As 15 Maiores Fortunas da Ficção 2010

Carlisle Culle (Peter Facinelli)

Carlisle Cullen (Peter Facinelli)

A revista Forbes, especializada em negócios e finanças, publicou nesta semana a sua lista anual dos quinze personagens de ficção mais ricos do mundo. Com a recessão e a inflação, alguns nomes caíram ou saíram do ranking, enquanto outros conseguiram retornar ou entrar pela primeira vez.

“Para se qualificar para estar na lista, requer-se que o candidato deve ser uma criação fictícia que tenha um autor, o que exclui personagens mitológicos e folclóricos. Devem estrelar uma obra ou série de obras narrativas específicas. E devem ser conhecidos, tanto em seu universo ficcional quanto pela audiência, por serem ricos. [..] Nós nos reservamos o direito de torcer ou quebrar nossas próprias regras – então, sim, nós sabemos que o Tio Sam e a Fada dos Dentes são folclóricos.” [tradução livre]

Quem quer casar com um bilionário escolha aqui:

1º Carlisle Cullen [saga Crepúsculo]: US$ 34,1 bilhões
Fonte de sua fortuna: investimento em ações de longo prazo, graças à capacidade precognitiva da filha Alice. Além disso, faz 340 anos que sua família não tem gastos com alimentação e planos de saúde.

2º Tio Patinhas: US$ 33,5 bilhões
Fonte de sua fortuna: mineração e caça ao tesouro. E sovinice.

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Momento obsessivo-compulsivo: sacolas plásticas

PegaPet: alça de papel kraft da 1900 Pizzeria

PegaPet: alça de papel kraft da 1900 Pizzeria

A rede de pizzarias paulitana 1900 esá a abandonar o uso de sacolas plásticas nas entregas. Em 2008 eles adotaram essa solução simples, barata e genial para carregar garrafas de água, suco ou refrigerante: uma alça feita de papel kraft  que se adapta a qualquer garrafa. As sacolas de papel não são ideais para essas garrafas porque a condensação de água provocada pela bebida gelada pode rasgar o papel, mas para a entrega de outros produtos a empresa já está a substituir as de plástico também, desde o ano passado.

Anturdia vi uma reportagem sobre um supermercado carioca que começou a trabalhar com sacolas plásticas mais reforçadas para evitar ter que colocar uma dentro da outra [uso dobrado] e com informações em letras enormes para evitar o abuso. Mesmo assim, a repórter flagrou uma mulher colocando sua comprinha em duas sacolas. A mulher disse que colocar uma dentro da outra é mais confortável pra carregar. Quando a repórter perguntou “e o meio-ambiente?” a mulher fez uma cara de “f*da-se o meio-ambiente” que tive vontade de socar-lhe a fuça.

[Mas as palavras que lhe saíram da boca foram "fazer o quê, né?"]

Comé aquele ditado mesmo? Quem quer fazer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa.

Na mesma matéria, a repórter encontrou uma senhora toda chique. Na mão direita, uma sacola plástica daquelas reforçadas; na mão esquerda uma ecobag de algodão estampada “I [coração] the [Terra]“, ambas lotadas de compras. É isso o que a outra não entendeu: se todos fizessem uso consciente, não precisaria chegar ao cúmulo de ter de proibir.

[A dica sobre a PegaPet eu roubei da Simone Miletic.]

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Interrompemos nossa programação normal…

Quem acompanha este blogue há algum tempo deve ter percebido que evito comentar catástrofes, desastres, infortúnios e mesmo alguns desencantos. Em parte porque a proposta deste espaço é divertir e em parte porque acho que a exposição contínua apenas às durezas da vida embrutece o cerumano enquanto gente.

Só que tem horas que a coisa urge.

Advertência: a partir deste ponto o tema é chato. Se preferir, retorne amanhã, quando publicarei as Domingueiras antecipadas por conta do SAG Awards.

Se prefere continuar lendo, clicaí no “Leia o resto deste post.”

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Crédito de ICMS da Nota Fiscal Paulista pode beneficiar entidades assistenciais

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As entidades paulistas de assistência social sem fins lucrativos já podem receber a doação de documentos fiscais de consumidores que não quiserem informar o CPF na nota e aproveitar os créditos do programa Nota Fiscal Paulista (NFP). Para isso, o consumidor que quiser fazer a doação deve pedir a nota sem o CPF e encaminhá-la para a entidade que quiser beneficiar. Ou então, ele próprio pode cadastrá-la no sistema da NFP em favor da instituição. Elas também poderão participar dos sorteios, concorrendo com os bilhetes gerados por suas próprias compras e pelas notas doadas. [Portal do Governo do Estado de São Paulo]

Lady Murphy trabalha assim: dois dias depois de jogar no lixo todos os cupons fiscais de supermercado, notinhas de loja e etc., descubro que poderia ter depositado numa urna para serem doados a uma entidade assistencial. A urna que esse comerciante deixa lá na farmácia recebe cupons e notas fiscais sem o CPF ou o CNPJ de quem comprou.

Trinta por cento do ICMS cobrado desses cupons e NFs volta para o consumidor se ele cadastrar o CPF/CNPJ lá no site da Receita estadual [eu tenho exatos R$ 8,25 de crédito...] OU pode ser doado para entidades sociais e de saúde, sem fins lucrativos, se não constar CPF/CNPJ.

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Programa Troca de Óleo

Um grupo formado pela Associação Paulista de Supermercados, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo vai encampar um programa que recolherá o óleo de cozinha usado em troca de uma garrafa de óleo virgem nos supermercados:

Durante o programa os consumidores poderão trocar quatro litros de óleo usado por uma garrafa pet de 900 ml de óleo de soja novo e um funil para facilitar o envazamento. [Jornal da Manhã, 02/08/09]

Eu achei bem legal. Já comentei antes que em Pedra Lascada o caminhão da coleta seletiva recolhe o óleo de fritura mas a adesão é pouca. Quem sabe esse incentivo mude a mentalidade das pessoas…

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Dicas de Reciclagem e Consumo Consciente no blog Rato de Biblioteca, da Cristine Martin.

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Ajuda dos universitários

Nestes últimos meses venho fazendo resumo e interpretação de textos para uma universitária que pegou DP em duas matérias, da mesma professora. Esta é a segunda faculdade que ela faz, mas enfrenta dificuldade na compreensão dos textos dados nas aulas – jogados sem explicação, na verdade.

Eu entendo a dificuldade dela porque são textos cacetes de ler – não são difíceis, e sim chatos até a morte, pedantes, em linguagem acadêmica e com inversão na ordem das frases. Minha função é traduzir aquilo em “linguagem de gente”, como ela diz. Mesmo assim, ela continuou com dificuldade pra entender as ideias centrais e objetivos do texto, então além do resumo interpretativo eu passei a dar aula oral. Ela começou a compreender a matéria, mas aí surgiu um efeito que eu não havia previsto: ela não entendia o enunciado nas provas.

A partir de um determinado ponto, percebi que todos os textos apresentados pela fessorinha levavam pelo mesmo caminho: a exclusão social é culpa do governo neoliberal, só o Estado de esquerda se preocupa com o social, a cidadania tem que ser dada pelo Estado e coisas nessa linha neopopulista.

Expliquei isso à moça e sugeri que elaborasse as respostas tendo a posição política da profa em mente, usando isso a seu favor mesmo que ela não concordasse com nada – e ela é profissional do serviço público de saúde, conhece esse negócio de exclusão social na prática.

A última prova foi há 3 semanas e ontem ela me ligou para contar o que aconteceu: não entendeu nenhuma pergunta, mas respondeu qualquer coisa usando a minha dica e fechou a nota.

É, é a mesma profa desse post aqui, só mudou a aluna.

Auxílio-moradia, três versões

Na Alemanha, o salário bruto de um deputado é de €7.668 [aproximadamente 21 mil reais no câmbio de hoje], mais €3.868 para despesas relacionadas à atividade parlamentar, sem necessidade de prestação de contas [R$10.500,00]. O salário dos assessores é pago pela administração parlamentar [€14.712 ou R$40mil]. Os gastos com as viagens até a região eleitoral e com a moradia em Berlim também correm por conta da administração. Esses valores altos, mesmo para a realidade européia, têm por objetivo diminuir as tentações do cargo. Mesmo assim…

Em 2002, tornou-se público que alguns parlamentares estavam fazendo uso privado de “milhas” de vôos oficiais feitos pela Lufthansa. Gregor Gysi, atualmente do partido A Esquerda, renunciou ao cargo de secretário de Economia de Berlim, enquanto o verde Cem Özdemir desistiu de seu mandato parlamentar. [Deutsche Welle, 09/06/09]

Na Inglaterra, entre salário e benefícios, um deputado recebe pouco mais de 31,2 mil dólares por mês [R$60.670,00 no câmbio de hoje], e a gente tá vendo as denúncias pipocando e derrubando políticos por lá.

Entre as denúncias estão a de parlamentares que usaram o auxílio-moradia para reformar a própria casa, pagar prestações de imóveis e cobrir gastos com jardineiro. Algumas dessas despesas foram feitas em residências que não são ocupadas pelos legisladores. [Estadão, 12/05/09]

Por isso fico meio ressabiada quando dizem que a solução pra corrupção no Brasil é pagar mais aos políticos. Embora uma análise antiga do Carlos Alberto Sardenberg [G1, 06/06/07] compare os ganhos dos políticos brasileiros com os dos britânicos – com vantagem para os brasileiros – ele apresenta o valor total, quando a questão que desperta a fúria popular são os valores adicionais, os auxílios, vales e benefícios extras.

Ou, como diz o Hélio Schwartsman, trata-se de uma questão de âncora moral.

Não estou, evidentemente, sugerindo que basta pôr três ou quatro políticos na cadeia para resolver todos os nossos problemas. Ao que tudo indica, porém, o grau de tolerância de um povo para com as estrepolias de seus políticos é em alguma medida determinado por essa âncora moral, que tem mais a ver com nossos hábitos e atitudes do que com caprichos cegos do destino. [Pensata, 28/05/09]

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Pagamento de Políticos na Europa, Coluna do blog da Lucia

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