Paraíso

Assisti a alguns episódios capítulos da novela das 18h esses dias e, ói só, até que gostei, num sabe? É uma história acalentadora levada por atores talentosos. Num dos capítulos que vi, estavam Reginaldo Faria, Mauro Mendonça, Carlos Vereza e vários outros a “beber o defunto”. Gente, o que eu ri naquele dia… A Cássia Kiss montou uma beata à altura da Perpétua da Joana Fomm e tá impagável. Dá mais raiva dela do que da Mariana da Eloísa Mafalda.

Fiquei impressionada com a semelhança da atriz Nathália Dill com a intérprete anterior da personagem Santinha, a Cristina Mullins. São muito parecidas fisicamente e no ar suave. Achei muito legal também ver o antigo Zeca [Kadu Moliterno] como o novo Bertoni – ele, a Bia Seidl [antiga Edith, nova Aurora] e o Cosme dos Santos [antigo Tóbi, novo Zé do Correio]!

Dos atores mais jovens, tou gostando da atuação da Vanessa Giácomo [Rosinha] e do Alexandre Rodrigues [novo Tóbi]. O Daniel também não faz feio, não. A dupla de personagens dele com o Alexandre Nero [Terêncio] funciona bem, são engraçados.

Maaas tem três coisas que me incomodaram nessa novela.

1. Ó, já vendem gilete na roça. Tem necessidade de botar tudo homem barbado não.

2. Alguns atores exageram no sotaque. Em “porquêra”, por exemplo, basta rolar o primeiro R, o segundo não carece. Em “briga”, “roupa” e “carro” também não.

3.  Tem muito repete repete nos diálogos, tem muito. Precisa todo mundo dizer duas vezes, duas vezes, a mesma coisa? Nóis é jeca mas nóis não é surdo, não, senhor. Não é surdo e nem burro.