The Secret Life of Bees / A Vida Secreta das Abelhas

Sinopse:
Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de su mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.

Capa do dvd

Capa do dvd

A Vida Secreta das Abelhas é um filme que não precisa de efeitos especiais milionários, elenco com cachês idem nem apelar para carinhas bonitas – mas bem que podia gastar um pouco mais de caraminguás na divulgação, caus que é um filme que vale a pena prestar atenção e assistir no mínimo duas vezes.

É baseado no livro homônimo da escritora Sue Monk Kidd e se passa no sul dos Estados Unidos, logo após a instituição do Ato dos Direitos Civis de 1964. Tanto o livro quanto o filme são uma ótima referência complementar para quem curte os livros da Charlaine Harris e a série True Blood porque tratam do mesmo tema praticamente na mesma região geográfica: a intolerância racial e a difícil convivência numa sociedade intolerante e dividida. Claro que também é indicado para quem não curte as histórias de vampiros, porque não tem nada de sobrenatural ali.

Bom, quase nada, pelo menos.

Existe alguma referência à religiosidade, é verdade, mas trata-se de uma religiosidade quase particular e decididamente sincrética. Jada Pinkett-Smith [Matrix] é a produtora-executiva, e seu marido, o ator Will Smith, também faz parte do time de produtores. Ambos são engajados em projetos de direitos civis, especialmente naqueles destinados a promover a causa negra.

Zach Taylor: Miss August me disse que você estaria aqui pra ajudar. Ela não comentou nada sobre você ser branca.
Lily Owens: Talvez ela não tenha percebido.

Continuar lendo

[Livro] A Vida Secreta das Abelhas

Capa nº 1

Capa nº 1

A primeira vez que ouvi falar de A Vida Secreta das Abelhas foi numa notícia a respeito do filme independente indicado a premiações deste ano como o People’s e o Critic’s Choice. Ou um pouco antes, talvez, porque tento acompanhar a carreira da Dakota Fanning e da Queen Latifah, as duas atrizes principais, mas nem sabia que se tratava da adaptação de um livro.

A inguinorânça que astravanca os pogresso!

Há pouco tempo vi o livro num saldão e o comprei sem muita expectativa – OK, para ser bem honesta, foi para completar o valor mínimo e conseguir o frete grátis mesmo, heh – e no fim foi o que gostei mais do pacote.

A autora Sue Monk Kidd disse que a história de Lily Owens é autobiográfica em parte. A história se passa no início dos anos 60, numa região dos EUA afetada pelo racismo e pela intolerância de raça, de classe e de religião. Lily é uma menina branca de 14 anos, órfã de mãe e maltratada pelo pai, que foge de casa para salvar Rosaleen, a mulher negra que toma conta dela desde que a mãe de Lily morreu num acidente com um revólver. As duas acabam se refugiando na propriedade de três irmãs negras que vivem da apicultura.

Continuar lendo

5 livros na fila

Cinco livros que me aguardam na mesa de cabeceira [ou no disco rígido de Miguelito], em ordem alfabética:

1. A Conquista da Honra, de James Bradley e Ron Powers
O do filme homônimo, é – mas acho que vou esperar Cartas de Iwo Jima pra ler junto.

2. A Taça de Ouro, de Henry James
Já li as duas primeiras páginas e parece promissor. Suzana, você confirma?

3. A Vida Secreta das Abelhas, de Sue Monk Kidd
O do filme homônimo, é.

4. Shakespeare’s Champion, de Charlaine Harris
Eita, o Shakespeare’s Landlord devia ter entrado na lista anterior, dos 5 livros lidos recentemente. *Tóim na testa*

5. The Time Traveler’s Wife, de Audrey Niffenegger
Indicação da Cristine Martin que, por coincidência, vi referência numa fanfic na mesma época.

Tem ainda O Pequeno Príncipe com ilustrações do autor, de Antoine de Saint-Exupéry, mas é releitura, só as ilustrações é que me são inéditas.

Para finalizar esta série de Top 5, um artigo-crônica de aquecer o coração na revista Nova Escola deste mês:

Vale mais que um trocado
“Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?” Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. [Rodrigo ratier, NOVA ESCOLA nº 221, abr/2009]