Arquivos para 'Resenhas' Categoria
Escrito por naomi em Março 9, 2008
Depois de uma espera de um ano e meio, finalmente botei os olhos no 12º título da série Discworld, do escritor inglês Terry Pratchett: Quando as bruxas viajam [Witches Abroad, Inglaterra/1991]. Assim como a Rê, ela mesma, também devorei o livro em dois dias.
*Suspiros enlevados*
Acho que acabei de ler o meu livro favorito do ano.
As bruxas Vovó Cera do Tempo, Tia Ogg e Margrete Alho [a anciã, a mãe e a donzela, as faces da Deusa pagã] estão de volta em plena forma para terminar a tarefa da fada-madrinha Desiderata Hollow: impedir a jovem Brasirella de casar-se com o Duc.
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Escrito por naomi em Fevereiro 26, 2008
Este é outro cRássico da Sessão da Tarde que aproveitei para rever depois de muito tempo e percebi muita diferença entre o que eu lembrava e o que realmente tinha no filme. A Escola de Sereias [Bathing Beauty, EUA/1944] não faz parte da minha lista de Top Favoritos Foréva, então só assisti uma que outra vez antes. Descobri o motivo.
Eu não gosto de orquestra de metais estridentes e neste filme tem a de Xavier Cugat. Não gosto de números musicais sem conexão com a história que interrompem a trama, e tem. Os créditos todos passam logo no início do filme e em seguida tem uma looonga seqüência de acrobacias aquáticas da Esther Williams. Vou te dizer, se não fosse a vontade grande de assistir teria desistido depois dos primeiros 15 minutos de rodopio debaixo d’água. Essa parte eu tinha convenientemente esquecido.
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Escrito por naomi em Fevereiro 3, 2008
Quem cresceu nos anos 80 decerto deve ter assistido As 7 faces do Dr Lao [Seven Faces of Dr. Lao/The Secret World of Dr. Lao, EUA/1964] pelo menos uma vez, na Sessão da Tarde. A penúltima vez que eu assisti, se bem me lembro, foi na casa da minha madrinha pouco depois do Rock in Rio, o primeiro.
Por isso, quando o vi na programação de tv da semana passada, marquei a data com um enooorme círculo vermelho na minha agenda: nada ia me distrair naquele horário, nem mesmo o tapete vermelho do SAG Awards.
Da mesma forma que aconteceu quando revi “A história sem fim” após um grande hiato, no começo eu ficava matutando em como as lembranças são diferentes da realidade: não me lembrava, por exemplo, que a dublagem era tão caricata ou que os efeitos especiais eram tão toscos, mas tudo isso sumiu da mente conforme ia mergulhando de novo naquele universo fantástico [e era 1964, os efeitos *eram* muito bons para a época em que foi rodado].
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Escrito por naomi em Dezembro 20, 2007
Titia Batata falou várias vezes sobre como um preconceito bobo pode pôr a perder a oportunidade de conhecer alguma coisa legal, já não já?
Pois é, Titia Batata comete esse mesmo pecado da soberba e torce o nariz quando o assunto cheira, mesmo que vagamente, a auto-ajuda.
Tive a chance de ler As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu, de Mitch Albom, e passei a vez. No fim de semana, no entanto, não pude escapar de assistir o filme baseado no livro
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Escrito por naomi em Dezembro 14, 2006
Um dos temas mais ásperos de tratar no cinema, qualquer que seja o país de origem, é o da discriminação. De tratar e de assistir, para mim, ainda mais quando é sem histeria. Foi assim com o filme baseado em fatos reais Quase deuses, que se não me engano foi feito para tv e de lá foi direto pro dvd. O ator Alan Rickman [pausa para gritinhos *ui ui ui!!*] interpreta o cirurgião Alfred Blalock, que chegou a chefiar o departamento de cirurgias do Hospital Johns Hopkins na década de 40 e foi o pioneiro em cirurgias cardíacas graças à sua parceria com Vivien Thomas [Mos Def].
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Escrito por naomi em Outubro 22, 2006
A História Sem Fim [The Neverending Story, EUA e Alemanha/1984] é um dos filmes que marcou minha adolescência e, por consequência, um dos meus TFF [Top Favoritos Foréva]. No começo do ano comentei com outro fã que pensava em comprar o DVD; ele sugeriu aguardar um pouco porque sairia um pack com os dois primeiros filmes da trilogia - como eu só tinha visto o primeiro me pareceu uma coisa lógica a fazer. Ei-lo.
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Escrito por naomi em Setembro 21, 2006
Eis o homem de volta! Depois da decepção que foi A Magia de Holy Wood, voltei a me encantar com Terry Pratchett no 11º volume de Discworld, O Senhor da Foice - talvez por trazer de volta meu personagem favorito da série, o Morte, que sempre suscita grandes viagens filosofo-absurdas.
“Na aldeia de Ramtop [...] só acreditam que a pessoa finalmente morreu quando a agitação que ela causou no mundo se acaba - quando acaba a corda do relógio em que ela deu corda, quando o vinho que ela fez acaba de fermentar, quando a plantação dela é colhida. A duração da vida de uma pessoa, dizem, é apenas o núcleo da sua verdadeira existência.”
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Escrito por naomi em Setembro 15, 2006
O livro ficou rolando meses e meses. Da estante pra mesinha de cabeceira de volta pra estante pra debaixo do travesseiro pra mesinha de cabeceira e nada de avançar além da 50ª página. A ironia de Terry Pratchett estava ali, a crítica ferina, o jogo de palavras [meio que esmagado pela tradução, é verdade, mas perceptível], a tonelada de referências… todos os elementos que são a marca registrada do autor, quinem as notas de rodapé. E no entanto A magia de Holy Wood não me cativou.
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Escrito por naomi em Junho 5, 2006
[Antes das minhas impressões pessoais sobre o filme, registro um incidente ocorrido ainda na fila de entrada para a sala 1 do Cinemais - Shopping Aquarius, de Marília/sp. Ao contrário do Cine Esmeralda, que elogiei há alguns dias, o atendimento no Cinemais deixa *muito* a desejar. Talvez por tratar-se de uma rede, os funcionários agem como robozinhos, sem se atrever a oferecer mais - nah, acho que nem isso é desculpa para a falta de qualidade no atendimento a uma pessoa portadora de necessidades especiais conforme a fila inteira presenciou hoje, quando o funcionário impediu que o pai acompanhasse o filho antes que a multidão entrasse, para acomodá-lo com segurança. Além da falta de preparo para atender deficientes, ainda expôs os dois ao constrangimento. Foi tão vergonhoso que as próprias pessoas na fila passaram a insistir com o funcionário para que permitisse a entrada deles, ninguém ali se opôs. Mesmo assim não houve acordo e creio que amanhã o formulário de reclamação deles vai ter assunto para todo o dia, pelo que ouvi das pessoas em volta. E já que é pra reclamar mesmo, a sala estava um forno e as cadeiras rangiam. Pronto, revoltei.]
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Escrito por naomi em Fevereiro 6, 2006
O ator principal de Ruas de Fogo, Michael Paré, também estrelou uma bomba que vi umas 3 partes semana passada na Band - Combate Virtual [Carver's Gate].
Nesse tal futuro a vida na Terra é tão sem graça que as pessoas preferem viver aventuras virtuais. Aventuras de guerra, de bang-bang, amorosas… Opa, opa, opa!! Eu disse futuro?? Oh, desconsiderem, esqueci …
;o)
Em todo caso, mal consegui chegar à parte 4 do filme. Conseguiu me desgostar mais do que Eddie, O Ídolo Pop.
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Escrito por naomi em Dezembro 8, 2005
*** Versão sem spoilers dos livros posteriores. A versão com informações dos livros 5 e 6 está na Cozinha. ***
Se Harry Potter fosse judeu em vez de bruxo, “O Cálice de Fogo” [Harry Potter and the Goblet of Fire, EUA/2005] seria seu bar-mitzvá. Ou, como diz Hermione Granger: “as coisas irão mudar, não é?”. Ié, nada mais será o mesmo depois de CdF. Primeiro porque inicia a série de mortes de pessoas próximas dos leitores - claro, houve mortes nos primeiros livros, mas elas aconteceram antes dos fatos narrados em cada um. Conheço gente que detestou o quarto filme caus que esperava algo no estilo dos dois dirigidos por Chris Columbus, mais inocentes e coloridos - e se tem algo que CdF não é é inocente. E nem colorido: o tom geral é mais sombrio, seguindo a linha iniciada por Alfonso Cuarón no “Prisioneiro de Azkaban”. E se inda havia alguma dúvida sobre o pano de fundo anti-nazi, a presença de um Barty Crouch fisicamente clonado de Hitler acaba com ela. Só me fica um pouco de dúvida sobre o público-alvo de Mike Newell: os não-iniciados não vão entender algumas citações soltas, e os aficcionados sentirão falta de muitas outras.
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Escrito por naomi em Junho 26, 2005
No fim-de-semana assisti o filme do título [The Rundown, EUA/2003], que tem uma cena de abertura promissora com o ator The Rock [Dwayne Douglas Johnson, o que fez Escorpião Rei e O Retorno da Múmia], uma pancadaria contra jogadores de futebol americano num bar. The Rock é um resgatador, um sujeito que cobra apostas, traz pessoas para outras, etc., enquanto não junta dinheiro suficiente para abrir seu próprio restaurante. Uma das pessoas que ele deve resgatar é o filho de um gângster, interpretado por Seann Scott Williams [da trilogia American Pie].
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Escrito por naomi em Fevereiro 23, 2005
O esquema pra pegar filme aqui em casa é um pouquinho diferente do usual: uma vez por mês, ou a cada dois meses, faço uma listinha do que quero assistir [a maioria de acordo com dicas que recolho nos blogues amigos, nas listas de emeio ou no site Omelete] e mando pra locadora. Geralmente tem de 2 a 6 disponíveis, às vezes até 8 ou 10, dos cerca de 40 títulos que escolho. Quando é fim de semana esticadão, como foi o caso do carnaval, esgoto toda a cota de uma vez só. Daí a Ana manda algum filme que não estava na lista mas que pode ser do meu gosto nos fins de semana seguintes, até eu providenciar uma nova lista.
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Escrito por naomi em Outubro 10, 2004
Há muito tempo eu andava de olho nesse livro. De autoria de Neil Gaiman [Sandman, Coraline, 1602] e de Terry Pratchett [universo Discworld], é imperdível pra quem gosta de literatura pop.
Os autores [ingleses] contam a sua versão particular do Apocalipse que, como todo bom Apocalipse que se preza, começa pelo começo: a Gênese. É, a bíblica. É lá que conhecemos Aziraphale, o Anjo que empresta sua espada flamejante para o casal expulso do Éden porque ia chover e ele ficou com dó do frio que ambos passariam. Seu colega Crowley é um Anjo que caiu - ou melhor, rastejou lentamente para baixo depois de tentar a raça humana com o conhecimento do Bem e do Mal.
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Escrito por naomi em Agosto 19, 2004
Plot interessante de Michael Crichton: equipe de arqueólogos americanos descobre num castelo francês uma lente bifocal que não condiz com a época em que a câmara onde foi encontrada foi lacrada. Um pedido de socorro escrito pelo chefe da expedição na mesma câmara, dois dias depois do seu desaparecimento, faz com que a equipe parta para os EUA para exigir explicações da empresa que patrocina a escavação.
O diretor Richard Donner é familiarizado com os temas Idade Média e fábula, depois de dirigir O Feitiço de Áquila - ou pelo menos deveria ser.
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Escrito por naomi em Julho 17, 2004
“Como disse o fabuloso Maurício, era só uma história sobre pessoas e ratos. E a parte difícil era diferenciar as pessoas dos ratos.” (pág. 9)
Terry Pratchett é o autor da série Discworld e parceiro habitual de Neil Gaiman. O Fabuloso Maurício se passa no Discworld, mas quase nenhuma referência é feita a isso - na verdade poderia se pensar que acontece no nosso Universo comum, se o Universo comum comportasse uma Universidade Invisível onde os ratos que fuxicam o lixo adquirissem, de repente, a capacidade de raciocinar e falar.
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Escrito por naomi em Maio 24, 2004
Ontem assisti um que - pelas referências - tinha todos os ingredientes para ser um bom filme.
[1] Baseado em conto de Stephen King.
[2] Dirigido por Lawrence Kasdan, de “Te amarei até te matar” [ I love you to death] e “O turista acidental” [The accidental tourist]
[3] A presença de Morgan Freeman no elenco.
Os primeiros 40 minutos foram ótimos, davam mesmo a impressão de que finalmente o gênero do terror voltava às boas: 4 garotos salvam um menino [Donnie Wahlberg, de novo fazendo o rapaz-esquisito-com-problemas-de-cueca] e em troca desenvolvem uma ligação telepática entre si e com as pessoas em volta.
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Escrito por naomi em Abril 5, 2004
Pergunte pra qualquer pessoa qual a matéria que ela mais detestava na escola. É muito provável que a resposta seja Matemática — ou outra que necessite dela, como Física ou Química. Eu acho que isso acontece por causa da chatura dos professores; a maioria deles não consegue estabelecer uma ligação divertida entre os alunos e os números. Tem uma propaganda do Instituto Universal Brasileiro que passava até recentemente na TV e que mostrava bem os resultados desse medo da Matemática: uma senhora idosa não consegue somar o valor das compras que fez no supermercado e passa vergonha no caixa. Outros não conseguem decorar um número de telefone, ou do ônibus.
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Escrito por naomi em Fevereiro 18, 2004
Ontem fui curar uma dor de cabeça assistindo A Piscina Mortal [The Drowning Pool, EUA 1975]. Paul Newman, sempre querível, e uma Melanie Griffith jovenzíssima e monocórdia. Incrível como a garota [na época ela era garota e bonita, não esse monstrengo plástico em que se transformou], num papel que seria a glória pra qualquer uma, não conseguia alterar o tom de voz o filme inteiro.
O filme é um suspense do tipo ‘quem matou?’ e tem alguns elementos clássicos pra quem lê Agatha Christie. Membro de família milionária desajustada sofre chantagem, detetive particular é chamado [upa upa, Paul Newman!] e mortes vão acontecendo. Mole, mole, descobri a identidade do assassino beeeeeeeeem antes dele.
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Escrito por naomi em Dezembro 29, 2003
Nestas folgas aproveitei para ler os presentes de natal ;o)
Três deles são os três primeiros volumes da série Discworld, de Terry Pratchett: A Cor da Magia, A Luz Fantástica e Direitos Iguais, Rituais Iguais.
Concordo com a classificação dada pelo Além de Clarice: os livros vão ficando cada vez melhor! Direitos Iguais…, principalmente, apresenta um conceito bem interessante no mundo mágico: a cabeçologia. É assim que Vovó Cera do Tempo [Granny Weatherwax] faz seus feitiços - a maioria não passa de mera cabeçologia. Você põe um chapéu pontudo, usas roupas pretas e as pessoas que não te tratarem bem se lembrarão de você quando o leite das cabras secar.
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Escrito por naomi em Novembro 24, 2003
Geralmente não gosto de livros com anotações de rodapé. Já deixei de lado a edição da Abril para a historinha de Gulliver por causa disso; mas Terry Pratchett arrasa com notas como “Quando o assunto são objetos cintilantes, os magos possuem o gosto e o autocontrole de uma arara alucinada” ou, sendo ainda mais objetivo, um simples “Você entendeu.”
Ah, sim, a historinha… DiscWorld é uma série [oh, não, outra!!] de livros que contam como é a vida num mundo paralelo mágico, um disco [Disc, manja?] sustentado por quatro elefantes que se apóiam nas costas de uma tartaruga de 16 mil quilômetros que vaga pelo universo. O Oitavo Mago é o quinto volume de 21 no total, seis ou oito traduzidos no Brasil pela Conrad; isto significa que logo após terminar a coleção Agatha Christie já tenho outra resolução de ano novo para cumprir.
;o)
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Escrito por naomi em Outubro 11, 2003
Graças a uma indicação da Bruna, conheci [e li] os três primeiros livros da série Os Mundos de Crestomanci [Chrestomanci Series, de Diana Wynne Jones]: Vida Encantada [Charmed Life], As vidas de Christopher Chant [The Lives Of Crhistopher Chant] e Os Mágicos de Caprona [The Magicians Of Caprona].
Quando li os primeiros parágrafos de Vida Encantada pensei “hm, estilo bem infanto-juvenil de escrever”. Da metade pra frente até o último ponto do terceiro livro isso tudo foi varrido da mente: as histórias absorveram toda a atenção.
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Escrito por naomi em Setembro 22, 2003
Desde aquela vez que fiz o teste Que Bom Filme É Você, da Abyssinia, e deu este resultado que tava com vontade de assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. E tinha um pouco de medo também, de acabar o filme e pensar “putz, mas que coisa chata - não parece nada comigo…” [ou talvez justamente por isso se parecesse, mas - ah! - soberba, soberba].
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Escrito por naomi em Junho 22, 2003
Lançado em 91, o livro cobre um ano da vida de um yuppie da década de 80, um executivo que divide seu tempo entre Manhattan e Wall Street, e pode ser lido de três modos:
3] literatura de aeroporto, que se lê numa sala de espera do dentista, por exemplo, sem compromisso.
2] um guia prático da moda dos anos 80 do ponto de vista yuppie. Patrick Bateman, o personagem principal, é considerado a Bíblia da moda em seu meio, uma espécie de GQ ambulante [revista estilo Capricho para jovens executivos: ensina quais são as marcas 'in' e quais os nós de gravata mais apropriados para cada ocasião]. Bret Easton Ellis gasta a maior parte das 485 páginas descrevendo como e o quê seus personagens vestem, o que comem, os lugares onde vão e o tipo de mulher com quem mantém relações. Donald Trump é o ícone a ser imitado e Ivana Trump, sua sex symbol. Três capítulos inteiros são dedicados à música [Huey Lewis and The News, Whitney Houston e Genesis] e vários outros parágrafos a Mike and The Mechanics, Talking Heads, Les Miserables, U2 [atenção para a parte em que Bateman tem um delírio no show do U2 e acredita que Bono Vox pode ver dentro dele].
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