Jane Eyre [2011]

Jane Eyre 2011

Em um episódio de Phineas & Ferb ["A hard day's knight", S01E11, exibido em 14/6/8], os personagens repetem uma frase diversas vezes: “Ouvi dizer que estão fazendo uma nova versão de Jane Eyre”. Não era só frase de efeito, era verdade mesmo.

Na época a sensação geral era de que não tinha necessidade, afinal a própria BBC exibira uma adaptação para TV em 2006 que foi muito elogiada e que mereceu até uma indicação ao Emmy para sua atriz principal [Ruth Wilson]; era muito recente.

As notas sobre contratação de diretor e escalação de elenco saíam em meio a boatos – quem acompanha o PdUBT desde aquela época deve se lembrar de alguns, como a agência EFE confirmando Ellen Page para o papel principal. Três anos depois o filme estreia nos EUA com Mia Wasikowska [Alice de TIm Burton] e Michael Fassbender [X-Men First Class] com o par central.

A partir deste ponto há spoilers.

Mr Brocklehurst (Simon McBurney), patrono da Escola Lowood

A roteirista Moira Buffini optou por usar o recurso do flashback para contar a primeira parte da história do livro de Charlotte Brontë, iniciando o filme já na parte em que St. John Rivers e suas irmãs encontram Jane desfalecida na chuva. Foi uma opção válida, mas não sei se a audiência que não leu o livro conseguiu captar o desenvolvimento da personagem, de uma menina “sedenta de amor” cheia de vida, coragem e paixão de viver que teve seus direitos sonegados até ser dobrada por uma disciplina cruel e fria.

Nesse ponto me rendo à interpretação de Mia Wasikowska. A jovem atriz conseguiu transmitir pelo olhar, pela postura corporal e pela entonação de voz aquilo que o roteiro deixa subentendido. Fiquei agradavelmente surpresa com a atuação dela, e olhe que não botava muita fé. Mesmo num momento em que achei que o roteiro estava indo por um caminho errado [quando Jane se joga na chuva depois de abandonar Edward, uma passagem que está no livro mas muito menos dramático] a atriz mantém a dignidade da personagem.

“Posso viver sozinha, se o respeito próprio e as circunstâncias exigirem que o faça. Não preciso vender minha alma em troca da felicidade. Tenho um tesouro íntimo que nasceu comigo, e que pode me manter viva se todos os prazeres externos me forem negados, ou oferecidos apenas a um certo preço, que não posso permitir-me pagar.” [Jane Eyre de Charlotte Brontë, trad. Marcos Santarrita, Francisco Alves Editora]

St. John Rivers (Jamie Bell) e Jane 'Elliott'

A parte em que a atriz entregou uma Jane menos crível foi justamente nas cenas em que contracenava com Jamie Bell, mas pra mim o problema foi o roteiro. A situação toda ficou confusa quando se optou por não explorar melhor o envolvimento e o relacionamento de Jane com a família, ficou um pouco solto demais. Por outro lado, a crítica social e as questões ético-morais e religiosas foram abordadas, o que é um ponto enorme a favor.

O problema de adaptar Jane Eyre e outros romances do gênero em filme é que se é obrigado a escolher o que manter e o que descartar do material original. A adaptação de 1944, por exemplo [roteiro de Aldous Huxley], excluiu toda a parte referente à família Rivers. Esta de 2011 preferiu subutilizar o personagem Edward Rochester.

Mia Wasikowska e Michael Fassbender em cena do filme

Eu estava empolgada pra ver Michael Fassbender no papel da minha paixonite literária favorita mesmo ele sendo bonito demais [uma "reclamação" que fiz também contra Toby Stevens em 2006 :lol: ]. Edward Fairfax Rochester é um homem cansado do mundo, que retorna a Thornfield Hall para se esconder das frivolidades a que se entrega para esquecer do passado.

Rochester não é um heroi romântico. Ele não tem virtudes, mas vícios. É essa imperfeição que atrai Jane, não porque ela ache que pode salvá-lo e sim porque ambos são espíritos feitos do mesmo material. Ambos têm os seus fardos, os seus esqueletos no armário.

Ela não tem medo de responder-lhe a verdade {“Está me encarando, Jane. Acha que sou bonito?” – “Não, senhor”] e essa falta de adulação agrada a ele, que percebe que a honestidade de Jane pode levá-lo a um padrão “mais alto e  mais puro”. Mas Fassbender não tem o mesmo sucesso que Wasikowska em demonstrar as sutilezas de caráter que não estejam explicitadas no roteiro. Tanto que eu quase fiquei surpresa quando ele pediu para Jane se casar com ele e declarou amor eterno: comãssim, rapaz? De onde veio essa paixão repentina? Onde estava escondendo tanto amor, hein, seu danadinho?

Jane e Mrs Fairfax (Judi Dench)

Não me entenda mal, ele é um bom ator e teve uma boa atuação – só que nada excepcional. Em outras palavras, não me apaixonei pelo Rochester de Fassbender.

De modo geral, é um bom filme. Não se contenta em ser um romance de época, investe em temas mais sombrios. Não é perfeito [acho que é muito difícil adaptar perfeitamente um livro para os fãs da obra original], mas respeita a cronologia, a ambientação, os temas… E isso é mais do que conseguimos no mercado atualmente!

A única coisa que eu realmente não gostei foi o ponto de corte, o momento escolhido para encerrar o filme. Não sei se porque eu sei que a história continua mais um pouco, mas me pareceu abrupto e insatisfatório.

Atualização: A Selena encontrou o link para a legenda em espanhol no Podnapisi [brigada!].

Jane Eyre [2011] trailer


Link http://www.youtube.com/watch?v=C8J6Cjn06kA

Para saber mais
Site oficial
No iMDB

Título: Jane Eyre
Título original: Jane Eyre
• Direção: Cary Fukunaga
• Roteiro: Charlotte Brontë (romance), Moira Buffini (roteiro)
• Gênero: Drama/Romance
• Origem: Reino Unido
* Ano: 2011
• Duração: 1h55min

Elenco
• Michael Fassbender Edward Rochester

• Mia Wasikowska Jane Eyre

• Jamie Bell St. John Rivers

• Judi Dench Mrs. Fairfax

• Imogen Poots Blanche Ingram

• Sally Hawkins Mrs. Reed

• Tamzin Merchant Mary Rivers

• Jayne Wisener Bessie

• Simon McBurney Brocklehurst

• Sophie Ward Lady Ingram

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38 comentários sobre “Jane Eyre [2011]

  1. Você baixou o filme, Naomi? Eu só soube que já tinha saído quando vc comentou no twitter.
    Queria muito ter lido Jane Eyre antes de assistir, mas em meio a loucura que estava a vida nos últimos meses, acabei ficando só na vontade mesmo. Mas colocarei na minha lista dos imprescindíveis para 2011. Infelizmente só lerei depois de ter assistido o filme (pq agora terei que catar para ver). Ou talvez felizmente. Há a possibilidade de eu gostar mais do filme sem ter o livro para comparar.

    • sim, baixei! fui olhar o link e já excluíram o arquivo, grrr… senão te mandava o link. eu só não achei legendas, nem em inglês, mas isso já faz uma semana, talvez agora tenha disponível.

      falar em livro, tou doida pra botar as mãos na tradução nova lançada pela bestbolso. a capa é tão lindinha!

      depois resenha lá no esperando, plis?

  2. E eu que achava a versão de 2006 muito recente!! :)
    Eu gosto da versão de 1996 que foi pouco depois de ter lido o livro. Acho que acabei fundindo o filme e o livro (estou lembrando agora que foi no livro que aprendi o sentido da palavra ‘plain’… mas a Mia não tem nada de ‘plain’ na nova versão, né? Bom, pelo menos pelo trailer)
    Deix’eu ir tentar assisti-lo online.

  3. É bem o que achei sobre o filme. Ainda estou indecisa se gostei da Mia como Jane Eyre (a minha imaginação é muito exigente!), mas ela foi bem melhor que a atriz da versão de 2006. E o Fassbender foi decepcionante, esperava bem mais dele. Nisso eu curti o Toby Stephens, ele conseguiu trazer um pouco do lado mais sombrio do Edward (amoamoamo!). Btw, cê viu a versão de 1996? Vale a pena?

    • siiim, vi a de 1996 [a versão franco zefirelli] mas já faz uns… 15 anos. :lol:

      pra quem se propõe a assistir o máximo de versões possível [eu] é obrigatório, mas não tenho boas lembranças [considere isso dito por alguém que foi apresentada a jane eyre pelo filme de 1944, que virou meu parâmetro]. acho que tá na hora de rever!

  4. Ouvi dizer q virá aos cinemas brasileiros em outubro. Será mesmo? Quero aguardar a possibilidade de assistir no cinema, apesar de estar morrendo de vontade de ver de uma vez!

  5. Pingback: Rato de Biblioteca » Blog Archive » Semana do Rato

  6. No geral não gostei da versão de 2011, achei que o roteiro em momento nem um mostrou o interesse romântico nem da parte da Jane quanto mais do Rochester, apenas a sena do incêndio não justifica tanto amor. A respeito do Michel Fassbender, que eu considero um ótimo ator, achei que a construção do personagem deixou a desejar, afinal Rochester tem o lado melancólico e sombrio, mas também é um personagem com um certo humor, afinal eles se veste de cigana para saber o que Jane e seus hospedes sentem a respeito dele, o roteirista simplesmente não desenvolveu o personagem, nem com muito esforço teria ficado bom… Enfim achei esse roteiro um grande engano do começo ao fim.

    • verena, ótima análise! algumas pessoas reclamaram que o filme de 1944 deu ênfase demais pro personagem do orson welles mas achei que foi apenas mais fiel na parte da caracterização, coisa que definitivamente faltou aqui.

      • Então, eu gosto do Orson Welles de Rochester, ele tem os elementos tanto dramáticos como cômicos necessários ao personagem, a de 1944 no geral é boa, acho que critica fica por conta da atriz que interpretou a Jane não tem a mesma presença do Welles. As de 1970 e 1996 são terríveis… Fico com a de 2006 como favorita, mesmo o Rochester do Toby Stephens sendo um pouquinho exagerado na parte cômica, toda a caracterização ficou ótimo,tanto dele como dos demais personagens. O que eu mais adoro na série de 2006 é que você percebe o amor crescendo entre eles pela convivência e pela semelhança de caráter e a mudança que isso causa nos personagens o que decididamente não vemos na maioria das versões… Claro que é complicadíssimo comparar um filme de 2h com uma série de 4h, mas decididamente o Rochester é um personagem principal tanto quanto a Jane e merecia uma melhor construção.

      • Continuando… (SPOILER’s)

        No geral o que incomoda na maioria das adaptações, excluindo a de 1944 e 2006, é esse Rochester triste e melancólico, que todos os atores parecem buscar, pra mim o personagem do livro não é um Rochester excessivamente deprimido, ele tem momentos aonde demonstra uma completa insatisfação com a vida, mas é sempre muito vivo e enigmático sempre atiçando a curiosidade de Jane. A própria madame Fairfaix comenta com a Jane que não dá pra perceber quando ele está sendo sério ou está brincando, além de ser muito charmoso em sociedade, mesmo não sendo muito bonito… Deprimido ele fica quando é a abandonado e se tranca em Thornfield Hall antes do incêndio, o que acaba acontecendo nessa versão de 2011 é que o personagem simplesmente não muda conforme os acontecimentos, a vida dele era um ‘M****” e simplesmente continua assim com a partida de Jane.

        Comentários gigantes esses meus, mas acho que decepção com a versão que esperei ansiosamente desde de março foi muito grande, aparentemente a versão em Blue Ray vai ser a do Diretor com 30 minutos a mais, pode ser que melhore o filme no geral, vou esperar para conferir.

      • Verena, concordo plenamente com você no que diz respeito ao péssimo roteiro para a versão de 2011…assisti a quatro versões de Jane Eyre..com William Hurt como Rochester, outra com Ciaran Hinds como Rochester além das versões de 2006 e agora a de 2011 que na minha opinião é a pior.

  7. Apesar do Fassbender ainda tentar, pouco consegue fazer com seu Rochester porque o roteiro simplesmente deixou o personagem raso… Mas gosto dessa história de qualquer jeito. O filme com Orson Welles foi o primeiro que vi, e me deixou uma impressão muito forte. Mas a melhor adaptação de todas pra mim é a recente adaptação da BBC. Também não entendi porque lançar o filme tão colado à minissérie… e ainda mais sem o menor destaque, sem a menor divulgação… no Brasil, então… uma vergonha, só em outubro. É triste tb. constatar a falta de arquivos disponíveis em torrent… não sei se o motivo é realmente esse, mas parece que filme de época baseado em clássicos da literatura estão em baixa junto à tchurma do download… interesse zero.

      • Essa é outra coisa que não entendo: se ainda fosse um blockbuster como o Código da Vinci, cujos primeiros arquivos surgidos eram vazios ou cheios de vírus até dá pra entender… mas por que sacanear um bando minguado de pessoas que se interessa por esse tipo de filme que é Jane Eyre? É ser muito cretino e ter muito tempo pra perder mesmo… com requintes até de botar arquivo de legenda furados…

  8. Eu adorei o filme. Já assisti a umas 10 versões do livro, incluindo uma peça de teatro em Londres, e essa foi a única que me fez chorar (e olha que já li o livro umas cinco ou seis vezes). Os atores estão esplêndidos; a música, a cenografia, os figurinos e a filmografia beiram a perfeição.

    Fassbender, que apesar de atraente não é o que se chama de “beleza clássica”, é o melhor Rochester de todos, não tem outro que se compare, ele é amargo e irônico, charmoso e deprimido, pena que não aparece mais… E a Mia não decepciona em nenhum momento. A linguagem corporal que ela acrescenta a sua Jane, aliada a sua interpretação intuitiva e a sua juventude, ajudou muito.

    A cena após a *revelação*, uma das coisas mais bem-feitas que já vi, em termos de adaptação livro/filme e de interpretação. Virou favorita na mesma hora.

    O que eles fizeram em duas horas com um livro tão comprido e descritivo foi uma obra de arte (e reparem no uso dos diálogos, alguns “ipsis literis” do livro da Charlotte Brontë). Há sutileza e emoção em todas as atuações (e há tanto tempo Judi Dench não tinha um papel importante, ela que é essa lenda viva mas quase não aparece nos filmes que faz). Jamie Bell está ótimo também, assim como todo o resto do elenco.

    Absolutamente lindo. Espero que passe nos cinemas por aqui.

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  14. Oi ,

    Li seu artigo sobre a readaptação de Jane Eyre para o cinema e digo È Totalemten desnecessário…assisti a adaptação de 2006 da BBC e achei incrivél, tanto a Ruth Wilson quanto Tobey Stevens estavam perfeitos ( por mais bonito que Toby seja pra mim ele captou a alma de Rochester ). Até porque Toby Stevens demonstrava muito sarcasmo, amargura e ironia ( principalmente quando falava com a Jane…enfim a quimica entre TOby e Ruth era perfeita…Agora Mia e Michael deixaram MUIIIIITTOOOOOOO a desejar . Vi que você a elogiu muito mas sinceramente a passionalidade da personagem Jane Eyre morreu com a cara de “morta ” que a Mia fazia o tempo todo…não havia nada ali, se trocassem de figurino aparecia a Alice no Pais da Maravilhas. Pra mim nenhum dos dois ( Michael e Mia) chegaram nem perto da força que seus personagens tem , fiquei desapontada porque vi outros trabalhos de Michael Fassbender e acredito que ele é bom , mas essa Mia….nossa Cade a Jane???? a garota não conseguiu transmitir a passionalidade da personagem…….Olha a Ruth Wilson fez uma Jane Eyre de tirar o folego ….Vi que a edição do filme também foi mal feita ( os personagens aparecem e desaparecem do nada) pra quem não leu fica dificil entender…Desculpe mas como atriz essa adapataçõ de Jane Eyre pro cinema deixou MUUUUIIIIITTTTTOOOO a desejar.

  15. Tô meio atrasada na discussão, mas tá valendo! ^ ^
    Na minha opinião o filme de 2011 é melhor do que a série de 2006 (até parece que é guerra entre os 2). A série embora tenha tido mais tempo para desenvolver a trama ficou ainda muito corrida em certos pontos, sem contar que eu detestei a simplificação ou ‘atualização’ dos diálogos. Também achei a interpretação da Ruth Wilson um pouco demais, a Jane no livro apesar de passional é contida em seus modos, não fica rindo a torto e a direito. Também achei sacrificante criarem uma Adele mais velha, acho que atrapalhou a trama. E não me conformo com a cena em que Jane e Rochester conversam antes de ela fugir, achei simplesmente surreal, sem qualquer vínculo com o livro. No filme de 2011 concordo que o final foi insuficiente, pois quem leu o livro sabe mais o que esperar. Acho que a interpretação de Mia focada no corporal, nas maneiras contidas e na expressão da emoção mais através dos olhos faz mais jus à Jane. Por mais que todos falem de Toby como Rochester, acho a interpretação do Fassbender mais apaixonante, embora o roteiro não tenha mesmo favorecido o entendimento de onde se desenvolveu tanto amor entre Jane e Rochester.
    Se o filme tivesse pelo mais 1 hora de duração (rsrsr) seria perfeito pra mim!

  16. Sou apaixonada por essa versão de 2011!
    Gosto da Ruth como Jane, mas acho que Mia se saiu muito melhor na questão de ‘ser’ a Jane pensante e silenciosa. Lembro que olhava pra Mia e era como se milhares de pensamentos estivessem cruzando a mente dela e tudo se refletia apenas num olhar! Perfeita Jane…
    E quanto ao Fassbender …. afe gente eu perdoei totalmente qualquer erro de roteiro só de olhar pra ele hahahaha

  17. Eu só li o livro e vi a versão de 2006 e estou completamente apaixonada desde então. Procurei no Youtube videos das outras versões e a única que me agradou além da de 2006 foi a de 1983. Nunca as versões serão completamente fieis ao livro, isso é fato. Mas em relação ao Mr. Rochester eu fiquei vidrada no Timothy Dalton e principalmente no Toby Stephens. Fiquei chateada com a série de 2006 na cena em que Mr. Rochester tenta seduzir a Jane (depois do casamento cancelado) beijando ela daquele jeito (claro que eu amei) o problema é que houve uma distorção enorme de uma passagem que demonstra para o leitor toda a paixão dele e toda a firmeza de caráter dela. É o ponto no qual você percebe o quanto ela é forte e boa: ela o perdoa e o ama e mesmo sem ter ninguém no mundo para desonrar ela não faria nada incorreto para ou com ela mesma. A Ruth Wilson de todas que eu vi foi a que demonstrou mais emoção eu gostei da atuação dela e do Toby porque você consegue ler os sentimentos das personagens em suas feições, são incríveis. Vi uns vídeos picados de algumas cenas de 2011 e achei a Mia muito água com sal para Jane, principalmente na cena do pedido de casamento. Outra coisa que gostaria de acrescentar e saber a opinião de vocês: procurando informações sobre o Toby Stephens vi em algumas revistas e entrevistas com ele uma insistência terrível por parte dos entrevistadores e dos meios de comunicação em comparar Mr. Rochester com Mr. Darcy, isso parece uma obsessão, sempre comparar personagens tão distintos frutos de obras, autoras e contextos diferentes, embora marcantes.

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