Palestra | Mario Sergio Cortella: Não nascemos prontos

Compartilhando minha nova fixação, vídeos de palestras e entrevistas do filósofo e professor Mario Sergio Cortella [PUC-SP], provocada pela Ana Peluso ao divulgar o vídeo “Você sabe com quem está falando?” [Youtube] no FB. Eu reconhecia o nome no mundo das palestras corporativas e de gestão, mas não conhecia as ideias dele sobre ética e educação.  Agora quero ler os livros do cara.

Pela re-pamonhalização da vida!

Mario Sergio Cortella – Não nascemos prontos parte 1/4 [construir uma personalidade ética]


Link http://www.youtube.com/watch?v=89BMhivvRFE

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Discworld | Small Gods

Capa

O escritor britânico Terry Pratchett criou um mundo paralelo em que parodia a vida na Terra, o Discworld. Esse mundo é plano e vaga pelo espaço equilibrando-se sobre quatro elefantes, que por sua vez estão sobre as costas da tartaruga gigante interestelar Grande A’Tuin. Ninguém sabe para onde ela vai, mas sabem que o Sol gira ao redor do Disco arrastando a luz atrás de si.

Small Gods é o décimo-terceiro livro da série regular [trinta e nove até setembro passado], o que significa que li pouco mais de um terço da série até agora – considerando-se que li uns três posteriores fora da ordem e sem considerar os títulos YA [O Fabuloso Maurício] ou companion [The Folklore of Discworld].

Esse livro faz parte da subsérie dos Monges da História que também aparecem em Pirâmides, The Thief of Time, etc. Os Monges da História da Ordem de Wen O Eternamente Surpreso têm uma missão importante: são os guardiões da História, cuidadosamente compilada em vinte mil livros de 3 metros de altura com a letra tão miudinha que você tem de ler com uma lupa.

A questão filosófica “se uma árvore cai no meio da floresta mas não há ninguém para ouvir, ela ainda faz barulho?” não faz sentido para esses Monges, pois as coisas que acontecem são coisas que acontecem. Porém, se há alguém que observe as coisas que acontecem então temos a História, que, de outro modo, seriam apenas coisas que acontecem. Então, esses Monges não apenas guardam a História, eles a observam também.

E a História que um deles [Lu Tze] é enviado para observar está acontecendo em Omnia, a terra monoteísta regida pela Igreja do Grande Deus Om. Mas vamos falar um pouco sobre os deuses do Disco, sim? Como alguém pode notar, a realidade no Disco não obedece às leis naturais, ela se sustenta mais na crença. É a fé das pessoas que dá o suporte para as coisas que existem e acontecem no Disco, portanto há mais terreno para a percepção de deuses por lá.

Existe o panteão dos deuses maiores que residem em Dunmanifestin como o Cego Io, Offler o Deus Crocodilo, Destino, P’Tang P’Tang, A Senhora e outros; os deuses das montanhas Ramtops como Herne o deus dos caçados; existem representações antropomórficas como Morte, Tempo, Caos, que não são deuses mas que também são moldados pela crença. E existem os deuses esquecidos.

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Top5 livros lidos em 2009 [e o Bottom3 também]

Pensei que não conseguiria, mas com uma ajuda do Skoob tenho um registro praticamente completo do que li em 2009 – foi  uma boa média, pouco mais de um por semana. Claro que teve uns que dei cabo em duas horas e outros que consumiram semanas, mas é pra isso que serve a média, nué? ;)  Tenho a sensação que esqueci de marcar uns ebooks e livros de estudo. Se esqueci, são águas passadas. Vamos em frente.

Começando pelos cinco livros de que mais gostei em 2009 em ordem cronológica de leitura [o link leva ao respectivo post em que comentei o livro]:

Morto Até O Anoitecer e Dead Until Dark [li ambos] – Charlaine Harris

minúsculos assassinatos e alguns copos de leite [idem] – Fal Azevedo

A Vida Secreta das Abelhas [Secret Life of Bees] – Sue Monk Kidd

Como Água Para Chocolate [idem] – Laura Esquivel

The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless [idem] – Richard Green e K. Silem Mohammad

Agora a lista dos livros lidos que nem estão no Top5 nem no Bottom3, em ordem quase cronológica [preferi agrupar os de mesmo autor, mesmo que os tenha lido ao longo do ano]:

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Domingueiras

Cidadãozinho, 2 anos, preocupadíssimo porque o dragão da sorte [oi, Bruna!] não tem boca:

- Tia, ele não consegue comer!

Falando em comer, o Stiksy da Elma Chips voltou, né? Tá mais macio. Eu gostava dele antes, fortalecia o caráter.

Corte jilós em pétalas, o mais fino que conseguir. Tempre com sal e açúcar e deixe em paz por uns 20~30min. Escorra bem e frite em óleo quente até dourar.

Comecei a comer jiló no ano passado, desse jeito.

Para fazer com que a Luciana sofra o acidente e isso cause um grande impacto emocional, não apenas nas personagens, mas no público, considerei de grande importância explorar a ambição dela em ser uma estrela das passarelas, concorrendo com a Helena (Taís Araújo). Que ela desse demonstrações de valorizar o corpo antes de qualquer coisa. E que o público, sabendo que tudo isso vai se perder, com a tetraplegia, passasse a lamentar e a sofrer com a paralisia e a perda de função das pernas. Ela diz, por exemplo, que quer voltar a fazer ballet. Faz exercicios de barra em seu quarto. É vaidosa. Isso tudo precisava ficar sedimentado para que a perda fosse muito grande e dolorosa. [Manoel Carlos no blog de Daniel Castro, 14/10/09]

Gente, jura que é isso que te deixa comovido? Então eu sou mesmo uma pessoa fria de coração duro e seco, porque nem me umedeceu os olhos.

Não acompanho essa novela pela TV, só pelo Twitter – aliás, adoro os comentários da @dehcapella, da @brunaguerrier e de alguns comentários esporádicos aqui e ali. É a melhor coisa.

Lembra da Pod, a gatinha do Neil Gaiman que faleceu há alguns meses? Agora a Hermoinie foi fazer-lhe companhia. *Snifs*

Acordei com a Veja semanal na porta de casa, ação promocional para vender assinatura. Demorei mais para ultrapassar todas as propagandas de automóvel do que pra “ler” a revista.

Por “ler” entenda-se dar uma rápida vista d’olhos no banheiro.

Por um lado, Igreja Luterana da Suécia aprova o casamento gay. Por outro lado, um juiz de paz da Louisiana/EUA se recusa a casar um casal interracial. Esse é o Estado nonde se ambienta True Blood/Southern Vampires Mysteries.

Por um terceiro lado, o Vaticano diz que acolherá “de braços abertos” os anglicanos conservadors que se opõem á ordenação de homossexuais e mulheres.

E por um quarto lado, uma igreja batista na Carolina do Norte/EUA promoverá uma grande fogueira no próximo Halloween para queimar livros e discos satânicos, dentre os quais o escritos de Madre Teresa, do Papa e todas as bíblias que não se baseiem na versão do Rei James, além dos clássicos livros de bruxaria [oi, Harry Potter]. Acompanha churrasco de frango.

Karê e a filosofia, por Kenji Shikida

Scott Fujita é alto, louro, olhos claros, tem bacharelado em Ciências Políticas, joga na posição de linebacker pelo New Orleans Saints [Louisiana/EUA]. O sobrenome japonês é do pai adotivo. Fujita apoia a igualdade de direitos para os gays. Ele passou a defender essa questão quando soube que alguns Estados pretendiam limitar a adoção para casais hetero, apenas.

Aliás, nesta semana que passou aprendi outra coisa sobre a NFL: para um cara ser dono/ter cotas de sociedade de um time ele precisa ser aprovado pela maioria dos outros donos/sócios de todos os outros times [não apenas daquele que ele pretende comprar]. Um pretendente a comprar o Saint Louis Rams [16 derrotas em sequência] está tentando vencer a rejeição da liga de donos, de árbitros e de jogadores por conta de seu racismo aberto.

Uniforme de basquete deixa qualquer jogador feio, disforme. Saudade dos shortinhos curtos e justos.

Por um lado, o braço de telecomunicações da ONU sugere o padrão único e universal para os carregadores de celular.

Por outro lado, o Brasil impõe um padrão único de plugues e tomadas – único no sentido de que só existirá no Brasil.

Em 2016 tem Olimpíada no Rio; em 2010 tem F-Indy.

O Japão quer sediar solo a Copa de 2018 ou 2022. Hiroshima e Nagasaki querem sediar a Olimpíada de 2020.

Aaah! Comãssim Black Eyed Peas foi no SMAP X SMAP? Eu preciso achar isso em algum lugar.

SMAP X Black Eyed Peas

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[LieToMe] Love Always

...

E você tem certeza que tem bem-casados suficientes?

Eu não estou como Immanuel Kant, propugnando pela eliminação do direito de mentir. Existem diversas situações em que faltar com a verdade é necessário. Elas vão das pequenas interações sociais –você está linda hoje!– a questões mais cruciais. Um exemplo célebre levantado contra Kant é o do alemão que esconde um amigo judeu em seu sótão e recebe a visita da Gestapo. Pela lógica do filósofo prussiano, tal alemão estaria obrigado a dizer a verdade aos policiais nazistas, o que quase certamente implicaria a morte do amigo e a sua própria, por esconder um adversário do regime. [Hélio Schwartsman, 07/06/07]

Esse negócio de assistir diversas séries ao mesmo tempo, um episódio atrás do outro pra tirar o atraso, isso confunde minha cabeça que já não é muito organizada em condições normais. Se o mesmo ator aparece em duas dessas séries no mesmo dia, então, eu fico doidinha.

Foi o que aconteceu no quarto episódio de Lie to Me: eu tinha acabado de assistir à season premiere de CSI e o mesmo ator Brian Tee teve um papel importante em ambos. Por sorte não vi Bones e Dark Blue, senão minhas sinapses teriam entrado em curto: ele apareceu em todas essas séries!

É o carinha ao fundo na imagem acima.

De volta ao que interessa, desta vez a equipe inteira da The Lightman Group se deslocou até a embaixada da Coreia do Sul para ajudar o FBI a identificar um terrorista que ameaçou atacar durante a festa de casamento do filho do embaixador, pré-candidato a presidente.

A partir deste ponto há spoilers.

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[LieToMe] Moral Waiver

Você já teve a impressão de estar sendo observado?

Você já teve a impressão de estar sendo observado?

[...] consequencialismo, cujos grandes defensores incluem Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Basicamente, eles dizem que não existem princípios externos abstratos como a ideia de Justiça que possam validar ou invalidar nossos atos. A única forma de julgá-los é através das consequências que acarretam. Vale dizer que são boas as ações que engendram bons resultados. No caso específico de Bentham (conhecido como pai do utilitarismo), o que importa é o princípio de utilidade, que pode ser traduzido na fórmula: “o maior bem para o maior número de pessoas”. [Hélio Schwartsman, 20/08/09]

O título do segundo episódio de Lie To Me meio que entrega de bandeja o destino da trama, mas tudo bem, tem algumas coisas interessantes pelo caminho.

Para começar, ele demonstra que a série não vai se apoiar na tecnologia para resolver os casos e sim na análise humana com o apoio da tecnologia, que pode ser mais influenciável e portanto passível de falha porém é o que apreende melhor a complexidade das ações e reações. E com humor.

A cena inicial mostra o Dr. Lightman e o representante de uma agência a testarem a eficácia de um novo modelo de polígrafo portátil. O polígrafo analisa a resposta corporal às perguntas [aumento da transpiração, pressão arterial, batimentos cardíacos, etc.]. Alguns especialistas dizem que o detetor de mentiras tem de 90 a 95% de acuidade, mas os psicológos reduzem essa margem de acerto para 60%.

O problema desse tipo de mecanismo é que ele deteta as variações corporais mas não o contexto em que essas variações acontecem. Quem tem hipertensão sabe que a pressão pode subir na hora de medir só pela presença do médico ou enfermeiro, por causa da ansiedade. Tem até um nome técnico pra isso: Síndrome do Jaleco Branco.

Por isso nem todos os sistemas judiciais aceitam o resultado do teste do polígrafo como prova comprobatória [eita nóis!]. No Brasil não se aceita, se não me engano, e mesmo nos EUA tem Estado que também não.

Isso não foi dito na série, eu que pesquisei. Por cima. E eu tenho a SJB.

A partir deste ponto há spoilers.

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[LieToMe] Pilot

Olhe para a lente da verdade...

Olhe para a lente da verdade...

Numa simplificação grosseira da história da filosofia, existem duas matrizes de sistemas éticos. A primeira, que podemos chamar de deontológica, têm como expoentes Platão e Immanuel Kant. Para esses autores, são os princípios que importam. Uma regra como “não matarás” ou “não mentirás” valem incondicionalmente, seja porque estão amparadas pela ideia de Justiça, por Deus, pelo imperativo categórico ou por alguma outra entidade metafísica. [Hélio Schwartsman, 20/08/09]

Por uma dessas coincidências do destino [ou "alguma outra entidade metafísica", como diz o amiguinho aí em cima] duas pessoas me indicaram a série Lie To Me, no mesmo dia. Fui atrás de mais informações e me interessei assim que vi um nome associado à série: Tim Roth. Sou fã desse ator inglês, dos papéis de vilão que adoro detestar como o carinha lá do Hulk ou o do Planeta dos Macacos.

O cara é muito bom, mas só aparece em papéis coadjuvantes e em filmes quase sempre obscuros [com algumas exceções, cRaro]. Ele chegou a ser convidado para interpretar o Lord Voldemort da série Harry Potter, imagine. Preferiu o remake do Planet Of the Apes do Tim Burton, o que me leva a pensar que não é um artista que preocupa com fama.

Interesse despertado, fui assistir ao episódio piloto.

Bum!, me conquistou.

A partir deste ponto há spoilers.

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The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless

Capa do livro

Capa do livro

Eu sei que tinha dito que ia parar com essa série Cultura Pop & Filosofia depois dos volumes dedicados aos Beatles e ao Metallica. O caso é que esqueci que já tinha encomendado The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless na Livraria Cultura, que não o tinha em estoque e levou um mês e meio pra entregar. Que sorte, viu. Se eu tivesse parado nos volumes musicais provavelmente não voltaria a ler nada da coleção e perderia o melhor deles que li até agora.

A explicação para eu gostar mais desse do que dos cinco volumes que li antes está explicado num capítulo do próprio livro, o “Heidegger the Vampire Slayer: The Undead and Fundamental Ontology” de Adam Barrows. Primeiro porque ele explica os dois principais objetos de estudo da filosofia, o conhecimento [epistemologia] e o ser [ontologia]. Os cinco livros que li antes eram mais epistemiológicos, enquanto esse dedicado aos vampiros e zumbis é mais ontológico.

Ê lasquêra! Quer dizer o quê, sua amostrada? Que aprendeu duas palavras novas?

Ahn… Sim, isso e o fato de que os artigos desse livro tratam muito mais da primeira questão que a gente imagina quando se fala em filosofia: quem sou eu?

O que define a pessoa como um ser? O que define vida? O que acontece com o ser depois que ele morre? Os primeiros artigos tentam estabelecer tudo isso antes de pensar nas questões éticas que envolvem vampiros, zumbis, replicantes e zumbis filosóficos. Os autores optaram por não incluir lobisomens, fantasmas e outros seres sobrenaturais por questões práticas, isto é, não ampliar a discussão para a psicologia e a teologia.

Epa, você disse replicantes, Titia Batata? Tipo assim, igual os replicantes de Blade Runner, O Caçador de Androides?

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Beatles | Metallica | Filosofia

Capa do livro

Capa do livro

Terminei de ler mais dois livros da série Cultura Pop & Filosofia, do William Irwin, ambos relacionados à música – mais especificamente ao rock’n’roll.

Os dois livros têm em comum a estrutura dos capítulos: os primeiros analisam a relação das mensagens das letras das canções com os primeiros filósofos ocidentais [Platão, Aristóteles, Sócrates], seguindo para os orientais, franceses e alemães e daí para os filósofos modernos.

O mesmo esquema dos três anteriores que li, também [Matrix, Harry Potter e House].

Mas, desta vez, não gostei muito do material de alguns artigos que usaram trechos de letras de músicas para fazer a tal análise filosófica – isso aconteceu principalmente no volume dedicado ao Metallica: usaram trechos ou frases fora do contexto da canção para encaixar na ideia que o autor do texto queria demonstrar.

No GoogleBooks tem uma boa parte do livro disponível para leitura online [clique aqui].

Tradução de resenha da Babblermouth na Whiplash, em português.

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[TrueBlood] Never Let Me Go

Bill Compton e ERIC NORTHMAN

Bill Compton e ERIC NORTHMAN

As histórias de vampiros tradicionais costumam ser moldadas de acordo com a visão do mundo do Cristianismo, cuja estrita separação metafísica entre o bem e o mal gera imagens de vampiros como criaturas demoníacas, com um poder sedutor e destrutivo. Um tipo alternativo de ficção acerca de vampiros que surgiu nas últimas décadas, e hoje é a forma dominante no gênero, rejeita veementemente a visão cristã e favorece uma interpretação niilista com raízes no pensamento de Friedrich Nietzsche. Nessas histórias, o vampiro aparece como o herói (às vezes trágico, às vezes não) que supera a moralidade convencional. [William Irwin [Org.], Buffy a Caça-Vampiros E A Filosofia, cap. 1, 1º parágrafo]

O primeiro artigo do livro Buffy e a Filosofia prossegue com uma terceira visão do universo das histórias de vampiro, que é a “escola de ética conhecida como ‘eudemonismo’, que dita que a base da bondade moral é a realização da natureza humana em seu mais alto potencial” [parágrafo seguinte]. E foi neste ponto que parei a leitura, caus que estava usando os óculos velhos enquanto o atual estava na óptica repondo a lente que quebrei ao escorregar no banheiro. Longa história. Ou não, levou menos de 140 caracteres. Desculpaê, amiguinho do Twitter que está a reler isso. Voltando ao tópico, óculos velhos e ler no computador não combinam.

Este artigo português de Francisco Limpo de Faria Queiroz esclarece a diferença entre hedonismo e eudemonismo.

Chega de filosofia. Bamos ao que me trouxe aqui, em primeiro lugar. Não, não foi uma bicicleta. Prestenção. No quinto episódio da temporada, finalmente vemos a Sookie pensar e tomar a iniciativa, ê! *Bate palminha* Bom pra você, mocinha!

A partir deste ponto pode haver spoiler. Agite antes de usar.

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