Experiências Oníricas Esdrúxulas | As Replicantes

... e então sonhei que realmente cheguei a algum lugar na roda. Você acha que estou louco, Doutor? Isso tudo significa alguma coisa?

... e então sonhei que realmente cheguei a algum lugar na roda. Você acha que estou louco, Doutor? Isso tudo significa alguma coisa?

Eu estava num voo e a comissária de bordo era uma personalidade bloguística conhecida. O avião era um pouquinho diferente – na verdade, o avião era um trem, com os bancos encarando a lateral oposta em vez de voltados para a frente. A comissária me colocou ao lado de uma senhora que viajava com duas crianças, filho e filha. A mulher vestia-se de forma juvenil mas estava acabada, a menina chorava. Comecei a conversar com ela e descobri que era porque o pai tinha ido embora. Falei com ela e a menina parou de chorar [coisas que não repetirei aqui, não vêm ao caso].

O avião-trem parou com um tranco e eu corri para a cabine [ei, era um sonho, lembra?], onde havia três replicantes-fêmeas avariadas. Olhei pela janela e estávamos cercadas por soldados apontando as armas para nós. De repente vi um buraco de espaço-tempo por onde passou um vagonete carregado de mais soldados armados que atiravam no avião-trem.

Esse vagonete transita num corredor que passa ao lado de janelas do espaço-tempo; os soldados apenas atiram para dentro dessas janelas sem saber o que acontece do outro lado, quem estão atacando ou por quê. Digo, o motivo eles até que sabem. O Apocalipse já aconteceu e a raça humana está quase extinta: apenas os homens sobreviveram [cromossomos XY]. As mulheres são Replicantes [igual quinem no livro do Philip K. Dick adaptado no filme Blade Runner, isso mesmo].

A missão dos homens é exterminar todas as mulheres e o Governo criou esse subterfúgio das janelas para que eles apenas passem atirando, assim não veem quem acertam ou mesmo se acertam, ou quem deles acertou o tiro. Isto evita conflitos pescológicos nos humanos. E aí eu acordei.

Interprete como quiser. Eu só sei que vou parar de ler distopias por enquanto.

O Palhaço

Estou deitada na areia sob um piso de tábuas, escondida. Tem cinco tiros no meu braço esquerdo, são de calibre .22. Tento permanecer imóvel para não ser descoberta, mas a mancha de sangue escorre para fora e ela me arrasta para a sala de estar.

Ela é uma enfermeira e já assassinou seis casais, eu testemunhei o último. Ninguém percebeu que foram assassinatos, nem o motivo ou quem teria provocado. Ela apenas tocava a campainha e matava, sumindo em seguida.

Ela tocou a campainha dessa casa onde eu estava e vi seu rosto por cima do ombro da minha anfitriã e a reconheci. Achei que não tinha me visto nem reconhecido, pois não olhou pra mim. Me escondi, mas logo ouvi os disparos e o calor no meu braço. Eram cúmplices, as duas.

Estou a caminho da universidade e procuro a entrada do prédio: clássico, pedra e madeira de lei, amplo e vazio. Quatro escadarias, uma em cada canto, nenhuma acessibilidade. Meus aposentos no alojamento são compartilhados com uma garota com quem antipatizo de imediato, mas eu gosto do namorado dela. Uma pequena disputa pra decidir quem fica com qual quarto – são dois, para chegar ao segundo tem de passar pelo quarto da frente.

Fico com o da frente e abro o guada-roupa para arrumar minhas coisas: as roupas do ocupante anterior ainda estavam lá. Continuo abrindo as portas e gavetas, nunca vi tantas calças jeans fora de uma loja. Camisetas do time de futebol, malhas, cobertores e colchas e ah, a roupa de baixo. Mas… mas… teddies e soutiens? Souvenires, talvez?

Veja, tem uma cômoda gaveteiro. Mais jeans, uma manta de cashmere, oh, essa vou pegar pra mim. Gaveta após gaveta, olhe, ele coloca sachês para perfumar as roupas, até que chego à última, na parte de baixo. Está repleta de fotos do rapaz assassinado pela enfemeira. aquele que testemunhei. Estou infiltrada para investigar o crime.

As fotos mostram o rapaz na praia, de sunga, com um anão também de sunga no colo. Ele usa pintura e nariz de palhaço e percebo que isso resolve o caso.

Morrer outra vez

Tem uma casa recorrente que não me lembro de ter estado alguma vez na vida exceto nos sonhos.

A cozinha é larga mas curta; duas portas a cortam ao meio, uma de frente pra outra. Uma leva ao quintal e a outra para um corredor. Exceto pela cozinha, a casa está completamente vazia, como se estivesse se preparando para receber a família de mudança.

Parece também meio incompleta, como se a parte da frente ainda estivesse sendo construída na neblina do sonho, feita de material etéreo.

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O Kichute

[Elas estão de volta, iei!]

Um grupo de não-cientistas desenvolve uma substância química que vai tornar a vida de milhões de pessoas muito melhor [ou salvar vidas, não me lembro direito...] que deve ser absorvido pela pele. O modo que eles encontram para isso é um sapato tipo Kichute, feito de borracha de pneu macia e maleável. Nos primeiros testes a substância não faz efeito, mas eles conseguem vender o modelo do calçado que fez muito sucesso. Estão no laboratório tentando descobrir o que deu errado. O laboratório é todo de aço, em formato de cúpula. No centro uma outra cúpula com a abóbada de vidro contém uma espécie de caldeirão: a tal substância borbulha, emitindo uma luz alaranjada sobre todos. Eles se distraem discutindo e ela começa a entrar em ebulição. Continue lendo

A guerra

Estou na granja do meu avô e é noite. De alguma maneira eu sei que ali estão as ruínas secretas de um castelo militar muito importante, construído por um general que decidiu os rumos da Guerra – qual Guerra não sei dizer, mas é alemão, então provavelmente seja a Segunda Guerra Mundial.

Desço até o que antigamente era o paiol de ração; contorno o lugar pela frente, olhando para dentro através dos vidros sujos. Há alguém me seguindo – quando olho para trás são pessoas numa festa ou luau. Há fogueiras por todo lado. Meu objetivo, no entanto, é o castelo que ninguém mais sabe que existe. Continuo a contornar o paiol, com um pouco de medo ao passar pelo lado oposto de onde estão as fogueiras por causa da escuridão. Ao subir vejo um casal de atores famosos descendo em minha direção junto com o Faustão, se preparando para julgar um molho de macarrão com queijo. Não os conheço, mas devem ser famosos – e eu sei que o ator conhece a história do castelo. Seus olhos me dizem isso enquanto passo por eles sem uma palavra.

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O tricô

BBC: “Em nossos sonhos, produzimos combinações originais de idéias que podem parecer surreais, mas que, de vez em quando, resultam em uma solução incrivelmente criativa para um problema importante”.

Ufa! Não é caso pra psiquiatra, então.
;o)

Agora só falta descobrir para qual problema o sonho do tricô é a resposta…

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O ataque

[Essa aconteceu faz tempo e o roxo já quase sumiu, mas estava sem coragem de contar. Editado, reeditado e treeditado ficou assim:]

Estava viajando para Olímpia - até aí nada de mais esdrúxulo. O caso é que ia por uma estrada que não existe, passando por cidades onde nunca estive antes e que ao mesmo tempo vou sempre nos sonhos. Numa delas sempre paro no mesmo lugar, converso com as mesmas pessoas e de lá sigo para outro local.

Em Olímpia visito meu irmão gêmeo, que mora na mesma casa que morei quando tinha uns 5 anos. São 23h00 e estou atrasada pra pegar o ônibus de volta. Marcos diz que a rodoviária é perto e que dá pra ir correndo.

[Na vida real não é perto, viu? É longe pra dedéu.]

Mais ou menos duas quadras antes de chegar ouvimos uma explosão. Era um Fusca-bomba bem na frente da rodoviária, um Fusca cinza. Há choro e ranger de dentes [uia, sempre quis usar isso!]. Perco o controle e meu salvador ;o) resolve a parada me empurrando pra trás.

Aí bati o dedinho do pé na quina do criado-mudo e acho que trincou…

A terrorista

[Hoje lembrei do sonho que tive, mas depois de ler o da Your Soul e o da Marília na República dos Sonhos, achei o meu muito normalzinho...]

Sou uma terrorista perigosa caçada pela Interpol e estou hospedada num hotel de luxo, num quarto que tem a porta alta em folha dupla e com estampa de rosas. Meu braço direito é uma espécie de Arthur Hastings ou John Watson, e assim como Poirot ou Holmes sinto que estou perdendo a paciência com ele.

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O show

Eu sou dona de um navio enorme – 500m? Um quilômetro de comprimento? Algo realmente grande e pesado. Um homem misterioso contrata o navio para uma viagem perigosa; o que ele havia contratado antes virou numa onda gigantesca, vi tudo pela escoltilha. O céu está escuro, faz frio e venta, mas tudo está bem seco.

A tripulação está descarregando o peso supérfluo para a viagem enquanto eu estou na banca do cais comprando livros e gibis [!!]. Joe Perry, Eddie Van Halen e um amigo passam por trás de mim. O amigo diz que vão fazer uma jam no porão do cais [!!!] e é pra eu ir junto. Largo todas as revistas na banca e sigo os três por corredores cada vez mais escuros e escadas de concreto.

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