Sukiyaki

Sukiyaki

Sukiyaki

Sukiyaki é um nabemono, isto é, um alimento preparado num caldeirão ou panela de ferro [o tar do nabe - pronúncia nabê], próprio para os dias mais frios do inverno como o shabu shabu ou o nabeyaki. Uma das histórias que se conta sobre a origem do sukiyaki é que os antigos agricultores japoneses assavam batata-doce nos rastelos [o suki, sílaba tônica ki]. O rastelo brasileiro é formado por uma série de agulhas ou pontas; o japonês é moldado numa chapa de ferro. Depois de uma limpadinha virava uma boa chapa pra assar/grelhar e poupava os colonos de ter de carregar muita tralha de cozinha.

Receita de sukiyaki tem várias, de acordo com a região e tudo o mais. Em casa fazemos mais ou menos assim:

Sukiyaki para quatro pessoas

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
300g de filé mignon cortados em fatias finas [cada fatia uma bocada, essa é a medida]
300g de peito de frango ou lombo de porco em fatias finas
1 pacote de itokonnyaku/shirataki [macarrão de batata konnyaku, de consistência firme e gelatinosa]
1 caixa de tofu do tipo firme cortado em cubos de 3cm
3 folhas de acelga fatiadas em pedaços de 3cm
200g de couve-flor ou brócolis limpo e cortado em minibuquês
8 shiitake inteiros sem os talos
1 maço de cebola negi cortada em pedaços de 3cm
100g de moyashi [broto de feijão]
100g de shimeji
4 ovos inteiros [opcional]

Tempero
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[TrueBlood] It Hurts Me Too

Alcide e Sooke

Alcide e Sookie

A Simone Miletic está a sortear o box da segunda temporada de True Blood – veja lá no Só Seriados de TV.

It’s interesting that the courage and wit, in all of these cases, of the vampire-hero’s lady love, relying on her mostly human repertoire of skills and savvy measures up to or outdoes that of her super-powered swain. Time and again, she saves him: from himself and from his foes. By standing by his side, despite his debilitating reaction to kryptonite or sunlight, she proves her mettle and his value. [Huffington Post, 24/06/10]

Segundo o artigo de Laura Brounstein, vampiros são os super-herois da hora e, assim como Lois Lane e Mary-Jane, o papel das mocinhas é ajudá-los e salvá-los ao dar-lhes apoio moral e ficar ao lado deles. Eu… fiquei sem palavras. Acho que, no fim, errada estou eu ao exigir uma protagonista forte e independente, que luta contra o mal em pé de igualdade com um ser com poderes superiores ao seus, que consegue defender-se sozinha apesar de ter a opção de se apoiar sempre no tal super-heroi. Erradas somos eu e você que xinga a Sookie bestalhona da série de TV.

E olha que neste episódio eu até gostei da Sookeh quase o tempo todo! A cena inicial, quando…

A partir deste ponto há spoilers.

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Experiências Oníricas Esdrúxulas | As Replicantes

... e então sonhei que realmente cheguei a algum lugar na roda. Você acha que estou louco, Doutor? Isso tudo significa alguma coisa?

... e então sonhei que realmente cheguei a algum lugar na roda. Você acha que estou louco, Doutor? Isso tudo significa alguma coisa?

Eu estava num voo e a comissária de bordo era uma personalidade bloguística conhecida. O avião era um pouquinho diferente – na verdade, o avião era um trem, com os bancos encarando a lateral oposta em vez de voltados para a frente. A comissária me colocou ao lado de uma senhora que viajava com duas crianças, filho e filha. A mulher vestia-se de forma juvenil mas estava acabada, a menina chorava. Comecei a conversar com ela e descobri que era porque o pai tinha ido embora. Falei com ela e a menina parou de chorar [coisas que não repetirei aqui, não vêm ao caso].

O avião-trem parou com um tranco e eu corri para a cabine [ei, era um sonho, lembra?], onde havia três replicantes-fêmeas avariadas. Olhei pela janela e estávamos cercadas por soldados apontando as armas para nós. De repente vi um buraco de espaço-tempo por onde passou um vagonete carregado de mais soldados armados que atiravam no avião-trem.

Esse vagonete transita num corredor que passa ao lado de janelas do espaço-tempo; os soldados apenas atiram para dentro dessas janelas sem saber o que acontece do outro lado, quem estão atacando ou por quê. Digo, o motivo eles até que sabem. O Apocalipse já aconteceu e a raça humana está quase extinta: apenas os homens sobreviveram [cromossomos XY]. As mulheres são Replicantes [igual quinem no livro do Philip K. Dick adaptado no filme Blade Runner, isso mesmo].

A missão dos homens é exterminar todas as mulheres e o Governo criou esse subterfúgio das janelas para que eles apenas passem atirando, assim não veem quem acertam ou mesmo se acertam, ou quem deles acertou o tiro. Isto evita conflitos pescológicos nos humanos. E aí eu acordei.

Interprete como quiser. Eu só sei que vou parar de ler distopias por enquanto.

Domingueiras

Ligue para a emergencia. Perda massiva de sangue em 3... 2... 1...

Ligue para a emergencia. Perda massiva de sangue em 3... 2... 1...

Imagem: I can has cheezburger?

Com a pronúncia do narrador esportivo no jogo Brasil X Costa do Marfim, confundi Kolo Touré com Contouré. Ainda existe essa colônia?

“Vó, se eu derrubar suco de groselha eu vou falar ‘desculpe’, tá bom?”

Mais tarde estávamos assistindo A Fantástica Fábrica de Chocolate [versão com o Gene Wilder]. Primeiro ele diz pra colocar em putuguêis porque “senão eu não entendo o que a boca tá falando”, depois fica intrigado porque o Charlie não tem pai nem tia.

Crianças 3 em 1

[Via @GuardianBooks] Children don’t require protection. They need to learn to trust intuition | Louisa Young [The Guardian].

[Via @samegui] “Para crescer tem que frustrar”, diz Cesar Ibrahim no Alana.

[Via @khisfrenzel] Qual a vantagem do livro-brinquedo? Veja a coluna Ler pra Crescer [Crescer].

Graças às dicas dazamiga @dehcapella e @khisfrenzel, providenciei Linhas e Bolinhas e Galope! para sobrinho. Ele só vai “ler” na terça-feira, mas desconfio que curtirá – eu curti [sim, já chegaram].

Copa da FIFA 3 em 1

[Via @HidePN] Jogador coreano fala palavrão em português e disse que aprendeu c/ os brasileiros no Japão [Estadão].

[Via @bixoevolucao] aulas de biologia, matemática e história com copa do mundo como tema [G1].

[Via @editora_Zahar] Em homenagem ao jogo do Brasil na Copa: Como o futebol explica o mundo [Zahar].

Próximo jogo do Brasil será amanhã, sebunda-feira, às 15h30. Se vencer joga de novo na sexta-feira [02/07] às 11h.

Harry Potter 3 em 1

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Tooth Fairy / O Fada do Dente

Sinopse
Derek Thompson (Dwayne Johnson) é um jogador de hóquei frustrado que só faz sucesso por causa de suas violentas faltas que, invariavelmente, arrancam um dente do adversário. Daí veio o seu apelido, dado pelo fãs, de Fada dos Dentes. Só que ele é um cara que não acredita nos sonhos e, num dia, quase conta para a pequena Tess (Destiny Whittlock), filha de sua namorada (Ashley Judd), que esse negócio de Fada trocar dente de leite debaixo do travesseiro por moeda era uma grande mentira. Como punição por ser um “destruidor de sonhos”, Derek é transformado em uma fada do dente. Agora, sob o comando da chefe das fadas Lily (Julie Andrews) e o acompanhamento do assistente Tracy (Stephen Merchant), o estraga prazeres precisará se ambientar com suas novas asas e o mundo da magia, que ele tanto despreza, antes de ser um simples humano novamente.

Cartaz

Cartaz

Eu gosto do Dwayne “The Rock” Johnson.

Não me lembro qual foi o primeiro filme dele que assisti [provavelmente foi O Retorno da Múmia], mas virei fã em Be Cool – O outro nome do jogo. The Rock é o nome artístico que Dwayne Johnson usava na época que era wrestler. Como lutador de luta-livre, ele tem duas características que ajudam a cativar a audiência: carisma e saber entreter o público. Essas características continuam fazendo parte da personalidade dele mesmo depois que abandonou o apelido de lutador na refimagem de A Montanha Enfeitiçada para dedicar-se mais seriamente à carreira de ator.

O enredo de O Fada do Dente tem dois temas que não são familares por estes lados: o hóquei sobre o gelo e o folclore da Fada do Dente, um ser sobrenatural que recolhe os dentes de leite que caem das crianças e deixa-lhes um dinheirinho debaixo do travesseiro.

Para quem tiver curiosidade, achei bem legal esse ensaio publicado em 2007 sobre o “ratinho do dente”, que é o folclore francês equivalente à fada do dente. O autor estuda a simbologia e a importância psicológica da crença infantil. Em PDF.

O filme começa bem; juntar um brutamontes feito o The Rock com crianças já deu certo antes em Treinando o Papai, e ele traz uma outra característica da sua fase de wrestler que ajuda muito: não tem medo de passar ridículo. Eu ri demais quando ele foi intimado para o reino das fadas e, por problemas de corte orçamentário, aparece de tutu e asas cor-de-rosa. Essa é a maior força do filme, aliás, as piadas visuais, e Dwayne Johnson segura bem as pontas.

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Feliz São João!

Capelinha de melão é de São João
É de cravo, é de rosa, é de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai, acordai, João
[Cancioneiro popular]

Quando eu era criança achava que soltavam bombas no dia de São João pra ele acordar pra festa, mas aí disseram que não. Que apesar de S. Jão ser um santo festeiro [é por causa dele que existem as festas juninas ou joaninas] ele tinha que ficar dormindo no seu dia, caus que se ele visse as fogueiras em sua homenagem desceria do céu e se queimaria nelas. E eu ficava pensando “que bobos. Tem um monte de adulto aqui pra tomar conta dele”.

O tempo passou, Titia Batata perdeu as ilusões.

Mas não a curiosidade. Descobri, por exemplo, que se não fosse São João a gente não conheceria a escala musical do jeito que ela existe.

‘’Ut’’ queant laxis ~
“Re’’ssonare fibris
‘’Mi’’ra gestorum
‘’Fa’’muli tuorum,
‘’Sol’’ve polluti
‘’La’’bii reatum,
‘’S’’ancte ‘’J’’ohannes.

O ut foi depois substituído por dó. O si é constituído pelas letras iniciais latinas de Sancte Johanes (São João: o j lia-se como i). [Wikipedia]

Outro detalhe curioso é que São João é um dos poucos santos comemorados no dia de seu nascimento e não no de sua morte ou martírio.

A historinha da fogueira também é legal: Isabel e Maria [mães de JB e JC, respectivamente] eram primas e muito amigas. Isabel prometeu a Maria acender uma grande fogueira para avisá-la quando JB nascesse [não tinha SMS naquele tempo]. Na verdade esta é uma adaptação das fogueiras pagãs acesas na véspera do solstício de verão [Midsummer], em honra do sol.

Já as bombinhas se devem ao pai de JB: Zacarias recebeu a notícia de que Isabel estava grávida e ele ficou tão emocionado que emudeceu, só voltando a falar quando ele nasceu e perguntaram qual seria seu nome. Quando ele respondeu “João” todos bateram palmas. Tutu odeia essa parte.

O levantamento do mastro com as imagens dos três principais santos juninos [Antônio, João e Pedro] e o pau-de-fitas também são uma adaptação do catolicismo romano para uma tradição pagã, o Maypole, mastro de maio ou pau de maio, que simboliza Yggdrasil [a árvore que representa o eixo do mundo, na mitologia nórdica] e comemorada na Grã-Bretanha, EUA, Suécia, Grécia, República Tcheca… A “simbologia fálica” *cof* do mastro representa o senso de comunidade, juventude, celebração e a chegada do verão – no hemisfério norte, claro, onde nossos antepassados portugueses o levaram para junho.

Bah, por mim festa é festa e celebração da vida é celebração da vida, venha de qual hemisfério vier.

E se tiver comida e bebida melhor ainda!

Vinho quente
Tempo de preparo: 20min
Rende: 10 porções

Ingredientes
1 copo de açúcar
Canela em rama
Cravo
1 l de vinho tinto seco
1/2 l de água
1/2 maçã (verde ou vermelha) descascada e cortada em fatias
1 pedaço de gengibre fatiado

Modo de Preparo

1. Queime a metade do açúcar com o cravo e a canela
2. Acrescente o vinho, já misturado com a água
3. Junte a maçã, o gengibre e o açúcar restante
4. Deixe cozinhar um pouco e sirva bem quente.

Evite servir em recipiente metálico.

Outras coisas

Se preferir a bebida dos deuses nórdicos: receita de hidromel [a tradicional alcoólica e a suave não-alcoólica].

Dica do jornalista Jairo Marques na Folha de SP: arraiá acessível para cadeirantes e festa junina beneficente.

Ação social para ajudar as vítimas das enchentes de Alagoas e Pernambuco: Copa Solidária.

E, só para lembrar, tradição boa é tradição que não provoca problemas nem tragédias. Que tal criar uma nova tradição de esquecer de soltar balões e evitar incêndios? ;)