Pensamentos de Uma Batata Transgênica

Arquivos para 'Experiências Oníricas' Categoria


Morrer outra vez

Escrito por naomi em Abril 20, 2008

Tem uma casa recorrente que não me lembro de ter estado alguma vez na vida exceto nos sonhos.

A cozinha é larga mas curta; duas portas a cortam ao meio, uma de frente pra outra. Uma leva ao quintal e a outra para um corredor. Exceto pela cozinha, a casa está completamente vazia, como se estivesse se preparando para receber a família de mudança.

Parece também meio incompleta, como se a parte da frente ainda estivesse sendo construída na neblina do sonho, feita de material etéreo.

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O Kichute

Escrito por naomi em Dezembro 16, 2005

[Elas estão de volta, iei!]

Um grupo de não-cientistas desenvolve uma substância química que vai tornar a vida de milhões de pessoas muito melhor [ou salvar vidas, não me lembro direito...] que deve ser absorvido pela pele. O modo que eles encontram para isso é um sapato tipo Kichute, feito de borracha de pneu macia e maleável. Nos primeiros testes a substância não faz efeito, mas eles conseguem vender o modelo do calçado que fez muito sucesso. Estão no laboratório tentando descobrir o que deu errado. O laboratório é todo de aço, em formato de cúpula. No centro uma outra cúpula com a abóbada de vidro contém uma espécie de caldeirão: a tal substância borbulha, emitindo uma luz alaranjada sobre todos. Eles se distraem discutindo e ela começa a entrar em ebulição. Leia o resto deste post »

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A guerra

Escrito por naomi em Maio 11, 2005

Estou na granja do meu avô e é noite. De alguma maneira eu sei que ali estão as ruínas secretas de um castelo militar muito importante, construído por um general que decidiu os rumos da Guerra - qual Guerra não sei dizer, mas é alemão, então provavelmente seja a Segunda Guerra Mundial.

Desço até o que antigamente era o paiol de ração; contorno o lugar pela frente, olhando para dentro através dos vidros sujos. Há alguém me seguindo - quando olho para trás são pessoas numa festa ou luau. Há fogueiras por todo lado. Meu objetivo, no entanto, é o castelo que ninguém mais sabe que existe. Continuo a contornar o paiol, com um pouco de medo ao passar pelo lado oposto de onde estão as fogueiras por causa da escuridão. Ao subir vejo um casal de atores famosos descendo em minha direção junto com o Faustão, se preparando para julgar um molho de macarrão com queijo. Não os conheço, mas devem ser famosos - e eu sei que o ator conhece a história do castelo. Seus olhos me dizem isso enquanto passo por eles sem uma palavra.

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O tricô

Escrito por naomi em Setembro 7, 2004

BBC: “Em nossos sonhos, produzimos combinações originais de idéias que podem parecer surreais, mas que, de vez em quando, resultam em uma solução incrivelmente criativa para um problema importante”.

Ufa! Não é caso pra psiquiatra, então.
;o)

Agora só falta descobrir para qual problema o sonho do tricô é a resposta…

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O ataque

Escrito por naomi em Agosto 4, 2004

[Essa aconteceu faz tempo e o roxo já quase sumiu, mas estava sem coragem de contar. Editado, reeditado e treeditado ficou assim:]

Estava viajando para Olímpia - até aí nada de mais esdrúxulo. O caso é que ia por uma estrada que não existe, passando por cidades onde nunca estive antes e que ao mesmo tempo vou sempre nos sonhos. Numa delas sempre paro no mesmo lugar, converso com as mesmas pessoas e de lá sigo para outro local.

Em Olímpia visito meu irmão gêmeo, que mora na mesma casa que morei quando tinha uns 5 anos. São 23h00 e estou atrasada pra pegar o ônibus de volta. Marcos diz que a rodoviária é perto e que dá pra ir correndo.

[Na vida real não é perto, viu? É longe pra dedéu.]

Mais ou menos duas quadras antes de chegar ouvimos uma explosão. Era um Fusca-bomba bem na frente da rodoviária, um Fusca cinza. Há choro e ranger de dentes [uia, sempre quis usar isso!]. Perco o controle e meu salvador ;o) resolve a parada me empurrando pra trás.

Aí bati o dedinho do pé na quina do criado-mudo e acho que trincou…

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A terrorista

Escrito por naomi em Maio 7, 2004

[Hoje lembrei do sonho que tive, mas depois de ler o da Your Soul e o da Marília na República dos Sonhos, achei o meu muito normalzinho...]

Sou uma terrorista perigosa caçada pela Interpol e estou hospedada num hotel de luxo, num quarto que tem a porta alta em folha dupla e com estampa de rosas. Meu braço direito é uma espécie de Arthur Hastings ou John Watson, e assim como Poirot ou Holmes sinto que estou perdendo a paciência com ele.

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O show

Escrito por naomi em Abril 28, 2004

Eu sou dona de um navio enorme - 500m? Um quilômetro de comprimento? Algo realmente grande e pesado. Um homem misterioso contrata o navio para uma viagem perigosa; o que ele havia contratado antes virou numa onda gigantesca, vi tudo pela escoltilha. O céu está escuro, faz frio e venta, mas tudo está bem seco.

A tripulação está descarregando o peso supérfluo para a viagem enquanto eu estou na banca do cais comprando livros e gibis [!!]. Joe Perry, Eddie Van Halen e um amigo passam por trás de mim. O amigo diz que vão fazer uma jam no porão do cais [!!!] e é pra eu ir junto. Largo todas as revistas na banca e sigo os três por corredores cada vez mais escuros e escadas de concreto.

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O banheiro

Escrito por naomi em Abril 19, 2004

Estou numa chácara. A sede é uma casa grande e ainda não acabada, as paredes de tijolo sem reboco e chão de terra batida. Dentro é fresco e escuro. O banheiro fica do lado de fora. O dia é de sol bem claro, sem vento e sem calor. Dia de abril ou maio.
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A escola

Escrito por naomi em Abril 13, 2004

Estava na granja antiga dos meus avós, morava lá. Meus pais convocaram eu e amigo para dizer que iam nos fazer estudar química, porque amigo e eu vamos trabalhar numa farmácia, que há poucas farmácias na cidade - o que leva a crer que era uma outra época porque hoje hão 13 na cidade.

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A Cortina

Escrito por naomi em Fevereiro 25, 2004

Meus avós moravam numa granja [com essa epidemia de gripe do frango estariam tirando uma grana hoje em dia]. Do lado do quarto deles tinha uma despensa que a gente sempre evitou entrar, um medão de assombração que nunca vi. Pois num é que ontem dei de sonhar que minha vó tava trancada lá dentro, olhando pra mim pela porta de vidro [no sonho, que a real era de madeira] e pedindo pra fechar a janela móde a chuva não entrar?

Claro que até em sonho sou cagona e fui chamar minha mãe. Leia o resto deste post »

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O dentista

Escrito por naomi em Outubro 19, 2003

Dos sonhos recorrentes este é o único que acho que sei o que quer dizer.Desco os degraus da saída de professores do Santo Seno, atravesso o quarteirão inteiro enquanto balões voam da parte de trás do muro do colégio e pousam à minha frente, verdes e lilás, até chegar à esquina. Pra direita fica a padaria com o melhor pão doce de goiabada que comi na vida. Em frente o bazar Tambiú, o tipo de bazar que tinha de tudo e não existe mais. E à esquerda, descendo a ladeira, a casa verde.

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Os sapos

Escrito por naomi em Junho 3, 2003

Eram os Sapos Astronautas?

Eu tenho um sonho. Não sou Martin Luther King, mas também sonho. E este em especial é um daqueles recorrentes, que se repetem umas várias vezes na vida. Era noite e estava dormindo — o que deve ser verdade porque realmente eu sonho quando durmo e durmo quando é noite.

Como ia dizendo, era noite e estava dormindo na casa do meu avô, na granja. Do outro lado da parede o lago das carpas — não, meu avô não era rico e não, também não era dono de pesque-pague. Devia ser tradição, quase toda casa de imigrante japonês tinha nem que fosse uma bacia d?água com peixes no jardim. Acordei sem saber o motivo; na cama ao lado meu irmão pergunta: - O que foi isso?

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A máscara

Escrito por naomi em Maio 30, 2003

mask.jpgSonhei que era uma máscara de argila. Nenhum corpo, nenhuma luz: só escuridão e eu, a máscara.

Havia uma mão - provavelmente minha, mesmo eu não tendo corpo - que cobria meu rosto com… pó compacto.

Cor de argila.

Espero que nenhum psiquiatra leia isso.

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Freaky Dreams

Escrito por naomi em Outubro 15, 2001

Para aqueles que se costumam lembrar do que fazem nos sonhos durante a noite (ou durante o dia, quando é o caso) mas que não conseguem compreender porque sonharam com coisas estranhas - como conseguir voar mexendo apenas os olhos, ou que estão a cair num precipício que, lá em baixo, bem no fundinho, tem o mar e que, de repente, se transforma num emaranhado de serpentes - fica a sugestão de um sítio da Net que poderá ser um valioso auxiliar na interpretação desses devaneios. Neste endereço da Web basta escrever (em inglês) a descrição do sonho na caixa para o efeito que aparece na “homepage” e… voilá! Sai uma interpretação instantânea do “sonho esquisito”, sem necessitar de gastar dinheiro em psicanalistas…

Freaky Dreams

Extraído de Webmania [Pt]
por Mulher-Aranha

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O Shampoo

Escrito por naomi em Outubro 5, 2001

Desta vez havia um ser coloidal, verde-transparente e cheiroso, dentro de uma nave espacial [por que naves espaciais são tão recorrentes nos meus sonhos?] bagunçada, empoeirada, barulhenta. Nossa comunicação se dava por telepatia — mesmo porque devia ser meio impossível um diálogo em condições normais com todo aquele zumbido…

Ele dizia que estava dominando o mundo e ninguém percebia. Eu havia de algum modo descoberto isso e ele iria me prender/matar/sumir comigo para que não espalhasse nada [heh!! é o poder de ser colunista do 700km!]. Antes de chegar às vias de fato iria me contar *como* era o processo de submissão completa da humanidade. [Esses seres de outro planeta e sua vaidade, pfff...] Mas enfim, eu era apenas uma prisioneira e curiosa por natureza, então não custava nada ouvir — ou melhor, receber as ondas mentais dele na minha cabeça.

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A Gincana

Escrito por naomi em Setembro 9, 2001

E então era uma gincana competida em dupla, e minha parceira era boa em achar as pistas. Uma tarefa, eu lembro, era dormir com muitos gatinhos* — fácil, fácil. Depois, reviravolta, estava eu mais dois cidadãos na beira de um rio que era pura lama matutando se atravessava ou não. A gente precisava atravessar, era urgente e era perigoso continuar daquele lado. Um homem enorme de grande me sai do tal rio [lamacento e raso, coisa de meio metro mesmo] totalmente NU, a pele muito branca e a barriga muito redonda escorrendo lama e diz que a solução [ou a salvação, não lembro direito] estava na margem esquerda. Um momento de puro Twin Peaks.

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