Crédito de ICMS da Nota Fiscal Paulista pode beneficiar entidades assistenciais

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As entidades paulistas de assistência social sem fins lucrativos já podem receber a doação de documentos fiscais de consumidores que não quiserem informar o CPF na nota e aproveitar os créditos do programa Nota Fiscal Paulista (NFP). Para isso, o consumidor que quiser fazer a doação deve pedir a nota sem o CPF e encaminhá-la para a entidade que quiser beneficiar. Ou então, ele próprio pode cadastrá-la no sistema da NFP em favor da instituição. Elas também poderão participar dos sorteios, concorrendo com os bilhetes gerados por suas próprias compras e pelas notas doadas. [Portal do Governo do Estado de São Paulo]

Lady Murphy trabalha assim: dois dias depois de jogar no lixo todos os cupons fiscais de supermercado, notinhas de loja e etc., descubro que poderia ter depositado numa urna para serem doados a uma entidade assistencial. A urna que esse comerciante deixa lá na farmácia recebe cupons e notas fiscais sem o CPF ou o CNPJ de quem comprou.

Trinta por cento do ICMS cobrado desses cupons e NFs volta para o consumidor se ele cadastrar o CPF/CNPJ lá no site da Receita estadual [eu tenho exatos R$ 8,25 de crédito...] OU pode ser doado para entidades sociais e de saúde, sem fins lucrativos, se não constar CPF/CNPJ.

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Programa Troca de Óleo

Um grupo formado pela Associação Paulista de Supermercados, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo vai encampar um programa que recolherá o óleo de cozinha usado em troca de uma garrafa de óleo virgem nos supermercados:

Durante o programa os consumidores poderão trocar quatro litros de óleo usado por uma garrafa pet de 900 ml de óleo de soja novo e um funil para facilitar o envazamento. [Jornal da Manhã, 02/08/09]

Eu achei bem legal. Já comentei antes que em Pedra Lascada o caminhão da coleta seletiva recolhe o óleo de fritura mas a adesão é pouca. Quem sabe esse incentivo mude a mentalidade das pessoas…

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Dicas de Reciclagem e Consumo Consciente no blog Rato de Biblioteca, da Cristine Martin.

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Ajuda dos universitários

Nestes últimos meses venho fazendo resumo e interpretação de textos para uma universitária que pegou DP em duas matérias, da mesma professora. Esta é a segunda faculdade que ela faz, mas enfrenta dificuldade na compreensão dos textos dados nas aulas – jogados sem explicação, na verdade.

Eu entendo a dificuldade dela porque são textos cacetes de ler – não são difíceis, e sim chatos até a morte, pedantes, em linguagem acadêmica e com inversão na ordem das frases. Minha função é traduzir aquilo em “linguagem de gente”, como ela diz. Mesmo assim, ela continuou com dificuldade pra entender as ideias centrais e objetivos do texto, então além do resumo interpretativo eu passei a dar aula oral. Ela começou a compreender a matéria, mas aí surgiu um efeito que eu não havia previsto: ela não entendia o enunciado nas provas.

A partir de um determinado ponto, percebi que todos os textos apresentados pela fessorinha levavam pelo mesmo caminho: a exclusão social é culpa do governo neoliberal, só o Estado de esquerda se preocupa com o social, a cidadania tem que ser dada pelo Estado e coisas nessa linha neopopulista.

Expliquei isso à moça e sugeri que elaborasse as respostas tendo a posição política da profa em mente, usando isso a seu favor mesmo que ela não concordasse com nada – e ela é profissional do serviço público de saúde, conhece esse negócio de exclusão social na prática.

A última prova foi há 3 semanas e ontem ela me ligou para contar o que aconteceu: não entendeu nenhuma pergunta, mas respondeu qualquer coisa usando a minha dica e fechou a nota.

É, é a mesma profa desse post aqui, só mudou a aluna.

Auxílio-moradia, três versões

Na Alemanha, o salário bruto de um deputado é de €7.668 [aproximadamente 21 mil reais no câmbio de hoje], mais €3.868 para despesas relacionadas à atividade parlamentar, sem necessidade de prestação de contas [R$10.500,00]. O salário dos assessores é pago pela administração parlamentar [€14.712 ou R$40mil]. Os gastos com as viagens até a região eleitoral e com a moradia em Berlim também correm por conta da administração. Esses valores altos, mesmo para a realidade européia, têm por objetivo diminuir as tentações do cargo. Mesmo assim…

Em 2002, tornou-se público que alguns parlamentares estavam fazendo uso privado de “milhas” de vôos oficiais feitos pela Lufthansa. Gregor Gysi, atualmente do partido A Esquerda, renunciou ao cargo de secretário de Economia de Berlim, enquanto o verde Cem Özdemir desistiu de seu mandato parlamentar. [Deutsche Welle, 09/06/09]

Na Inglaterra, entre salário e benefícios, um deputado recebe pouco mais de 31,2 mil dólares por mês [R$60.670,00 no câmbio de hoje], e a gente tá vendo as denúncias pipocando e derrubando políticos por lá.

Entre as denúncias estão a de parlamentares que usaram o auxílio-moradia para reformar a própria casa, pagar prestações de imóveis e cobrir gastos com jardineiro. Algumas dessas despesas foram feitas em residências que não são ocupadas pelos legisladores. [Estadão, 12/05/09]

Por isso fico meio ressabiada quando dizem que a solução pra corrupção no Brasil é pagar mais aos políticos. Embora uma análise antiga do Carlos Alberto Sardenberg [G1, 06/06/07] compare os ganhos dos políticos brasileiros com os dos britânicos – com vantagem para os brasileiros – ele apresenta o valor total, quando a questão que desperta a fúria popular são os valores adicionais, os auxílios, vales e benefícios extras.

Ou, como diz o Hélio Schwartsman, trata-se de uma questão de âncora moral.

Não estou, evidentemente, sugerindo que basta pôr três ou quatro políticos na cadeia para resolver todos os nossos problemas. Ao que tudo indica, porém, o grau de tolerância de um povo para com as estrepolias de seus políticos é em alguma medida determinado por essa âncora moral, que tem mais a ver com nossos hábitos e atitudes do que com caprichos cegos do destino. [Pensata, 28/05/09]

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Pagamento de Políticos na Europa, Coluna do blog da Lucia

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Congresso Em Foco

[Livro] A Vida Secreta das Abelhas

Capa nº 1

Capa nº 1

A primeira vez que ouvi falar de A Vida Secreta das Abelhas foi numa notícia a respeito do filme independente indicado a premiações deste ano como o People’s e o Critic’s Choice. Ou um pouco antes, talvez, porque tento acompanhar a carreira da Dakota Fanning e da Queen Latifah, as duas atrizes principais, mas nem sabia que se tratava da adaptação de um livro.

A inguinorânça que astravanca os pogresso!

Há pouco tempo vi o livro num saldão e o comprei sem muita expectativa – OK, para ser bem honesta, foi para completar o valor mínimo e conseguir o frete grátis mesmo, heh – e no fim foi o que gostei mais do pacote.

A autora Sue Monk Kidd disse que a história de Lily Owens é autobiográfica em parte. A história se passa no início dos anos 60, numa região dos EUA afetada pelo racismo e pela intolerância de raça, de classe e de religião. Lily é uma menina branca de 14 anos, órfã de mãe e maltratada pelo pai, que foge de casa para salvar Rosaleen, a mulher negra que toma conta dela desde que a mãe de Lily morreu num acidente com um revólver. As duas acabam se refugiando na propriedade de três irmãs negras que vivem da apicultura.

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Burrocracia

Sou uma pessoa resmungona que gosta das coisas simples, limpas e práticas.

Recebi páginas e páginas com o inventário manuscrito do estoque e um pedido para digitar e devolver impresso, que a pessoa ia  encaminhar para o escritório de contabilidade.

Ora, por que tanto desvio? Posso enviar por email diretamente pro escritório, é muito mais rápido e simples, não é?

Ligo para pedir o endereço de e-mail e a cidadã tem de consultar o superior responsável, que não aceita e exige que o inventário seja entregue em papel. Lá, vão ter que digitar tudo de novo e eu quero mais é que se lasquem. Da próxima vez vai no manuscrito mesmo.

Povo irritante.

Por falar em povo irritante, preenchi o formulário do Procon-SP para bloquear chamadas de telemarketing nos celulares e no telefone fixo de casa.

Não quero cartão de crédito nem assinar revista nem trocar de provedor, brigada.

Vida boa

Dos nove vereadores de Pedra Lascada, apenas um foi reeleito. Todos os outros oito conseguiram vaga com o discursinho de “Pedra Lascada tem que mudar”.

Uma das primeiras propostas desse grupo foi a criação de um recesso parlamentar de 30 dias em julho, além dos 45 dias entre dezembro e janeiro.

Um pode dizer que “ah, mas eles podem ser convocados para trabalhar durante o recesso, também não é assim.”

É assim, sim, porque convocação durante o recesso paga adicionais ao salário.

A ONG Pedra Lascada Transparente questionou o projeto de lei e, depois da repercussão negativa na cidade, o autor retirou da pauta – para apresentar de novo agora em março.

Mudar nem sempre é sinônimo de melhorar.

Não, o candidato em quem votei não foi eleito e sim, o presidente municipal do PT continua fazendo oposição à ONG.

Corações sujos

Eu sou uma pessoa de cabeça fraca e sem força de vontade, admito. Não resisti à sessão dupla dos 50 filmes no TCM e continuei a assistir depois que o primeiro acabou, todo dia [exceto ontem, mas apenas mudei de canal pra acompanhar o futebol americano, então ficou do mesmo tamanho]. Agora güenta esse sono que não passa.

Ah, atualizo o post dos filmes todo dia, depois de assistir.

Em compensação, ontem entreguei o que provavelmente foram as duas últimas análises críticas do ano. Liberdade!

Por coincidência, a última foi a que mais gostei de fazer – não só porque era a última, mas pelo tema: fisiologismo político. O livro é uma reunião de artigos publicados entre 1982 e 1987 pelo Professor José Arapiraca, abordando os efeitos desta prática na educação.

O legal é que dá pra extrapolar tudo pra nossa realidade regional contemporânea quase como se fosse um gabarito e perceber que são as mesmas coisas com nomes diferentes. Digo, não legal no sentido de que usar a res publica em proveito próprio seja bom, ou de saber que isso ainda acontece e em qualquer lugar seja bom, mas no sentido de interessante – palavra que perdeu sua força e passou a significar “não dou a mínima” depois de House.

Me ajudou a entender, por exemplo, por que me incomodou a última ação do prefeito de uma pequena cidade do interior de SP, próxima a Marília, antes de deixar o cargo [dar o nome do pai a uma obra pública] ou o fato de que dois antigos diretores de escola envolvidos na perseguição cultural contra as crianças japonesas no pós-Guerra [citados até no Corações Sujos, do Fernando Morais] batizam duas ruas em Pedra Lascada – e, pior, duas ruas perto de onde eu moro, humpf.

Ímpios.

Aliás, agora bateu curiosidade de saber que apito tocava a pessoa que batiza a rua nonde moro. Provavelmente era alguém de “família tradicional” da cidade, já que o Google não retornou nada.

[O povo gosta muito de "família tradicional da cidade" por aqui. Pode-se dizer que Pedra Lascada tem um fumo oligarquista no sangue.]

Embaixadores da Boa Vontade

Estava a ler a notícia de que a ONU nomeou a atriz Charlize Theron Mensageira da Paz e bateu uma curiosidade, já que vira e mexe aparece um nome novo – embora com o título de Embaixador da Boa Vontade, mais freqüentemente.

Os mensageiros da paz são celebridades principalmente do cinema, da música, da literatura e do esporte que se encarregam de promover as atividades e ideais da ONU por meio de aparições públicas e contatos com a mídia. [Folha]

Paulo Coelho é o representante brasileiro na lista de atuais Mensageiros, junto com George Clooney, Michael Douglas, Yo-Yo Ma, Jane Goodall, Daniel Barenboim, Midori Goto, Elie Wiesel e a Princesa Haya, da Jordânia. A missão do escritor é promover o diálogo intercultural e o foco nas necessidades das crianças ao redor do mundo; a da Charlize é chamar a atenção para a violência doméstica [por causa da história da mãe, eu imagino...].

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