The Four Yorkshiremen

Quando tudo o mais parece não ter solução, vá de Monty Python! Bom, esse sketch na verdade foi criado antes do Monty Python existir, mas o grupo de quatro humoristas que o encenou em 1967 tinha John Cleese e Graham Chapman no elenco. Eles depois incluíram o número nas apresentações ao vivo do Python em 1974 e 1982.

Quatro homens prósperos de Yorkshire estão bebendo vinho após a refeição e um deles comenta que ninguém imaginaria que um dia estariam ali, considerando-se a infância pobre que tiveram. Um a um, passam a tentar suplantar o outro nas agruras que tiveram de superar.

Incluí cinco vídeos no post: o sketch original de 1967, o ao vivo de 1982 [legendado em pt-br], uma apresentação especial que fizeram com Rowan Atkinson no baile de gala da AI em 1979, novamente num evento da AI em 2001 com elenco especial e o making of deste último número, com comentários de Eddie Izzard [The Riches]. O script em inglês está no final do post.

Divirta-se!

O sketch original “At Last the 1948 Show” [pré-Monty Python] 1967


Link http://www.youtube.com/watch?v=-eDaSvRO9xA
Tim Brooke-Taylor, John Cleese, Graham Chapman e Marty Feldman

Live at the Hollywood Bowl 1982

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Agatha Christie 120 Anos | Murder on the Orient Express / Assassinato no Expresso do Oriente

Logo comemorativo oficial

Há muitos, muitos anos atrás, quando eu ia para a Riviera ou para Paris, costumava ficar fascinada pela visão do Orient Express em Calais, e desejava ardentemente viajar nele. Agora, ele já se tornou um amigo velho e familiar, mas a emoção não morreu de todo. Eu vou nele! Eu estou nele! Estou precisamente no carro azul, com uma simples legenda do lado de fora: CALAIS-ISTAMBUL. É, sem dúvida, o meu trem favorito. [Agatha Christie, Desenterrando o Passado, trad. Cora Rónai Vieira. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976]

Max Mallowan, Agatha Christie e Leonard Woolley em Ur, 1931

Max Mallowan, Agatha Christie e Leonard Woolley em Ur, 1931

Agatha Christie viajou no trem Orient Express pela primeira vez algum tempo depois de separar-se do primeiro marido. O pedido de divórcio feito por Archibald Christie em 1926, logo após a morte da mãe da escritora, levou-a a uma crise nervosa. Agatha desapareceu por onze dias, mobilizando a polícia, a imprensa e o público, e foi localizada num spa com amnésia. O divórcio foi oficializado em 1928.

Ela já era uma autora famosa por seus romances policiais e a viagem pelo Orient Express foi também a primeira viagem desacompanhada em sua vida inteira. No final da parte 7 e em toda a parte 8 de sua autobiografia, ela conta ao leitor como esta viagem foi libertadora psicologicamente, além de narrar todos os percalços por que passou e descrever as pessoas e lugares que conheceu.

Muitas dessas pessoas e lugares foram retratados no romance policial “Murder on the Orient Express”, publicado pela primeira vez em 1933 nos EUA [e apenas em 1934 na Inglaterra] com o título Murder on the Calais Couch. Agatha Christie estava casada desde 1930 com seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, que ela conheceu na segunda viagem a Istambul. Mallowan participava de escavações na Síria e, em sua lua-de-mel [planejada pelo marido como uma surpresa para a esposa], o casal voltou a viajar pelo Orient Express. Talvez por isso, ela dedicou o livro a Max Mallowan.

A trama tem inspiração em dois fatos verídicos: o primeiro foi uma viagem do Orient Express em 1929 quando o trem foi apanhado no meio de uma nevasca e passou seis dias isolado no meio do trajeto. O segundo foi o Caso do Bebê Lindbergh, o rapto e assassinato do filho do aviador Charles Lindbergh nos EUA em 1932.

Os trens são maravilhosos. Ainda os adoro. Viajar de trem é ter a possibilidade de observar a natureza e os seres humanos, cidades, igrejas e rios — de fato, olhar a vida. [Agatha Christie, Autobiografia, trad. Maria Helena Trigueiros. São Paulo: Círculo do Livro, 1989]

Em Assassinato no Expresso do Oriente, o detetive Hercule Poirot encontra-se a bordo do trem a caminho de Calais depois de solucionar um caso na Síria. Ele encontrara-se com um velho amigo, Monsieur Bouc, que atualmente é um dos diretores da Compagnie Internationale des Wagons Lits, no restaurante do Hotel Toklatian. Foi M. Bouc quem conseguiu uma vaga para Poirot no trem, “excepcionalmente lotado para esta época do ano”, segundo o condutor Pierre Michel.

No vagão-restaurante, Poirot é abordado por Samuel Ratchett, um americano que lhe oferece um serviço. Poirot e Bouc já o haviam avistado antes no restaurante do Hotel Tokatlian e não tiveram uma boa primeira impressão. Ratchett recebeu ameaças de morte e quer que Poirot o proteja dos inimigos, mas o detetive o recusa: “Desculpe a franqueza, senhor Ratchett. O que não me agrada é a sua fisionomia.”

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10 livros em 10 dias | Livro que mais recomendo

Capa do livro

Capa do livro

Dia 7

Outro tópico em que tive dificuldade imensa para escolher apenas um. Me apeguei à tag Top Favoritos de novo mas não adiantou. Acho difícil recomendar um livro assim, às escuras – geralmente levo em consideração a outra pessoa, seus interesses, seu grau de envolvimento com a leitura, etc.

Apelei então para um método científico: uni-duni-tê, o escolhido foi O Menino no Espelho, do escritor brasileiro Fernando Sabino. Primeiro porque acho Sabino um escritor subestimado, devia ser mais lido e recomendado e comentado [eu me incluo entre os culpados]. Segundo porque este livro é um dos meus Top Favoritos Foréva, resistiu a várias releituras ao longo dos anos [ao contrário do livro de ontem, por exemplo].

A história gira sobre as memórias de infância do autor na Bela Horizonte dos anos 20 como se fosse narrada pela criança que ele foi, então a linguagem é simples e tem até mesmo um ligeiro sotaque mineirês. E, como boa história de criança, tem lá seus momentos de fantasia também… Mas este não é um livro infantil, e sim um livro universal que pode e deve ser lido a qualquer tempo em qualquer lugar, em qualquer idade, sem restrições religiosas, políticas, sequissuais, por gente que gosta de ler e por quem não curte tanto assim.

Sabino trata o leitor com respeito e oferece um livro cheio de camadas [eu sei, tou me repetindo, mas é a verdade!] que pode ser lido desde como uma fábula infanto-juvenil até como uma alegoria política [foi publicado na última fase da ditadura militar brasileira, em 1982]. Em todo caso, é uma ótima porta de entrada para os livros do autor – e dele há muitos, ainda bem.

Leia aqui o prólogo e parte do capítulo II.

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10 livros em 10 dias

10 livros em 10 dias | Livro que gostei mais

http://partesdeumdiario.blogspot.com/

partesdeumdiario.blogspot.com

Mais uma boa ideia que vi no blog Rato de Biblioteca: Desafio 10 livros em 10 dias. O desafio é uma proposta da Lulu, do blog Partes de um Diário, e a ideia é mencionar dez livros que você leu, conforme os seguintes critérios:

1° dia – Livro que você mais gostou;
2° dia – Livro que você mais odiou [post];
3° dia – Livro mais barato que você comprou [post];
4° dia – Livro mais caro que você comprou [post];
5° dia – Livro que mais te fez ter a atenção nele [post];
6° dia – Livro que menos te fez ter a atenção nele [post];
7° dia – Livro que você mais recomenda [post];
8° dia – Livro que você menos recomenda [post];
9° dia – Série de livros que você mais gosta [post] e;
10° dia -Livro mais velho que você tem ou leu [post].

Capa do livro

Capa do livro

Pra mim isso é um baita dum desafio, caus que não consiiigo escolher um unzinho apenas um de nada – e além disso eu mudo de ideia, mas vamos lá.

Dia 1

O primeiro critério é livro que mais gostei. Só em 2010 já tem pelo menos uns seis livros que anotei com 5 estrelas no Skoob e  estamos apenas na metade do ano; tive de me apegar à tag Top Favoritos e olhar nos posts antigos em busca de inspiração e voilá! Claro! Jane Eyre, da escritora inglesa Charlotte Brontë.

Jane Eyre é uma menina órfã que vive na casa de parentes, sem amor ou carinho. Ela é enviada para uma escola que educa e encaminha “crianças enjeitadas”, onde impera a crueldade e a mais terrível caridade cristã. Quando termina os estudos, ela emprega-se como tutora de uma criança em Thornfield Hall, uma das propriedades do estranho Edward Rochester.

Jane Eyre é uma análise da sociedade rural inglesa feita pela filha de um clérigo com uma percepção aguda da posição da mulher na sociedade, da pobreza, do ambiente religioso, do movimento operário. É uma obra composta de camadas que se descobrem a cada releitura, embora tenha quem veja apenas a intriga romântica entre Jane e Edward. A Rainha Vitória lia Jane Eyre para o Príncipe Albert à noite, ela escreveu isso no diário.

Tem diversas edições disponíveis em vários idiomas [português brasileiro também], inclusive as editadas e compactadas para leitores infanto-juvenis. Eu tenho a da Ediouro [tradução de Sodré Viana] lançada nos anos 80 e a da Penguin Classics com introdução e anotações [disponível no Submarino], mas meu sonho de consumo é a edição comentada por Harold Bloom [#ficadica, @PapaiNoel].

Desafio Literário | Auto da Compadecida

Sinopse
A peça teatral de Ariano Suassuna é uma comédia em três atos que mescla elementos da literatura de cordel nordestina e da tradição religiosa em uma história que envolve a avareza humana, a fé e mesmo algum teor fantástico com as aparições de Jesus Cristo, Nossa Senhora e o Diabo.

Considerada um clássico e aclamada pela crítica tão logo foi encenada pela primeira vez, a trama de “Auto da Compadecida”, que conta a história dos malandros João Grilo e Chicó, ganhou novo fôlego de popularidade recentemente ao ser adaptada para a televisão e para o cinema em produções homônimas.

Capa do livro

Capa do livro

Eu gosto tanto da minissérie e do filme adaptados desta obra que um de meus gatos se chama João Grilo, por ser amarelado – não amarelo, e sim cinza amarelado [e pensei em chamar Nestor de Chicó, mas acabou pegando Nestor mesmo]. Por muito tempo, ainda, peguei a mania de responder “Não sei, só sei que foi assim” com a mesma entonação do Selton Mello, e quando a coisa apertava eu soltava um “Ai como eu sofro!” ao estilo do Matheus Nachtergaele.

Devo ter irritado muita gente. :lol:

O filme de 2000 é muito fiel ao livro [que na verdade é uma peça teatral] exceto por alguns personagens: Rosinha, o Cabo Setenta e o valentão Vicentão não são desta peça [a historinha da porca é contada na peça O Santo e a Porca], também de Ariano Suassuna; o roteiro do diretor Guel Arraes ainda excluiu três personagens do livro na adaptação [o palhaço, o sacristão e o frade], mas, fora isso, os diálogos não tiveram muita alteração. Eu lia o livro e “ouvia” os atores recitando suas falas na minha cabeça, foi bem legal.

João Grilo: Ah, isso é comigo. Vou fazer um chamado especial, em verso. Garanto que ela vem, querem ver? (Recitando.) Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé. Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.
Encourado: Vá vendo a falta de respeito, viu?

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Desafio Literário | Hogfather [livro reserva]

Sinopse
É a noite que antecede a Vigília dos Porcos. E está quieto demais.
Há neve, há pintarroxos, há árvores cobertas de enfeites, mas há uma notável falta do homem grande e gordo que entrega os brinquedos…
Susan, a governanta, tem que encontrá-lo antes que a manhã chegue, de outro modo o sol não se erguerá. E infelizmente seus únicos ajudantes são um corvo com fixação por globos oculares, o Morte dos Ratos e um oh deus das ressacas.
Pior ainda, alguém está descendo pela chaminé. Desta vez ele carrega um saco ao invés de uma foice, mas existe alguma coisa lamentavelmente familiar…
HO. HO. HO.
É verdade o que dizem.
“É melhor você tomar cuidado…” [tradução livre]

Capa do livro

Capa do livro

O Discworld é um mundo redondo e achatado como uma pizza, que vaga pelo Universo assentado sobre o lombo de quatro elefantes, que por sua vez equilibram-se sobre o casco da tartaruga interestelar Grande A’Tuin. Grandes e pequenos deuses regem o Disco, que concentra tanta magia que a luz do Sol não se espalha, ela escorre como mel.

Mesmo assim, a vida no Disco tem o mesmo destino que a vida na Terra e, eventualmente, todos os seres vivos morrem. Quando isso acontece eles se encontram com o Morte. O Morte não mata os seres vivos, você entende, ele só está ali na hora e no lugar certos para se assegurar que ninguém tente nenhum truque. Ele detesta especialmente o truque do jogo de xadrez.

Assim como os grandes e pequenos deuses do Disco, as fadas, duendes e gnomos, as ideias e conceitos de entidades sobrenaturais, o Morte não é uma pessoa e sm uma representação antopomórfica. O Morte é representado antropomorficamente na figura de um grande esqueleto com duas galáxias  azuis no lugar das órbitas oculares que se  veste com um manto encapuzado negro, carrega uma foice tão afiada que pode fatiar as palavras e a luz  e cavalga um cavalo branco enorme, que pode visitar qualquer lugar no mundo material e no mundo irreal também.

O nome desse cavalo é Pituco.

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Desafio Literário | Filha da Fortuna

Sinopse
Eliza Sommers é uma jovem chilena que vive em Valparaíso em 1849, ano em que se descobre ouro na Califórnia. O seu amante, Joaquín Andieta, parte para o Norte decidido a fazer fortuna e ela decide segui-lo.

A viagem infernal, escondida no porão de um veleiro, e a procura do amante numa terra de homens sós e de prostitutas atraídos pela febre do ouro, transformam a jovem inocente numa mulher fora do comum. Eliza recebe ajuda e afecto de Tao Chi’en, um médico chinês que a amparará ao longo de uma viagem inesquecível pelos mistérios e contradições da condição humana.

Filha da Fortuna é o retrato palpitante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, onde os protagonistas redescobrem o amor, a amizade, a compaixão e a coragem. Neste seu ambicioso romance, Isabel Allende descreve um universo fascinante, povoado de estranhas personagens que, como tantas outras da autora, ficarão para sempre na memória e no coração dos seus leitores.

Capa

Capa da edição brasileira*

Isabel Allende é jornalista e escritora chilena, prima em segundo grau de Salvador Allende, o presidente marxista deposto pelo golpe militar de Augusto Pinochet em 1973. Após o golpe de Estado, sua família refugiou-se primeiro na Venezuela e depois ela naturalizou-se norte-americana, em 2003. Tanto seu pai quanto seu padrasto eram diplomatas, então ela morou em quase todos os países da América Latina quando era criança/adolescente, e depois em vários países pelo mundo quando trabalhava para a FAO, braço da ONU dedicado aos alimentos e à agricultura.

O primeiro casamento de Isabel foi com um descendente de ingleses: enquanto em casa cumpria o papel da esposa obediente e mãe zelosa, profissionalmente fazia traduções de romances britânicos para o espanhol [notadamente Barbara Cartland] e ia construindo sua reputação como jornalista e articulista de revistas femininas. Mais tarde, foi demitida do cargo de tradutora porque ela fazia alterações nos diálogos das heroínas para torná-las mais inteligentes – sem autorização dos editores, é claro. Ela chegou a alterar o final de Cinderela, de modo a torná-la independente e a fazer boas ações.

Todo esse histórico é visível na leitura de Filha da Fortuna, romance publicado em 1999. A sinopse concentra-se num aspecto apenas do livro, que é muito mais do que isso.

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Mr. Deeds Goes To Town / O Galante Mr. Deeds

Pôster do filme

Pôster do filme

Homem simples com valores morais firmes, Longfellow Deeds [Gary Cooper] herda uma fortuna de um tio com que não tinha contato. Os advogados vão procurá-lo em sua pequena cidade natal, Madrake Falls, onde todos o conhecem. O ritmo de vida, o modo de falar e de compreender as coisas é diferente do que os advogados da cidade grande conhecem, e por isso eles concluem que Deeds é mais do que simples, é um simplório.

Isso lhes convém porque, ao longo dos anos, uma série de decisões erradas na administração dos bens do falecido tio provocou um desfalque nas contas, que o sócio sênior pretende repor sem que o herdeiro perceba. Para conseguir isso devem manter Deeds sob controle e o levam a Nova Iorque, pensando em impressioná-lo e intimidá-lo com o glamour da nova vida de milionário.

Uma jornalista carreirista, “Babe” Bennett [Jean Arthur], descobre que Mr. Deeds sonha em salvar donzelas em perigo e vê aí a oportunidade de se infiltrar na vida do que ela chama de Cinderelo em seus artigos, enquanto finge ser uma pobre moça desempregada.

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Livro | Como Água Para Chocolate

Capa do livro

Capa do livro

Isso ainda há de virar meu mantra: sempre é tempo. Finalmente li Como Água Para Chocolate, o romance da escritora mexicana Laura Esquivel que deu origem ao filme do seu marido, Alfonso Arau. O flme é um dos meus Top Favoritos Foréva e o livro acabou indo pelo mesmo caminho – em parte porque foi adaptado fielmente em película.

Durante esse intervalo todo eu matutava no significado do título: trata-se de uma expressão típica do México que Tita menciona no livro. Lá  se prepara o chocolate quente dissolvendo-se a barra caseira de chocolate em água, em vez de leite. Para que o chocolate derreta é preciso que a água esteja fervendo; então, se a pessoa está “como água para [fazer] chocolate” significa que está fervendo – de raiva ou de outra emoção.

O livro é dividido em doze capítulos, cada capítulo correspondendo a um mês do ano embora a história não se passe neste intervalo de tempo: ela começa com o nascimento de Tita de la Garza e acompanha sua vida durante a Revolução Zapatista nas primeiras décadas do século 20 em um rancho próximo da fronteira México-EUA.

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The Third Man / O Terceiro Homem

Capa do DVD nacional

Capa do DVD nacional

Apenas ao escrever o post a respeito do filme Soberba na semana passada percebi que não escrevi um a respeito de O Terceiro Homem [The Third Man, Inglaterra/1949], um dos meus Top Favoritos Foréva. Em comum, ambos têm Joseph Cotten e Orson Welles – este apenas atuando desta vez. É um dos raros filmes de espionagem no pós-Guerra na minha lista de TFF, aliás, caus que não é o meu gênero preferido.

Acho que tem a ver com o fato de que tem mais suspense do que referências à Guerra na trama. Além disso, esteticamente o filme é uma belezura. Até eu, que não manjo nada desse negócio de enquadramento, iluminação, fotografia, prestei atenção nisso. A cena icônica quando Welles surge na tela me impactou um bocado quando assisti pela primeira vez.

O roteiro de O Terceiro Homem é do escritor Graham Greene [autor de O Americano Tranquilo, que também virou filme] e se passa na Viena ocupada após o fim da Segunda Guerra Mundial. A capital da Áustria foi dividida em zonas distribuídas entre os países Aliados que venceram a Guerra, assim como aconteceu em Berlim na Alemanha. Durante dez anos,  Viena esteve sob ocupação dos EUA, da Grã-Bretanha, da França e da União soviética.

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