Desafio Literário | Avalon High [reserva]

Sinopse
‘Avalon High’ pode não ser exatamente o lugar onde Ellie gostaria de estudar, mas até que não é tão ruim assim. Uma escola americana normal, freqüentada pelos mesmos tipos de sempre – Lance, o esportista; Jennifer, a animadora de torcida; e Will, o presidente da turma, jogador talentoso, bom moço… e muito charmoso! Mas nem todos em ‘Avalon High’ são o que parecem ser… nem mesmo Ellie, como ela logo vai descobrir. Depois de um esbarrão durante uma corrida no parque, os destinos de Ellie e Will parecem estar irremediavelmente entrelaçados. Ela começa a notar uma série de estranhas coincidências entre o seu cotidiano e a lenda do Rei Arthur – nomes similares, triângulos amorosos, sociedades secretas – mas qual seria seu verdadeiro papel nessa história? Como em Camelot, estariam seus novos amigos fadados a um trágico destino? E pior, o que ela pode fazer para impedir que uma profecia milenar se cumpra mais uma vez? Misturando fantasia, história e romance, Meg Cabot acerta mais uma vez.

Capa da edição em inglês

Capa da edição em inglês

Já que eu desgostei da primeira opção de chick lit pro Desafio Literário [embora tenha lido inteiro e direito, não na diagonal] e porque dava tempo, resolvi ler o livro reserva também. Meg Cabot é outra primeira vez pra mim – só a conhecia dos dois filmes da série Diário da Princesa, que achei fofinhos e influenciaram na hora de montar a agenda de leitura. Avalon High entrou por causa do título mesmo, nem li a sinopse antes.

E, cara, que grata surpresa! Logo nos parágrafos iniciais eu já estava totalmente cativada pela personagem principal, uma adolescente de 16 anos que tem que se adaptar numa nova cidade nos arredores de Washington D.C., num novo colégio com novos colegas. Ela já não sentia-se enturmada em sua antiga cidade, sendo mais alta do que as outras garotas e filha de dois professores cujo objeto de estudo são as lendas arthurianas. Isso a tornou impopular nas festas temáticas da Idade Média, mas deu-lhe uma personalidade prática que sabia que não era nada romântico viver com dentes ruins ou infestada de piolhos e morrer de velhice aos vinte anos.

Por outro lado, ela tinha que conviver com o nome de alguém que se matou por causa de um amor não correspondido, o que ela desprezava.

I don’t care how beautiful the poem is about her. It’s not exactly cool to be named after someone who killed herself over a guy. I have mentioned this several times to my parents, but they still don’t get it.

Oh, e já mencionei que cada um dos vinte e nove capítulos inicia-se com uma quadra do poema A Dama de Shalott, do Tennyson? Fala sério! Qual livro juvenil cita Alfred Tennyson hoje em dia?

Leitor de Agatha Christie reconhece uns versos por causa de A Maldição do Espelho: “Fora a teia se abria e esvoaçava; / O espelho quebrou de lado a lado: / ‘A maldição se abateu sobre mim’, / gritou a Lady de Shalott.”

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