Queimando livros

Capa de Baby Be-Bop

Capa de Baby Be-Bop

Nas semanas passadas, o assunto do momento nos programas de fofoca e sites dedicados à vida das famosidades era discutir a sexualidade de um participante de reality show. Muita gente [eu no meio] ficou chocada com o fato de ele *não* ter ganhado. Muitos acharam que foi resultado de preconceito do público votante, já que vazaram fotos do competidor travestido dias antes da final. Eu quero crer que não tenha sido isso, mas o fuzuê que a tal “saída do armário” provocou na mídia faz repensar essa crença.

Lembrei disso agora ao ler um artigo no jornal inglês The Guardian sobre uma ação jurídica que o grupo religioso Christian Civil Liberties Union move no Estado do Wisconsin [EUA]. A ação pede à Justiça o direito de queimar publicamente uma cópia do livro “Baby Be-Bop” da autora Francesca Lia Block, por ser “explicitamente vulgar, racial [e não racista] e anticristão”. Além disso, exigem indenização de 120 mil dólares da American Library Association por danos provocados pelo fato de terem sido expostos ao referido livro numa biblioteca pública. Reclama que quatro de seus membros sofreram danos no seu bem-estar mental e emocional.

A ação judicial segue-se a uma campanha do grupo religioso que pretende proibir o acesso a livros com temática sexual aos jovens e adolescentes da cidade de West Bend. O diretor do programa Freedom to Write do PEN America diz que o ato é meramente teatral, que não tem possibilidade de seguir adiante e cujo maior objetivo é ganhar publicidade, porém é preocupante a motivação por trás da ação.

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Ex-Libris da Tugosgera

Recebi do Branco Leone a incumbência de seguir a corrente, sob pena de nascerem perebas na bunda caso quebre aqui. Mas antes acho que cabe uma breve introdução explicativa, num cabe?

Fahrenheit 451 de Ray Bradbury

“Em 1949, George Orwell lançou o livro 1984, mostrando uma sociedade oprimida por um regime absolutamente autoritário. Quatro anos depois, em 1953, Ray Bradbury revolucionou a literatura com Fahrenheit 451.
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