Indy 500 | 100 Anos

(1070thefan.com photo: Ernie Mills)

Querido JR Hildebrand,

Da próxima vez que estiver na última volta de uma prova tipo 500 Milhas de Indianapolis, liderando a corrida com três segundos de vantagem sobre o segundo lugar, não tente ultrapassar um retardatário por fora na última curva, belê?

Pensando bem, nem por dentro.

Ktksbai.

Tadinho, eu fiquei até com um pouco de pena, afinal o cara é um novato, era uma edição comemorativa da prova [que se iniciou em 1911] e a vitória tava na mão dele – seria a primeira vitória de um norte-americano nas 500 Milhas desde 2006. As 500 Milhas de Indianapolis é um dos três eventos mais importantes do automobilismo no mundo [os outros dois são o GP de Mônaco de Fórmula 1, que geralmente ocorre no mesmo dia, e as 24 Horas de Le Mans].

Foi um erro de novato e vai marcar a carreira dele pra sempre, mas não apenas pelo lado negativo [a tomada errada de decisão que, além de ser compreensível pela pouca experiência, também pode ser compartilhada com o spotter, o cara em cima do prédio que faz as vezes de navegador]; depois de acertar o muro, Hildebrand mostrou coragem e espírito vencedor ao continuar acelerando para atravessar a linha de chegada. Um daqueles momentos épicos que a gente vê em filme.

Indianapolis 500 final lap – 29 May 2011 – JR Hildebrand crash

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Indy500 2010

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

A transmissão

Estava na frente da tv desdas 13h20, só que inventei de zapear e parei num canal que mostrava uma receita de fetuccine com frango à indiana; quando lembrei da corrida já passava das 13h45 [mas valeu a pena, a receita parece deliciosa]. Alguém estava terminando de cantar America the Beautiful e o narrador Téo José confundiu com God Bless America, que foi executada em seguida e ele disse que estavam tocando outra vez. Tudo bem.

Téo José é um narrador OK – na minha opinião, fica entre o Celso Miranda e o Luciano do Valle: embora ele torça muito para os pilotos brasileiros, de vez em quando se lembra que existem outros correndo e até traz algumas informações não relacionadas exclusivamente aos brasileiros. Outro ponto positivo é que ele não é mesquinho com o tempo cedido para o comentarista e o repórter de campo. Nem com o tempo, nem com o respeito.

O comentarista e ex-piloto Felipe Giaffone foi quem deu o tom mais profissional, com informações de bastidores e opinião baseada em experiência e conhecimento [e não baseadas em torcida]. Ele disse, por exemplo, que o fato da tv norte-americana reprisar o acidente do Mike Conway era um bom sinal, porque eles não mostram as imagens quando o piloto está muito ferido ou quando não têm certeza da gravidade do estado do piloto. E ele tinha razão, embora o acidente tenha sido chocante Conway teve apenas uma fratura na perna.

* “Apenas” comparado com o que podia ter acontecido, devido à espetacularidade do acidente [v. no Youtube].

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