O Castelo Animado

Pôster do filme O Castelo AnimadoEu já desconfiava: nenhuma locadora de Pedra Lascada tem o dvd de O castelo animado – mas Marília não fica muito atrás; tem uma única cópia em uma única locadora na cidade inteira. A dona da locadora niqui tenho ficha [quilométrica] a achou e alugou em Marília para re-alugar para mim – tem horas que vale a pena ser fiel.

Baseado no livro Howl’s Moving Castle [não traduzido para o pt brasileiro ainda; disponível em inglês nos P2P da vida] de Diana Wynne Jones [a autora da série Os mundos de Crestomanci, apresentados pela Bruna] e animado pelo diretor Hayao Miyazaki [de A viagem de Chihiro, mas isso cês já sabiam], é uma fábula sobre valores morais e éticos com uma boa pitada de romance. Como é usual nos livros de D. W. Jones, existem universos paralelos e os mundos desses universos estão em guerra. Os reis convocam feiticeiras, bruxas e magos para usar os seus poderes contra magos do reino inimigo. Hauru ou Howl é um jovem mago muito poderoso que se recusa a lutar por qualquer dos lados.

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Tudo Acontece em Elizabethtown

Pôster do filme Tudo Acontece em ElizabethtownTudo acontece em Elizabethtown é uma mistura de egotrip com road movie, daquelas que o personagem tem que sair de onde está para encontrar [ou descobrir] a si mesmo. É também a interpretação artística de uma passagem real na biografia do roteirista e diretor Cameron Crowe, recheada com uma trilha sonora [cd1 e cd 2] deliciosa – na verdade, é um daqueles filmes que a trilha sonora é mais legal que a história em si.

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Quatro Irmãos

Capa do DVD Quatro IrmãosTenho que confessar que a cada filme gosto mais do Mark Wahlberg. Tá, ele faz sempre o mesmo tipo, mas é bom naquilo que faz. E se juntar com outros dois caras vindos do rap e hip-hop [Tyrese Gibson e Andre Benjamin ou 3000] mais o diretor John Singleton [Boys'n the hood - Os donos da rua, um dos meus TFF], então, melhor ainda.

Wahlberg, Gibson, 3000 e Garrett Hedlund são quatro irmãos que se reúnem no funeral da mãe em Detroit, assassinada por uma gangue – destino do qual eles mesmos escaparam graças à Evelyn Mercer, a mulher que os adotou. A trama lembra muito os filmes de bangue-bangue sem vaquinhas, poeira e roupas marrons, mas não é tiroteio desenfreado [apesar dos mais de 3.000 tiros disparados, eles contaram nos extras do dvd]: cabe bem umas passagens engraçadas, até líricas – e nem poderia deixar de ser, né, com quatro irmãos tão diversos entre si e que, a gente vai descobrindo no filme, se amam tanto. A trilha sonora, pra variar, é matadora.

Vale bem uma olhada.

Um Passe de Mágica

Capa do livro Um Passe de Mágica, de Agatha Christie Menos de três horas foi o tempo que levei para ler as quase 200 páginas de Um passe de mágica [They do it with mirrors, 1952] de Agatha Christie, na versão pocket da LP&M [edição integral] e descobrir o assassino antes da metade. Ê!

Bem verdade que cheguei a duvidar da capacidade dedutiva de minhas células cinzentas num determinado ponto; cheguei a achar que ela usaria o mesmo expediente de Convite para um homicídio, mas o final confirmou minhas suspeitas [induzidas, confesso, muito mais pela leitura constante dos livros da autora do que pela análise fria dos indícios].

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