
Eu tenho medo da mulher-onça, da foto de baixo
Na primeira vez que vi essa propaganda do desodorante Axe eu pensei que fosse anúncio de manteiga. Te juro. Tudo por causa da primeira cena, a da mulher chacoalhando os peitos correndo pela floresta, o que é uma coisa horrível da minha parte pra se dizer, é claro. Quem é que compraria manteiga associada a essa propaganda? Bleargh! Mas a associação de idéias foi instintiva, talvez provocada pela objetificação [isto non ecziste] feminina.
V. vídeo integral no Youtube.
A trilha sonora é Dies Irae, por Karl Jenkins. É uma escolha curiosa caus que Dias de Ira é parte do Requiem, a missa dos mortos, e a letra do século 17 fala do Julgamento Final e das trombetas diante do trono, coisas assim leves – mas não dá pra negar que essa versão ficou muito legal, apoteótica. Já baixei e deixei na Ouvateca 2, álbum Out/08.
V. análise do comercial no blog Colectivo Feminista.
A peça foi criada pela agência britânica BBH em 2006 para o desodorante Lynx, nome comercial do Axe por lá [fica esquisito um desodorante chamar-se Machado, né?] e o título é Billions.
Não muito a ver com o tema mas não queria desperdiçar um post inteiro a falar de mulher-objeto, então vou enfiar aqui no meio mesmo: artigo no Estadão sobre cirurgias plásticas, aparências, vaidade exacerbada, esses trens.
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