Sinopse
Policarpo Quaresma é um major cheio de idéias nacionalistas que trabalha como funcionário público no início da República. Ao defender que o tupi se torne a língua nacional, é ridicularizado e depois internado como louco. Quando finalmente é solto, vai morar no campo e resolve transformar seu sítio em sede da reforma agrária. Apóia o marechal Floriano na Revolta da Armada mas é ignorado, acabando preso e fuzilado. Uma sátira impiedosa do Brasil burocrático, atual e reconhecível apesar de referir-se a um momento histórico marcante.
Acabo de me dar conta que eu nunca tive um bom professor de Literatura. De Gramática, sim – Prof. Ivo, Prof. Darcy e Prof. Clara em Olímpia e Prof. Luciano em Marília – mas de Literatura não: era decoreba e interpretação de texto. Estilo, contexto histórico e outras bossas ficavam de fora.
Por um lado essa é mais uma falha que terei de consertar; por outro lado, pelo menos não fui obrigada a ler Triste Fim de Policarpo Quaresma quando tinha doze anos – era bem capaz que eu detestasse. Ao ler hoje, sou capaz de apreciar melhor a história e reconhecer um tio no personagem do Major Quaresma em vez de apenas achar que é um chato de galochas e passar o resto do livro embirrada com ele, xingando a professora que obrigou a classe a ler isso pra prova [e por esta razão não podemos largar a leitura] e pegando ojeriza do autor pelo resto da vida.
Oi, José de Alencar, estou falando de você.
Tio Popó é o Dom Quixote brasileiro: é obcecado por tudo o que é nacional e renega tudo o que vem de fora do país, de palavras a plantas, alimentos, música, literatura, costumes. Ele está a um passo da xenofobia, mas pelo menos não se opõe aos imigrantes que conhece.
Esta era a situação oposta da sociedade à época, abertamente xenofóbica [cf. leitura de Cittá di Roma, DL de fevereiro, e de Shindô Renmei - Terrorismo e repressão - DL de maio] e que adotava usos e costumes europeus, especialmente francees.
Tio Popó é um chato de galochas, tadinho, mas é mais um catalisador para que o autor exponha o ridículo da sociedade e do governo da época entre o fim da monarquia e a Primeira República, aquilo que Lima Barreto chama de “baixa aristocracia”.
Obra em Domínio Público [PDF para download]
Sobre o autor
Mulato, pobre e com um grande talento para escrever. Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro. Perdeu a mãe aos sete anos. O pai era tipógrafo. Com a ajuda do padrinho, Visconde de Ouro Pedro, cursou Ciências e Letras.
Foi funcionário público da Secretaria de Guerra do governo federal. Vítima do preconceito, ele acabou no alcoolismo, morrendo no dia primeiro de novembro de 1922, com 41 anos de idade. [Coleção Folha]
Nota: 5
(de 1 a 5, sendo: 1 – Péssimo; 2 – Ruim; 3 – Regular; 4 – Bom; 5 – Excelente)
Este post faz parte da blogagem coletiva Desafio Literário 2011 [v. lista de livros agendados], tema Clássico da literatura brasileira .
Blog do Desafio Literário
Título: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Autor: Lima Barreto
Coleção: Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros
Editora: Folha de S.Paulo
Ano: 2008
Páginas: 255




House Stark is the most influential and notable power in the North. From their stronghold at Winterfell, the Starks guard the old ways against the dishonourable and fractious houses of the Seven Kingdoms. Their devotion to honour and the old gods wins them few friends in the court of King’s Landing and beyond, but this very same dedication to tradition commands respect from the lords of the North. Those Northmen who bend the knee to Eddard Stark have been hard won with respect, devotion, and justice. His sons show signs that they too will be well-respected and beloved leaders in the North upon ascending to the lordship of this enduring and storied house.