
... e então sonhei que realmente cheguei a algum lugar na roda. Você acha que estou louco, Doutor? Isso tudo significa alguma coisa?
Eu estava num voo e a comissária de bordo era uma personalidade bloguística conhecida. O avião era um pouquinho diferente – na verdade, o avião era um trem, com os bancos encarando a lateral oposta em vez de voltados para a frente. A comissária me colocou ao lado de uma senhora que viajava com duas crianças, filho e filha. A mulher vestia-se de forma juvenil mas estava acabada, a menina chorava. Comecei a conversar com ela e descobri que era porque o pai tinha ido embora. Falei com ela e a menina parou de chorar [coisas que não repetirei aqui, não vêm ao caso].
O avião-trem parou com um tranco e eu corri para a cabine [ei, era um sonho, lembra?], onde havia três replicantes-fêmeas avariadas. Olhei pela janela e estávamos cercadas por soldados apontando as armas para nós. De repente vi um buraco de espaço-tempo por onde passou um vagonete carregado de mais soldados armados que atiravam no avião-trem.
Esse vagonete transita num corredor que passa ao lado de janelas do espaço-tempo; os soldados apenas atiram para dentro dessas janelas sem saber o que acontece do outro lado, quem estão atacando ou por quê. Digo, o motivo eles até que sabem. O Apocalipse já aconteceu e a raça humana está quase extinta: apenas os homens sobreviveram [cromossomos XY]. As mulheres são Replicantes [igual quinem no livro do Philip K. Dick adaptado no filme Blade Runner, isso mesmo].
A missão dos homens é exterminar todas as mulheres e o Governo criou esse subterfúgio das janelas para que eles apenas passem atirando, assim não veem quem acertam ou mesmo se acertam, ou quem deles acertou o tiro. Isto evita conflitos pescológicos nos humanos. E aí eu acordei.
Interprete como quiser. Eu só sei que vou parar de ler distopias por enquanto.