Sushi não é sashimi – 2

SushiAnturdia estava a ler um artigo no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo [O lado quente do Japão, 5/6/8] que citava um fato que enfrentamos muito entre nossos amigos mesmo aqui em Pedra Lascada, região com alto teor de gordura alta concentração de japoneses: quando um gaijin diz que gosta [ou não gosta] de comida japonesa geralmente quer dizer sushi e sashimi, como se a culinária japonesa se restringisse a isso e brasileira se restringisse a caipirinha e feijoada.

Está tudo bem, Titia Batata está aqui para jogar uma luz sobre essas almas ímpias.

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Oniguiri

Muita gente explica o oniguiri como um bolinho de arroz – mas isso também se aplica ao mochi. A diferença entre os dois é que o mochi é feito com o arroz glutinoso passado no pilão e é consumido geralmente com doce [embora seja ingrediente principal da sopa assassina tradicional de ano-novo], e o oniguiri é feito com os grãos inteiros compactados ["unidos venceremos"], de outro tipo de arroz, e geralmente consumido salgado. E em excesso, pelo menos de minha parte. Por ser compactado, cada oniguiri já leva uma quantidade razoável de arroz; como eu gosto muito, acabo comendo bastante.

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HP, mitologia e cozinha

Na mitologia japonesa o kappa é um espírito anfíbio que arrasta suas vítimas para dentro da água, do tamanho de uma criança de 10 anos com pele escamosa verde-amarelada, cara de macaco e costas de tartaruga e membranas nos pés e nas mãos. O topo da cabeça do kappa é côncava para reter água, para que ele conserve seus poderes quando em terra seca [um de seus poderes é curar fraturas]. O melhor modo de derrotar um kappa é cumprimentá-lo à moda japonesa, fazendo reverências: ele se sentirá na obrigação de retribuir e com isso derrama a água da cabeça, tendo que voltar para o rio ou lago de onde saiu.

Outro modo de se defender, se ele não estiver em terra seca, é escrever o nome dos familiares em cascas de pepino e jogá-los na água. O pepino é o Continue lendo