Um nascer do sol, um gafanhoto, uma nação libertada e um peito

A atriz Kaley Cuoco, que interpreta a garçonete e aspirante a atriz Penny em The Big Bang Theory, sofreu um acidente em setembro antes de começar a gravara série e está com o pé engessado. Fratura exposta, ui, dá até gastura de pensar. Era um dos momentos em que eu assistia ao E24 de olhos fechados, os de fratura em que o osso perfura a pele.

Kaley declarou em entrevista a Ellen DeGeneres que os produtores decidiram não incluir a perna quebrada na personagem, então Penny passará um tempo servindo bebidas atrás do balcão para disfarçar o gesso e a mobilidade reduzida provisória. Alguém mais lembrou do episódio The Grasshopper Experiment? o/

No oitavo episódio da primeira temporada de TBBT, os pais de Raj, que é indiano e não consegue falar com mulheres [uma coisa não está relacionada à outra], resolvem intermediar um encontro para o filho na esperança de um dia terem netos. Acontece que a garota em questão costumava bater em Raj quando os dois eram crianças e isso piora a timidez dele.

Nesse meio tempo, Penny pede que os quatro cientistas a ajudem a praticar sua habilidade como bartender.

Penny: Aqui está, Leonard, uma Tequila Sunrise.
Leonard: Obrigado! Ora, esta bebida é um exemplo maravilhoso de como líquidos com diferentes gravidades específicas interagem em um contêiner cilíndrico. [percebe que está falando demais] Obrigado.

A Tequila Sunrise foi criada nos anos 1940 ou 1950 por Gene Sulit em Phoenix, Arizona/EUA, e tem esse nome porque [1] leva tequila e [2] as bebidas de densidades diferentes criam um efeito que lembra as cores do nascer-do-sol ["sunrise"]. A receita original leva tequila, licor creme de cassis, suco de limão e água com gás. A versão popular – e a que aparentemente é a usada pela Penny – leva tequila, suco de laranja e Grenadine [licor de romã]. Tanto o creme de cassis quanto a Grenadine são espessos, vermelho escuro e doce – como o xarope de groselha de boa qualidade.

A receita: Tequila Sunrise
Continuar lendo

Espaguete à Bolonhesa do Inspetor-Chefe Japp

Publicado originalmente no TeleSéries.

Philip Jackson em O Assassinato de Roger Ackroyd

Philip Jackson em O Assassinato de Roger Ackroyd (2000)

Inspetor-Chefe James Japp: Não tem nada para comer aqui, Poirot! É tudo macarrone isso, ravióli aquilo… Não tem carne?
Hercule Poirot: Espaguete à Bolonhesa tem carne.
Inspetor-Chefe James Japp: Não gosto de espaguete.

Hercule Poirot, o detetive belga criado por Agatha Christie, é um apreciador da haute cuisine. Na verdade, Poirot é um hedonista [ou seria um epicurista? deixo a questão para os filósofos]. Tanto nos livros quando na série de TV britânica estrelada por David Suchet, os momentos de humor costumam envolver o relacionamento do detetive com a culinária.

Seu associado Capitão Arthur Hastings aprecia tanto os elaborados pratos franceses quanto a tradicional culinária inglesa – embora prefira o café da manhã britânico ao continental. A secretária Miss Felicity Lemon é partidária das refeições saudáveis, magras e sem sabor, mas a vítima preferencial de Poirot na série é o Inspetor-Chefe da Scotland Yard Jimmy Japp. Inglês até os ossos, sua ideia de uma boa refeição inclui carne, gordura e sangue – uma linguiça ou black pudding [parente do chouriço e da morcela].

No episódio The Murder of Roger Acroyd [temporada 7, episódio 1, exibido em 2 de janeiro de 2000], Japp comenta com Poirot que, se herdasse a quantia de dinheiro que a vítima deixou em testamento para o beneficiário, aposentaria-se e viveria no sul da França. O detetive responde: “Non, non, mon ami. Você não toleraria a comida.”

Pelo que vemos no diálogo que abre este post, Japp não é grande fã da cozinha italiana tampouco. Bom, eu sou. Verdade que não tanto do espaguete, entretanto… Prefiro talharim, penne, parafuso e gravata. Então, aqui vai a minha versão de Espaguete à Bolonhesa – sem espaguete e sem carne moída.

Espaguete à Bolonhesa do Inspetor-Chefe Japp

Continuar lendo

Sopa de cebola da Sra. Weasley

A Sra. Weasley fechou a porta para o quintal vazio, segurou Harry pelos ombros e o conduziu até a luz do candeeiro sobre a mesa para vê-lo melhor.
— Você é igual ao Rony — suspirou ela olhando-o de cima a baixo. — Parece que alguém lançou em vocês um Feitiço Esticador. Juro que Rony cresceu dez centímetros desde a última vez que comprei uniformes para ele. Está com fome, Harry?
[...]
Ela deu outra batida na panela que se ergueu no ar, voou até Harry e se inclinou; a Sra. Weasley encaixou sob a panela uma tigela bem em tempo de aparar o caldo grosso e fumegante da sopa de cebola.
— Pão, querido? [J. K. Rowling, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, trad. Lia Wyler. 1ª edição. Rio de Janeiro: Rocco, 2005]

A cozinha d'A Toca

A cozinha d'A Toca

* Agradecimentos especiais à TatiLie pela ideia do post.

Os livros da série Harry Potter sempre mencionam comidas e bebidas, desde o picolé de limão que Albus Dumbledore retira da sua capa enquanto aguarda Hagrid para depositar o bebê Harry na porta dos Dursley até os mais incríveis doces da Dedosdemel, a confeitaria do vilarejo bruxo de Hogsmeade, que incluem pirulitos de sangue e torrões de barata; o carrinho de doces do Expresso de Hogwarts com sapos de chocolate, feijõezinhos de todos os sabores, varinhas de alcaçuz; tem a cerveja amanteigada, hidromel, uísque de fogo e o suco de abóbora e tem todas as coisas que Harry gosta numa só refeição nos banquetes de Hogwarts, a escola de magia e bruxaria nonde ele estuda ["rosbife, galinha assada, costeletas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e, por alguma estranha razão, docinhos de hortelã." in Harry Potter e a Pedra Filosofal].

Continuar lendo

Seed cake / Bolo de sementes

Caraway seed cake, bolo de cominho

Caraway seed cake, bolo de cominho

Lady Selina engoliu o último pedaço amanteigado e olhou vagamente em redor. Henry logo apareceu. Não rápida nem apressadamente. Parecia ter surgido ali de súbito.
- A senhora deseja mais alguma coisa? – E sugeriu atenciosamente: – Bolo, por exemplo?
- Bolo? – Lady Selina pensou nisso, hesitante.
- Estamos servindo um ótimo bolo de cominho que eu recomendo à senhora.
- Bolo de cominho? Faz anos que eu não como bolo de cominho! É bolo de cominho de verdade?
- É, sim, minha senhora. O cozinheiro usa essa receita há não sei quantos anos. A senhora vai gostar, tenho certeza.
Henry olhou para um dos seus ajudantes, e o rapaz disparou em busca do bolo de cominho.
[Agatha Christie, O Caso do Hotel Bertram, trad. Rachel de Queiroz. 7ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2001]

Levanta a mão quem lê livro ou assiste série/filme e fica de olho no que os personagens comem. o/

Antontem eu finalmente terminei de ver a segunda temporada de Poirot, que se encerrou com a adaptação da primeira aventura do detetive de Agatha Christie [O Misterioso Caso de Styles] e é claro que acabei com vontade de comer um dos quitutes mencionados: desta vez foi seed cake, um simples bolo “temperado” com sementes típico não apenas na Inglaterra, mas também na Terra Média, apreciado por humanos, hobbits e anões igualmente.

- Um pouco de cerveja me cairia melhor, se não lhe fizer diferença, meu bom senhor – disse Balin, agitando a barba branca. – Mas eu não recuso um pouco de bolo… bolo de sementes, se você tiver.

- Um monte! – Bilbo se viu respondendo, para sua própria surpresa; e se viu também correndo até a adega para encher uma caneca de cerveja, e depois para a despensa para pegar dois belos e redondos bolos de sementes que fizera aquela tarde para petiscar depois do jantar. [J. R. R. Tolkien, O Hobbit, trad. Lenita Maria Rímoli Esteves, Almiro Pisseta. 2ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1998]

Continuar lendo

[TrueBlood] I Got a Right to Sing the Blues

A noiva de Franklin

A noiva de Franklin

Eu a-do-rei este episódio!

Pela primeira vez em muito tempo, as partes que gostei superaram as que me deixaram indiferente [oi, Jason; oi, Crystal] e as que me deram raiva. Por onde começo…? Bom, na dúvida, pelo começo, né?

A partir deste ponto há spoilers

Continuar lendo

Sukiyaki

Sukiyaki

Sukiyaki

Sukiyaki é um nabemono, isto é, um alimento preparado num caldeirão ou panela de ferro [o tar do nabe - pronúncia nabê], próprio para os dias mais frios do inverno como o shabu shabu ou o nabeyaki. Uma das histórias que se conta sobre a origem do sukiyaki é que os antigos agricultores japoneses assavam batata-doce nos rastelos [o suki, sílaba tônica ki]. O rastelo brasileiro é formado por uma série de agulhas ou pontas; o japonês é moldado numa chapa de ferro. Depois de uma limpadinha virava uma boa chapa pra assar/grelhar e poupava os colonos de ter de carregar muita tralha de cozinha.

Receita de sukiyaki tem várias, de acordo com a região e tudo o mais. Em casa fazemos mais ou menos assim:

Sukiyaki para quatro pessoas

Ingredientes
2 colheres de sopa de manteiga
300g de filé mignon cortados em fatias finas [cada fatia uma bocada, essa é a medida]
300g de peito de frango ou lombo de porco em fatias finas
1 pacote de itokonnyaku/shirataki [macarrão de batata konnyaku, de consistência firme e gelatinosa]
1 caixa de tofu do tipo firme cortado em cubos de 3cm
3 folhas de acelga fatiadas em pedaços de 3cm
200g de couve-flor ou brócolis limpo e cortado em minibuquês
8 shiitake inteiros sem os talos
1 maço de cebola negi cortada em pedaços de 3cm
100g de moyashi [broto de feijão]
100g de shimeji
4 ovos inteiros [opcional]

Tempero
Continuar lendo

Feliz São João!

Capelinha de melão é de São João
É de cravo, é de rosa, é de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai, acordai, João
[Cancioneiro popular]

Quando eu era criança achava que soltavam bombas no dia de São João pra ele acordar pra festa, mas aí disseram que não. Que apesar de S. Jão ser um santo festeiro [é por causa dele que existem as festas juninas ou joaninas] ele tinha que ficar dormindo no seu dia, caus que se ele visse as fogueiras em sua homenagem desceria do céu e se queimaria nelas. E eu ficava pensando “que bobos. Tem um monte de adulto aqui pra tomar conta dele”.

O tempo passou, Titia Batata perdeu as ilusões.

Mas não a curiosidade. Descobri, por exemplo, que se não fosse São João a gente não conheceria a escala musical do jeito que ela existe.

‘’Ut’’ queant laxis ~
“Re’’ssonare fibris
‘’Mi’’ra gestorum
‘’Fa’’muli tuorum,
‘’Sol’’ve polluti
‘’La’’bii reatum,
‘’S’’ancte ‘’J’’ohannes.

O ut foi depois substituído por dó. O si é constituído pelas letras iniciais latinas de Sancte Johanes (São João: o j lia-se como i). [Wikipedia]

Outro detalhe curioso é que São João é um dos poucos santos comemorados no dia de seu nascimento e não no de sua morte ou martírio.

A historinha da fogueira também é legal: Isabel e Maria [mães de JB e JC, respectivamente] eram primas e muito amigas. Isabel prometeu a Maria acender uma grande fogueira para avisá-la quando JB nascesse [não tinha SMS naquele tempo]. Na verdade esta é uma adaptação das fogueiras pagãs acesas na véspera do solstício de verão [Midsummer], em honra do sol.

Já as bombinhas se devem ao pai de JB: Zacarias recebeu a notícia de que Isabel estava grávida e ele ficou tão emocionado que emudeceu, só voltando a falar quando ele nasceu e perguntaram qual seria seu nome. Quando ele respondeu “João” todos bateram palmas. Tutu odeia essa parte.

O levantamento do mastro com as imagens dos três principais santos juninos [Antônio, João e Pedro] e o pau-de-fitas também são uma adaptação do catolicismo romano para uma tradição pagã, o Maypole, mastro de maio ou pau de maio, que simboliza Yggdrasil [a árvore que representa o eixo do mundo, na mitologia nórdica] e comemorada na Grã-Bretanha, EUA, Suécia, Grécia, República Tcheca… A “simbologia fálica” *cof* do mastro representa o senso de comunidade, juventude, celebração e a chegada do verão – no hemisfério norte, claro, onde nossos antepassados portugueses o levaram para junho.

Bah, por mim festa é festa e celebração da vida é celebração da vida, venha de qual hemisfério vier.

E se tiver comida e bebida melhor ainda!

Vinho quente
Tempo de preparo: 20min
Rende: 10 porções

Ingredientes
1 copo de açúcar
Canela em rama
Cravo
1 l de vinho tinto seco
1/2 l de água
1/2 maçã (verde ou vermelha) descascada e cortada em fatias
1 pedaço de gengibre fatiado

Modo de Preparo

1. Queime a metade do açúcar com o cravo e a canela
2. Acrescente o vinho, já misturado com a água
3. Junte a maçã, o gengibre e o açúcar restante
4. Deixe cozinhar um pouco e sirva bem quente.

Evite servir em recipiente metálico.

Outras coisas

Se preferir a bebida dos deuses nórdicos: receita de hidromel [a tradicional alcoólica e a suave não-alcoólica].

Dica do jornalista Jairo Marques na Folha de SP: arraiá acessível para cadeirantes e festa junina beneficente.

Ação social para ajudar as vítimas das enchentes de Alagoas e Pernambuco: Copa Solidária.

E, só para lembrar, tradição boa é tradição que não provoca problemas nem tragédias. Que tal criar uma nova tradição de esquecer de soltar balões e evitar incêndios? ;)

Curtido de cebola pirulito

Na semana passada a Adrina postou uma receita de salada de cebola pra substituir a vinagrete de churrasco e eu respondo com a receita de dona mãe de cebola pirulito curtida. Como é curtida, precisa ser preparada com antecedência; a da Adrina dá pra comer na hora.

Cebola pirulito é aquela menor que a cebola comum e maior que a cebola lakyô. Para meio quilo de cebola você precisará de:

1 xícara [chá] de água
1/2 xícara [chá] de vinagre
1/2 xícara [chá] de shoyu
3 colheres [sopa] de sal marinho
2 colheres [sopa] de açúcar

Descasque as cebolas, corte-as ao meio no sentido do comprimento, esfregue-as com duas das três colheres bem cheias de sal e deixe quietas durante 3 horas. Escorra bem a água que elas soltaram e coloque-as num recipiente de vidro, louça ou acrílico que possa ser bem tampado. Em casa usamos um vidro grande de Nescafé, cabe direitinho.

Evite usar metal ou plástico, por causa da acidez do vinagre.

Misture bem os ingredientes do caldo [o sal agora é uma colher só, percebeu?], despeje por cima das cebolas, tampe o recipiente e deixe curtindo por dois ou três dias. Depois de pronto ainda dura uns 15 ou 20 dias na geladeira, se evitar usar talher de metal pra pescar as cebolas. ;)

As medidas dos ingredientes do caldo são só uma base, você pode ajustar de acordo com seu paladar ou até de acordo com a acidez do vinagre ou do sal do shoyu utilizado. O importante é que cubra totalmente as cebolas. Se quiser pode acrescentar duas ou três pimentas dedo de moça, inteiras.

E pra você que não come cebola: seu ímpio!

Bolinhos de arroz

Não tou falando de mochi, que os jornalistas brasileiros adoram chamar de bolinho de arroz todo começo de ano. Tou falando do bolinho de arroz popular, feito com sobras mesmo. Muita gente diz que isso traz memórias da infância, mas dona mãe não gosta e nunca fez então pra mim isso é uma iguaria disputada a tapa quando vem na marmitex. :lol:

Testei várias receitas; a que mais gostei é uma adaptação de uma do CyberCook – no link tem a original, abaixo a adaptada.

Bolinhos de arroz

Ingredientes:
2 xícaras (chá) de arroz cozido
1/2 xícara (chá) de leite
2 ovos
2 colheres (sopa) de queijo ralado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de maisena
2 colheres (sopa) de salsinha
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de glutamato monossódico [também conhecido como aji-no-moto]

Modo de fazer:
Separe 1/2 xícara de arroz, a farinha e a maisena numa tigela. Bata o resto dos ingredientes no liquidificador e junte a massa à tigela. Misture bem e faça os bolinhos com a ajuda de duas colheres das de sopa. Frite em óleo quente e seque em papel toalha. Em casa não usamos pimenta-do-reino e deveríamos excluir o aji-no-moto também [hipertensos, ho!]. Rende uns 40 bolinhos, dependendo da colher.

O bom é que eles não ficam encharcados de óleo, graças à maisena, e a receita é bem flexível. Dá pra variar o queijo, dá pra substituir a salsinha por coentro ou outro tempero verde, dá até pra substituir o arroz por milho verde – mas é claro que daí deixa de ser bolinho de arroz e vira bolinho de milho. Dá pra acrescentar linguiça, azeitona, bacon, frango, cebola picadinha. Vai do que estiver sobrando na sua geladeira na hora.

Uma baciada disso e uma lata de cerveja… *Slurpt*

Compota de goiaba

Eu lóoovo tudo o que tem goiaba, embora não seja muito chegada à fruta in natura [mesmo problema coa banana]. Quando eu era mais xóvem costumava fazer compota em casa, a zóio – mas sempre usava só duas ou três goiabas de cada vez, então o risco de estragar a “receita” era mínimo. Nunca estraguei, entretanto.

Daí anturdia vi a receita certinha num Via Brasil da GloboNews. Antes que eu pudesse anotar ganhei uma sacola cheinha de goiaba madura e entendi o que Pablo Conejo quis dizer com “quando você quer alguma coisa, o universo conspira a seu favor”. Ou algo assim.

Compota de goiaba
2 kg de goiaba madura
1 litro de água
1 kg de açúcar

Lave e descasque as goiabas, corte ao meio e retire as sementes e eventuais bichinhos-da-goiaba. Não seja nojenta[o], é da natureza :lol: Leve a água e o açúcar ao fogo numa panela beeem grande [acredite, você não vai querer que transborde ou espirre, é um saco pra limpar o fogão e queima feio se cair no braço].

Junte as goiabas e cozinhe em fogo médio até que, ao espetar com um garfo, ele saia com facilidade e a calda esteja mais espessa. Guarde num pote de vidro bem lavado e seco [ou na compoteira de cristal da vovó, se for chique, benhê]. Se der tempo, né, e não comer tudo antes.

O truque é retirar cada pedaço com cuidado e só depois entornar a calda por cima, móde ficar bonito.

Nah, em casa o truque é dmininuir a quantidade de açúcar. Usamos 850g de açúcar cristal para 2,250 Kg de goiaba e ainda achei que ficou doce demais – mas aê vai do gosto de cada um, né?

A casca e as sementes não se perdem, batemos tudo no liquidificador com mais umas goiabas inteiras e foram pro fogo pra virar geleia com mais um pouco de açúcar. A zóio.