Ajuda dos universitários | Ritos fúnebres alimentares em diferentes culturas

Este é o meu tópico de interesse, atualmente: como cada cultura trata os ritos fúnebres, mas especificamente por parte dos que estão vivos. Me interessa mais o que se serve no serviço fúnebre para aqueles que foram despedir-se do morto do que a comida colocada no túmulo do morto.

Por exemplo, eu não sabia que o primeiro alimento servido no funeral judaico é o ovo cozido; ou que deve evitar-se refeições de sete pratos na China se não for um velório; etc. No Brasil sei que é costume “beber o morto”, e sei que espetar o hashi na tigela de arroz só é aceitável em situação de luto.

Se você souber de sites que expliquem outros rituais alimentares em velórios e funerais me indique nos comentários, por favor?

[E em um livro da Agatha Christie ela disse que o rosbife é a carne dos funerais.]

The King’s Speech / O Discurso do Rei e O Verdadeiro Discurso do Rei

Finalmente assisti ao filme vencedor do Oscar deste ano, mas antes de comentar o filme e o documentário O Verdadeiro Discurso do Rei deixa eu rever um pouco do contexto histórico [ai que chique!].

George 3º sofria de uma doença – possivelmente porfiria – que o deixou louco. Seu filho George tornou-se Príncipe Regente [v. As Loucuras do Rei George / The Madness of King George, 1994 - faço de tudo pra incluir esse filme quando falo da monarquia britânica!]. Quando Prinny recebeu a coroa após o falecimento do Rei Louco assumiu o título de George 4º e morreu sem gerar um herdeiro, passando o trono para o irmão William 4º, que se tornou mais conhecido por ser o predecessor da Rainha Victoria [v. A Jovem Rainha Vitória / The Young Victoria, 2009].

O filho mais velho de Victoria e Albert sucedeu à mãe [Edward 7º], que deixou o segundo filho como herdeiro da monarquia porque o mais velho faleceu antes do pai. Coroado em 1911,  George 5º foi quem alterou o nome da família de Saxe-Coburg para Windsor, por causa do sentimento anti-germânico que surgiu na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Foi durante seu reinado que nasceram os movimentos de libertação da Índia, de republicanos na Irlanda, o socialismo e o fascismo na Europa.

Albert Frederick Arthur George era o segundo filho de George 5º, irmão mais novo do que Edward 17 meses. Pobre Bertie já nasceu no dia errado, no aniversário de morte do avô. Para evitar que Vovó Victoria antipatizasse com a criança, o pai sugeriu batizá-lo com o nome de Albert. Mesmo com a bênção real Bertie ainda tinha problemas familiares: um pai rígido e um irmão bullying. Junte esses fatores com uma governanta sádica e temos uma criança que começa a gaguejar.

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The Young Victoria / A Jovem Rainha Vitória

A Rainha Vitória foi a monarca que reinou mais tempo na Inglaterra, e a monarca mulher que reinou mais tempo no mundo inteiro. Durante seu reinado o Império Britânico expandiu-se a ponto de se dizer que o Sol nunca se punha em seu território. Foi uma época de grande evolução dos direitos sociais e dos trabalhadores, de florescimento das artes e de um código de conduta moral que perdurou por gerações após a sua morte.

Tudo isso a gente sabe [ou deveria saber], se teve um professor médio de História e/ou tem o hábito de ler romances de época. Nesse último caso geralmente se sabe também que o casamento de Vitória com o Príncipe Consorte Albert foi marcado pelo profundo afeto, que ela ficou tão abalada pela morte dele que usou luto pelo resto da vida. A imagem mais evocada é dela com trajes negros, a miniatura de coroa e o véu branco da viuvez.

Emily Blunt

O filme A Jovem Rainha Vitória aborda uma fase mais remota da vida da então Princesa Herdeira. Antes de comentar o filme em si, vejamos um pouco do histórico. Você se lembra do filme As Loucuras do Rei George [The Madness of King George, Inglaterra/1994]? George 3º, o louco, era pai do pai de Vitória – seu avô, portanto. O Príncipe Regente, também chamado George [apelido Prinny], era o irmão mais velho do pai de Vitória e reinou durante a fase final da doença do pai dele. Os livros de Jane Austen foram escritos entre os reinados dos George 3º e 4º com a Regência no meio.

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Super Bowl XLV | Black Eyed Peas: Pump It [& Misirlou]

A banda Black Eyed Peas confirmou que se apresentará no show do intervalo do próximo Super Bowl naquele estádio bilionário do Dallas Cowboys, no dia 6 de fevereiro de 2011. Eu aposto que na playlist terá uma música do novo álbum que saiu dias atrás [The Beginning] e I Gotta Feelin’. Dez centavos. Tudo bem, I Gotta Feelin’ tem tudo a ver com o clima do evento, mas gostaria que incluíssem Pump It [Monkey Business, 2006] também [problema é que ficaria ficaria quase um revival da abertura da Copa da África 2010 - v. no Youtube].

A lista dos artistas que se apresentaram no halftime show dos 44 Super Bowls.

Primeiro porque will.i.am disse que teve a ideia da música quando esteve no Brasil e comprou um CD-compilação com a gravação do Dick Dale; segundo porque meio que tem a ver com futebol [soccer, mas vá lá] e com esporte de modo geral: a canção original foi uma das apresentadas nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 [caminhos tortuosos de pensamento: I has it].

E a canção original [Misirlou] tem história, viu. Ninguém sabe quem é seu autor, apenas quem foi o primeiro artista a gravá-la [Michalis Patrinos, 1927] e a letra fala sobre o amor de um grego por uma garota muçulmana egípcia, algo que não era muito politicamente e religiosamente fácil naquela época:

“Minha MISIRLOU, a doçura de teus olhos acendeu uma chama no meu coração; Oh, meu amor, Oh, minha noite, teus lábios gotejam mel; Oh MISIRLOU, mágica, exótica beleza enlouquecido de amor, não suporto mais, vou roubar-te da terra árabe; Minha MISIRLOU de olhos negros, teu beijo mudou minha vida; Ah, amada, um pequeno beijo de teus lábios tão doces.” [Whiplash]

“Misirlou” vem do turco e significa “garota egípcia”. Dick Dale, inventor da surf music, tinha um tio libanês que tocava essa música e ele acabou adaptando-a, sem letra, para o ritmo dos anos 1960. É essa versão que Quentin Tarantino usou na abertura do filme Pulp Fiction – Tempo de Violência; Luc Besson usou em Taxi; a Pepsi num comercial; etc.

Uma versão em íidiche é cantada em casamentos judeus, tem versão em jazz, para dança do ventre, a capella… acho que ainda não fizeram versão sertanejo universitário e axé, mas nunca se sabe.

Incluí alguns vídeos neste post: Pump It do BEP [letra ao final], uma gravação que é o mais perto do original grego, a versão do Dick Dale, a apresentação na Olimpíada, Pulp Fiction [só o áudio] e Taxi, além do link pro comercial da Pepsi.

Manda ver!

Pump It – Black Eyed Peas


Link http://www.dailymotion.com/video/x2psfu_black-eyed-peas-pump-it_music

Misirlou – [o mais próximo do] original
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Feliz equinócio de primavera!

Lembra que Titia Batata explicou os solstícios de inverno e de verão, que é quando o eixo da Terra se inclina e deixa um dos hemisférios com mais ou menos exposição ao Sol?

Apois.

O equinócio ocorre no meio do caminho, quando o eixo da Terra alinha-se em relação ao Sol e os dois hemisférios recebem cotas iguais de luz e calor. Neste dia o intervalo entre o nascer e o pôr do sol é igual ao intervalo entre o pôr e o nascer do sol [equi = igual; nox = noite].

V. explicação técnica no site da USP São Carlos.

No hemisfério sul, o equinócio da primavera varia entre os dias 22 e 23 de setembro: em 2010 cai no dia 23 às 03h09 UTC, ou 0h09 de Brasília. Na mitologia celta corresponde ao festival de Ostara ou Eostre, que depois foi adaptado para a Páscoa no hemisfério norte.

Sabe o que isso significa, num sabe? Se é páscoa, é chocolate!

Hino Nacional Brasileiro em vários ritmos

O vídeo abaixo foi criado pelo SEBRAE [Serviço de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário], é o máximo que consegui descobrir numa busca rápida pelo Google – eu agradeço se alguém souber de mais detalhes e quiser compartilhar nos comentários. :)

A ideia é simples e genial: o Hino Nacional Brasileiro executado em ritmos regionais com o acompanhamento de danças folclóricas. Do nordeste tem a capoeira; do centro-oeste a catira [ou cateretê]; do norte o bumba-meu-boi; do sul eu aaacho que é a Cana Verde; depois o nordeste de novo com Maracatu, se não me engano; e do sudeste o samba-enredo.


Link http://www.youtube.com/watch?v=0_qcSl-z8OM

Esta outra versão do Hino Nacional Brasileiro com ritmos regionais é da HSM Management: o mesmo conceito, mas apenas instrumental.


Link http://www.youtube.com/watch?v=d9qRNTcaM4M

E esta versão é da Petrobras. Mesmo conceito, mas mais… institucional. For export.


Link http://www.youtube.com/watch?v=VkQCvcR56AY

Agora, cê sabe que eu gosto muito de música percussiva, portanto minha preferida é essa batucada do grupo Casa de Farinha:


Link http://www.youtube.com/watch?v=jkxqmfgvBsM

Achei bem interessante essa informação encontrada no link acima: a execução do Hino Nacional era proibida fora de eventos oficiais e fora do padrão oficial durante a ditadura militar. Eu me lembro que quando era criança não tinha nada com a bandeira do Brasil, também, nada exceto a bandeira em si. Não se usava estilizada como a gente vê hoje em época de Copa do Mundo. :P Era considerado desrespeito aos símbolos pátrios [além do Hino e da Bandeira, outros símbolos pátrios são as Armas e o Selo].

Penso que isso explica a importância da versão lamurienta da Fafá de Belém na campanha pelas eleições diretas – embora eu não goste daquela execução [acho chorona demais], entendo que foi um sinal de que as coisas iam mudar. E sim, eu fui criança e adolescente durante a ditadura, velha é a sua avó, muito obrigada.

Mas hoje em dia a pessoa acessa o Youtube e digita Hino + Brasil + o ritmo de sua preferência e é bem capaz que o encontre lá, inda bem. Isso não é desrespeito, é liberdade de expressão.