Domingueiras

Sobrinho tem chegado em casa manhoso de sono. Anturdia a avó disse que ele estava chatinho: menino fez um drama, se atirou contra a parede, chorando, e disse que não era chatinho. Avó então perguntou o que ele era. A resposta: “e-eu sou… o fofucho da tiaaaabuaaaah!”

Depois, mais calmo, ele perguntou pra avó: “eu tenho que pagar por tudo o que eu fiz?”.

Essa semana peguei outro livro do Projeto Leitura Para Todos, uma compilação da Seleções [v. Sebo do Messias]. O Analista [John Katzenbac] é bom, um suspense / thriller bem amarradinho; Porto Seguro é um romance cansativo e arrastado; São e Salvo é não-ficção, a narrativa de um cara da Marinha Real britânica, interessante, e o último romance é quase tão monótono e cansativo quanto o segundo.

Mas o diferencial desse volume é que um bloco de páginas foi montado de cabeça pra baixo e eu fiquei parecida com a Luna Lovegood, lendo o livro do lado errado. :lol:

Depois de quase quatro anos, a Tutu começou a amassar pãozinho nimim.

A Deh Capella questiona a sexagem dos brinquedos no Blogueiras Feministas e lembrei da vez que sobrinho pediu um fogão de brinquedo, nem aí se era rosa.

A Gabi Bianco postou sobre o que a incomoda no #lingerieday: nem tanto a exposição do corpo e sim o direito que as pessoas acham que têm de julgar quem o faz.

A Simone Miletic comenta a polêmica da semana, uma declaração da cantora Sandy e a reação dos verdadeiros “fiscais dos c*s dos outros”.

Te contar, fico feliz por seguir essas três!

Ando meio desapontada com o IMMD ultimamente: a maioria das postagens é autolaudatória ou revanchista, não tem mais o mesmo espírito de antes. Assim, o IMMD da semana vai para uma postagem do Blog da Redação do Yahoo! Esportes: “Em ato de extrema gentileza, garoto devolve bola do jogo para rival”.


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[True Blood] Um ship que eu curto: Tara e Sam

Rutina Wesley e Sam Trammell

Na série True Blood, criada por Alan Ball [A Sete Palmos] a partir da série literária Southern Vampires Mysteries da escritora Charlaine Harris, a personagem principal é uma garçonete telepata que trabalha no bar de Sam Merlotte. Ela o convence a contratar Tara Thornton depois que a melhor amiga destrata uma freguesa no antigo emprego. Sam reluta em colocar uma pessoa agressiva como Tara num trabalho que envolve primordialmente o [bom] relacionamento com os clientes, mas se deixa convencer porque nutre uma paixão platônica por Sookie. Por sua vez, Tara é apaixonada por Jason Stackhouse, que não corresponde [nem ao menos sabe desse amor] porque a considera uma irmã.

Sam e Tara compartilham o afeto por Sookie Stackhouse e a preocupação pelo envolvimento dela com os vampiros que “saíram do armário” após a invenção do sangue sintético. Isso forma um laço entre os dois, que vai se fortalecendo aos poucos episódio a episódio até que se solidifica numa amizade improvável porque, embora tenham em comum um histórico de abuso familiar, Sam e Tara são extremos opostos.

Sam Merlotte e Tara Thornton

Sam é o sujeito tranquilão, boa praça, que leva as coisas na esportiva e confia nas pessoas [pelo menos nas duas primeiras temporadas], sempre preocupado em não ferir os sentimentos de ninguém. Tara é de uma honestidade agressiva que rebate as má-criações de cara, desconfiada e muito sensível às questões de cor da pele e de gênero, sendo uma jovem mulher negra num território afetado pelo preconceito racial.

Mesmo com essas diferenças, a amizade entre os dois resistiu às brigas constantes e até evoluiu de status ainda na primeira temporada quando Tara, depois de mais uma sessão de espancamento e abuso verbal por parte da mãe, sai de casa e aluga um quarto. Sam, preocupado, vai procurá-la e ela sugere que façam sexo, sem compromisso, uma vez que ambos têm necessidades. Esse relacionamento beneficiou aos dois e se repetiu mais uma vez na primeira e na terceira temporadas, até que Sam finalmente revelou ser um metamorfo.

Após dois relacionamentos destrutivos com seres envolvidos com o sobrenatural [Eggs e Franklin], Tara decide deixar a cidade e Sam para trás. Ao iniciar a quarta temporada vemos Tara em Nova Orleans envolvida romanticamente com outra mulher enquanto Sam tenta iniciar um relacionamento com outra metamorfa em Bon Temps. O reencontro de ambos mostrou que o vínculo da amizade entre eles continua tão forte quanto antes, capaz até de provocar um novo flerte, mas só Alan Ball pode dizer se eles têm futuro como casal.

Desafio Literário | Toda Terça

Sinopse
Num divã de analista, no Rio de Janeiro, Laura fala de sua relação com um homem casado e com um estranho que conheceu numa sessão de cinema. Muito longe dali, em Frankfurt, o latino-americano Javier tem um caso com uma estudante de antropologia chamada Ulrike. Conforme o livro se desenrola, episódios aparentemente desconectados vão tecendo uma surpreendente trama de encontros e desencontros amorosos, o mote deste excelente romance de estréia.

Capa

Depois de dois livros medianos-para-fracos neste mês, eu precisava de uma injeção de ânimo para completar o DL Novos Autores; assim, pedi e a Vivi autorizou a substituição do terceiro título. Optei por uma autora de quem nunca tinha ouvido falar, a partir de uma notinha no blog da Companhia das Letras sobre um evento que debate “a nova literatura feminina brasileira”.

Mas Titia Batata, você não curte esse tipo de literatura segmentada por gênero!

Sim, é verdade. Não curto, não sou o público-alvo, só que uma breve espiada num trecho me convenceu a escolher Toda Terça, o primeiro romance de Carola Saavedra. E sabe o que? É um livro que  poderia ter sido escrito por um homem ou uma mulher; é literatura, e literatura não tem gênero.

É bem verdade que no primeiro capítulo fiquei ressabiada, afinal seriam as sessões de psicanálise de uma personagem aparentemente dispersiva. Ao continuar a leitura, aos poucos me senti agarrada. Um dos grandes atrativos do romance é que as coisas importantes não são ditas: Laura fala muito, mas são as coisas que ela não conta a Otávio, o analista, que dizem mais sobre ela.

A mesma coisa acontece com Javier, o estudante de doutorado em Frankfurt que nunca diz o que se passa em sua cabeça. A primeira parte do livro é narrado a duas vozes, alternando-se entre Laura e Javier, e eu gostei muito da solução estética utilizada pela autora para identificar cada voz: a de Laura é exteriorizada em diálogos, a de Javier é interiorizada. Enquanto nos capítulos de Laura o tempo parece aprisionado, letárgico, nos de Javier os minutos transformam-se em meses ao fim do parágrafo e você viveu todos eles.

A segunda parte contém um único capítulo e é narrada por uma terceira voz, que ao mesmo tempo amarra as duas histórias anteriores e lança o marco de uma nova história.

A rotina de Ulrike, que freqüentava bares, lia autores conhecidos sem saber quem eram, gostava de filmes sobre mulheres voadoras e poetas traduzidos, e sonhava em um dia dar a volta ao mundo escrevendo para a National Geographic, como se fosse minha, essa rotina, tão rápido o alheio se infiltrava nos meus olhos, nos meus passos, nos bolsos do meu casaco, e eu já tinha praticamente esquecido o quarto de pensão onde morava, que não era ruim, ao contrário, era até agradável, sem aquele ir e vir de gente e desejos de bom dia e opiniões imprescindíveis a ser transmitidas para o bem da humanidade, [...]

Te contar, a mulher tem estilo.

Sobre a autora

Nasceu em Santiago do Chile, em 1973, e veio com a família para o Brasil três anos depois. Morou na Alemanha, onde concluiu um mestrado em comunicação, e também na Espanha e na França. Hoje vive no Rio de Janeiro e é escritora e tradutora. Em 2005, publicou o livro de contos Do lado de fora (7Letras, 2005). Recebeu o prêmio APCA de melhor romance pelo livro Flores azuis (2009). [Cia das Letras]

Nota: 4
(de 1 a 5, sendo: 1 – Péssimo; 2 – Ruim; 3 – Regular; 4 – Bom; 5 – Excelente)

Este post faz parte da blogagem coletiva Desafio Literário 2011 [v. lista de livros agendados], tema Novos Autores.

Blog do Desafio Literário

Título: Toda Terça
Autor: Carola Saavedra
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2007
Páginas: 160

Jane Eyre [1997]

Ciarán Hinds e Samantha Morton - Jane Eyre 1997

Eu sou paixonada pelo ator irlandês Ciarán Hinds desde a série Roma, quando ele interpretou o imperador Júlio César. Há tempos estava ansiosa para ver essa versão de Jane Eyre em que ele dá vida a Edward Rochester ao lado de Samantha Morton [Minority Report]. Assim como aconteceu na versão 2011, Hinds e Morton tinham idades compatíveis com as de seus personagens literários na época do lançamento do filme [44 e 19, respectivamente].

O filme feito para TV estreou no canal A&E nos EUA apenas um ano depois da versão feita para o cinema dirigido por Franco Zefirelli [aquele com William Hurt e Charlotte Gainsbourg]. Com apenas 108 minutos de duração, o roteiro corta muitas passagens do livro que nem são mencionadas e toma outras liberdades.

A partir deste ponto há spoilers

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Domingueiras

Você percebe que são as mesmas 26 letras, rearranjadas, né?

Imagem: I can has cheezburger?

Pela sexta vez na história o Festival Nacional do Folclore de Olímpia será transmitido AO VIVO para todo o planeta através da internet. As transmissões que se iniciam já na abertura de sábado (23), serão geradas no horário das apresentações de palco, dando assim a oportunidade ao internauta acompanhar as danças exibidas no 47º Festival do Folclore de Olímpia. [Fefol]


Minha participação no TeleSéries desta semana foi a coluna gastronômica, mas se me permite a sugestão leia todos os posts da semana especial da amizade.

Não tem microondas em casa? Não se preocupe, estoure pipocas usando o seu telefone celular [via UOL].

O blog Law and the Multiverse iniciou uma série de posts que debate a série de TV True Blood em relação ao direito norte-americano [ei, Mica, depois dá uma espiada lá, tem outra série de posts que aborda Torchwood: Miracle Day].

Dica do Jane Austen Brasil: lançamento do DVD brasileiro de Persuasão co Rupert Penry-Jones [Whitechapel].

Muitos fãs de Star Wars não têm ideia de que o planeta Tatooine está bem mais próximo de nós do que o filme conta.

Na realidade, Tatooine foi construído em uma pequena cidade ao sul da Tunísia. O clima árido lhe permitiu sobreviver quase intacta por 35 anos. As fotos que você vê neste post foram tiradas por alguns turistas. [O Buteco da Net]

OK, tente não chorar…

“It All Ends” – Despedida do elenco de Harry Potter [LEGENDADO HD] sem spoilers

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It’s fun to stay at the…

Y M C A!

Imagem: HSX

[Outra imagem com a mesma temática "blasfema" no Flickr de Vincent J. Brown]

YMCA é a sigla de Young Men’s Christian Association [Associação Cristã de Moços, no Brasil], uma organização sem fins lucrativos que teve origem em 1844 na Inglaterra, espalhou-se pelo mundo e atualmente tem sede na Suíça. Seu objetivo é oferecer entretenimento e atividades físicas para ocupar o tempo dos jovens, baseado na crença de que a ociosidade é a mãe de todos os males.

Foram membros da YMCA que inventaram esportes como o basquete, o vôlei e o futsal, que se podia praticar nos pequenos salões fechados da Associação. As instalações também costumam contar com uma piscina e, até os anos 1970, era proibido entrar na água vestindo qualquer peça de roupa. Como dizia o Bronco da Família Trapo, o cara nadava peladão, peladão, peladão. Isso só mudou quando as mulheres passaram a se admitidas.

O grupo musical Village People surgiu em 1977, oriundo da cena gay norte-americana. Seus membros apresentavam-se fantasiados de ícones do estereótipo gay [o policial, o motoqueiro, o pedreiro, o índio, o cowboy, o soldado] e suas canções dançantes ficaram famosas pelas letras de duplo sentido, como é o caso de [It's fun to stay at the] YMCA, de 1978.

A canção é considerada um dos hinos gays e continua popular até hoje. O sistema de som dos estádios nos EUA costuma tocá-la nos intervalos porque os espectadores, ao fazer a coreografia que forma as letras [foto acima], aproveita para alongar os músculos [estamos falando de um país cujos esportes populares têm jogos que duram 3, 4 ou 5 horas]. Em 2008 o Guinness registrou o recorde de “mais pessoas na coreografia de YMCA” obtido durante o Sun Bowl, mais de 40mil pessoas comandadas pelo próprio Village People.

Tudo isso sem contar as centenas de paródias, referências na cultura pop, imitações… ;)

Letra e tradução

Village People – YMCA 1978

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Domingueiras

Suas intenções são boas e aprecio seu zelo missionário, mas não tenho interesse no seu dogma.

Imagem: I can has cheezburger

Sobrinho ajuda Titia Batata na dieta e come as duas trufas guardadas para emergência de TPM… :lol: É bom porque, quando a pessoa que me deu os chocolates voltar, vai repetir ‘puxa, você emagreceu!”

O Marcus agora publica o Saturday Personal Log no Canoa Furada, boralá?

Um post muito legal de Carol Bensimon no blog da Cia das Letras questiona eventos de decoração [como a Casa Cor] que apresentam ambientes hostis para quem lê livros. É pra se pensar.

[A propósito, eu curto muito esse blog da Cia, os posts são interessantes e não se resumem a divulgar lançamentos ou perfis dos autores publicados pela editora.]

A dona de um escritório de seguros no Kentucky, EUA, tem um projeto paisagístico diferente: em vez de plantas ornamentais, ela cultiva uma horta na frente do escritório e qualquer um pode passar e pegar o que quiser.

Mais ou menos o que dona mãe faz no jardim aqui de casa, só que não voluntariamente. Semanas atrás andaram afanando nossas berinjelas, tomates-cereja, mamão, coentro… Como eu disse pra ela, tomara que tenham feito bom proveito. :)


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