A sexagésima edição do concurso Miss Universo aconteceu pela primeira vez no Brasil e foi organizado pela rede Bandeirantes, que transmite o evento na TV aberta. Esta edição bateu o recorde de países e territórios participantes [89], dos quais dezesseis candidatas passaram para a segunda fase: Portugal pelo voto do público e as outras 15 pelos votos dos juízes das preliminares [BJ Coleman, Francesca Romana Diana, Ana Paula Junqueira, Scott Lazerson, Matheus Mazzafera, Jimmy Nguyen e Lara Spotts]. Foi a primeira vez que o Top15 virou Top16.
Eu comecei a assistir ao vivo quando anunciaram a seleção das dez sobreviventes para a terceira fase, escolhidas pelos juízes de palco [Hélio Castroneves, Connie Chung, Isabeli Fontana, Vivica A. Fox, Adrienne Maloof-Nassif, Lea Salonga, Farouk Shami, Amelia Vega - Miss Universe 2003 e Italo Zanzi] – não, um pouquinho antes, quando anunciaram Miss Simpatia [Montenegro] e Fotogenia [Suécia], e fiquei horrorizada com o “prêmio” que cada uma ganhou: mil dólares. Tá de brincadeira, né? Que mixuruca! Só de inscrição cada participante paga 80 mil!
Desta vez valeu a pena acompanhar a transmissão pela Band por dois motivos: como é a organizadora, o canal exibia imagens de palco que a geradora oficial [NBC] não exibia. Era possível ver o trabalho das chaperonas e ajudantes, a comunicação do evento com o público ["não pode apito"] etc. Outro ponto a favor foi que o canal substituiu a equipe de comentaristas do passado, que não comentava nada, só torcia pela candidata brasileira a ponto de ser rude.

