X3: O Confronto Final

Pôster do filme X-Men 3[Antes das minhas impressões pessoais sobre o filme, registro um incidente ocorrido ainda na fila de entrada para a sala 1 do Cinemais – Shopping Aquarius, de Marília/sp. Ao contrário do Cine Esmeralda, que elogiei há alguns dias, o atendimento no Cinemais deixa *muito* a desejar. Talvez por tratar-se de uma rede, os funcionários agem como robozinhos, sem se atrever a oferecer mais – nah, acho que nem isso é desculpa para a falta de qualidade no atendimento a uma pessoa portadora de necessidades especiais conforme a fila inteira presenciou hoje, quando o funcionário impediu que o pai acompanhasse o filho antes que a multidão entrasse, para acomodá-lo com segurança. Além da falta de preparo para atender deficientes, ainda expôs os dois ao constrangimento. Foi tão vergonhoso que as próprias pessoas na fila passaram a insistir com o funcionário para que permitisse a entrada deles, ninguém ali se opôs. Mesmo assim não houve acordo e creio que amanhã o formulário de reclamação deles vai ter assunto para todo o dia, pelo que ouvi das pessoas em volta. E já que é pra reclamar mesmo, a sala estava um forno e as cadeiras rangiam. Pronto, revoltei.]

Registro feito, um sumário sobre os dois filmes que antecederam O Confronto Final, conforme solicitado – e com os erros de digitação e português revisados.

A questão mutante foi tratada pelo diretor Bryan Singer nos dois primeiros filmes como uma parábola dupla: as mudanças da puberdade – visto que os poderes mutantes costumam se apresentar quando o cidadão entra na adolescência e se sente todo estranho, todo diferente e marginalizado, em busca de outros iguais a ele para formar a sua tribo. A segunda questão já é mais delicada e trata da intolerância, do racismo, do ódio e do medo de tudo o que é diferente. Foi esse o tema do primeiro filme, que começou justamente com uma cena num campo de concentração nazista nonde Eric Lensherr [Magneto] é separado de seus pais.

A ‘guerra’ no primeiro X se deu entre mutantes [Homo superior] e humanos comuns [Homo sapiens], com a emenda constitucional proposta pelo senador Kelly que obrigaria todo portador do fator X a ser registrado e fichado. Titio Magneto acha que apenas com a dominação dos mutantes sobre os humanos o mundo passaria a aceitar os mutantes. Já o Professor Charles Xavier acredita numa coexistência pacífica. Grosso modo, comparamos Magneto a Malcom X e Professor Xavier a Martin Luther King: ambos têm o mesmo objetivo, só que usam meios diferentes para atingir esse objetivo.

Assim, Magneto lidera a Irmandade mutante que inclui Mistica, Groxo, Dentes de Sabre. Prof. Xavier dirige a Escola Xavier Para Jovens Dotados e os X-Men: Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Homem de Gelo, Vampira, Wolverine…

Claro que, por mais amigos que Eric e Charles fossem, esses caminhos diferentes acabaram por provocar a richa entre as duas facções, e foi aí que começou X2. O criador do esqueleto de adamantium do Wolverine, William Stryker, usou um mutante para controlar os poderes de Magneto e de Xavier para provocar uma guerra entre mutantes, para que se matassem mutuamente. Apenas quando uniram forças conseguiram se livrar da extinção, mas ao custo do sacrifício da Jean Grey.

E é aí que começa X-Men: O confronto final, que usa a saga da Fênis Negra como base para metade do roteiro. A outra metade fala sobre uma suposta cura que suprime a mutação em portadores do fator X. Pouco havia sido mostrado sobre o impacto psicológico da mutação em crianças, porque as que apareceram já eram alunos da Escola Xavier – mas a cena que apresenta Warren Worthington III, logo no início do filme, foi, pra mim, a mais forte dos três até agora. Confesso que me torci em agonia com a dor que o ator-mirim Cayden Boyd conseguiu passar em questão de segundos.

As questões filosóficas ficaram um pouco pra trás dessa vez – levadas a voz por, incrivelmente, Magneto [vou me abster de comentar como Sir Ian McKellen continua roubando a cena mesmo quando contracena com atores à sua altura, como Patrick Stewart], que também garante o alívio cômico com seu cinismo trademark. No mais, muita porrada e alguns mutantes novos: eu adorei ver o Vinnie Jones fazendo o Juggernaut/Fanático. Ele tava nos dois filmes de Guy Ritchie – aliás, a estréia dele como ator foi justamente em Jogos, trapaças e dois canos fumegantes no papel de Big Eddie. Ele geralmente faz o papel do cara grandão que obedece ordens mas não prima pela excelência intelectual, conforme vimos na cena das paredes. [Sinto um pouco de falta das referências familiares nos filmes da franquia: nenhum dos diretores menciona que Mística é mãe biológica de Noturno e adotiva de Vampira, ou que Cain Marko é irmão de criação de Charles Xavier; sem contar que bagunçam as idades – segundo Joe Casey ni Os filhos do átomo, Hank McKoy, Bobby Drake, Scott Summers, Warren Worthington III e Jean Grey têm a mesma faixa de idade. Liberdades artísticas, dizem; pelo menos Brett Ratner fez um Prof. Xavier mais fiel do que Singer.]

E já que eu realmente gosto de encontrar “poréns” [piada particular mode on ] tem dois que não posso perdoar:

[1] Pode conter spoilers, arraste por sua conta e risco —> na cena niqui Wolverine tenta alcançar a Fênix Negra para detê-la, a força descontrolada dos poderes dela desintegra a parte de cima do uniforme de Logan [desintegra sua carne também, em alguns momentos chegamos a ver o esqueleto de adamantium dele. bendito fator de cura]. Bem, e quanto às calças?? Tinha que ter desintegrado as calças também para nos dar uma visão desimpedida do traseiro que vimos um pouco antes. <—

[2] O filme tem pouco mais de hora e meia; dava para encaixar o Gambit sim! Não me conformo.

[3] Este não é um “porém”, apenas uma semelhança com outro filme, impressão minha. Pode conter spoiler de HP & GoF, arraste por sua conta e risco —> a cena niqui Bobby Drake/Homem de Gelo e John Allerdyce/Pyro duelam não lembra demais a cena niqui Harry Potter e Lord Voldemort duelam no cemitério dos Riddle depois da tarefa do labirinto? <—

Tirando isso, é diversão do começo ao fim. E por “fim” quero dizer até depois dos créditos, tem uma cena extra ali que quase todo mundo perdeu exceto a nossa turma e mais meia dúzia. Vale a pena ficar mais uns minutinhos esperando.

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3 comentários sobre “X3: O Confronto Final

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