blade Runner, O Caçador de Androides?

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Top Fazível Emmy 2009

Jimmy Smits

Jimmy Smits

Este cara foi o responsável por me fazer assistir Cane inteira. É por causa dele que vou insistir em assistir Dexter, apesar do rumo que a série começou a tomar na segunda temporada.

Jimmy Smits, luv you, xuxu.

* Agradecimentos especiais à Suzana que enviou a imagem: senquis, frô!

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Troféu PdUBT Emmy 2009

Tentativas, Atentados e Assassinatos que Estremeceram o Mundo

Capa do livro

Capa do livro

Tem livros que se vendem pela capa, tem livros que se vendem pelo título… Este foi o motivo pelo qual me interessei pelo Tentativas, atentados e assassinatos que estremeceram o mundo. Pelo título, quero dizer. Isso era de se esperar para alguém fã de Agatha Christie, CSI, Criminal Minds e livros sobre serial killers, não acha?

Talvez por isso mesmo este livro tenha ficado um pouco aquém das minhas expectativas. Um pouco, eu disse, porque como fonte de referência é bem interessante; são mais de setenta casos agrupados em forma de banco de dados contendo nome da vítima, do perpetrador, datas e local, arma utilizada, motivações, desfechos, consequência legal/judicial e comentários do autor.

Alguns tópicos são ilustrados com fotos raras da vítima ou do criminoso, recortes de jornal, cartazes, etc. Nos casos envolvendo artistas tem também a filmografia, discografia ou bibliografia da vítima.

Os tópicos são bem compreensivos com relação aos fatos e trazem informações interessantes e/ou curiosas, como a provável origem de A Mão do Morto no pôquer ou o fato de que o ator Leslie Howard, o Ashley Wilkes de E O Vento Levou, morreu num atentado intentado contra Winston Churchill pela Luftwaffe alemã [eu sei, é como dizer "a RAF britânica", releve].

Qual o problema então?

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