As 10 séries mais marcantes em minha vida

Esta eu vi no blog Só Seriados de TV, da Simone Miletic, e, apesar de sofrer dos mesmos problemas que o Beck na hora de elaborar listas, resolvi que valia a pena tentar mesmo se este post não contar pro concurso do Blog na TV, que vai sortear exemplares do livro Os 10 Mais, da Ediouro. Eis a minha lista pessoal de seriados marcantes em ordem quase cronológica.

1. Bonanza: Meu pai é fã de faroeste, então nem é muita surpresa que o número um da lista seja uma série que eu assistia ao lado dele. Bonanza é um seriado eminentemente masculino [as mulheres morriam como moscas!], seus personagens principais são todos homens, o próprio tema é masculino, mas a moral é universal. O bem vence o mal, espanta o temporal; o azul, o amarelo, tudo é muito belo – ops, trilha errada! Estava em dúvida entre Bonanza e Chaparral, que também assistia com meu pai, mas Bonanza venceu porque sempre tive uma queda por Little Joe Cartwright [o segundo da esquerda pra direita no alto, na foto ao lado].
V. e ouça a famosa música tema na abertura no Youtube.
Chaparral é reprisado no canal TCM todos os dias às 11h e 21h e Bonanza na Rede Brasil, apenas em São Paulo/Capital e ABC.
DVDs da série disponíveis no mercado brasileiro.

2. A Princesa e O Cavaleiro [Ribbon No Kishi]: De um faroeste masculino para um animê de princesa? Não exatamente! Este anime derivado do mangá de Osamu Tezuka é shoujo [“para meninas”], mas não imagine que se trata de uma historinha em que a princesa fica esperando seu cavaleiro, toda bonitinha e delicadinha. Se tem uma mensagem aqui é que a princesa tem mais é que ir à luta, brigar por aquilo que acredita e que ela tem tanto valor quanto um menino. De certa forma, Tezuka antecipou uma situação que vimos acontecer no Japão recentemente: o rei e a rainha da Terra de Prata tiveram uma única filha, mas as leis do reino não permitem que uma mulher herde o trono. No animê eles tiveram que disfarçá-la de menino, no Japão real não teve jeito. Eu assistia toda tarde, quando era criança.
V. abertura original de A Princesa e O Cavaleiro [Princess Knight] no Youtube.
Links para download dos episódios de A Princesa e O Cavaleiro no eMulinha.
Coleção completa dos mangás na editora JBC.

3. CHiP’s [California Highway Patrol]: Eu tenho uma resma de séries na linha “dupla de detetives” ou “dupla de policiais” que assistia na pré-adolescência pra escolher; acontece que CHiP’s eu não perdia o dia e ainda tinha uma queda pelo Ponch [Erik Estrada] – motivos mais do que suficientes, né? Era um seriado romântico. Não, não entenda mal, não digo romântico como novela, e sim no sentido mítico: policiais honestos, limpos, sem problemas com drogas ou corrupção, baluartes dos bons costumes e educação e que não faziam uso de violência. Nem uma menção a problemas internos, tampouco: só fui saber o que era a Corregedoria muito tempo depois, em outras séries. É pena que entre os atores a química não fosse tão boa assim: quando Larry Wilcox saiu depois de brigar com Erik Estrada só vi mais alguns episódios da série com Tom Reilly.
V. abertura brasileira no Youtube.
Boxes da primeira e segunda temporadas à venda no Brasil.

4. Super Vicky [Small Wonder]: Tive que parar pra pensar no motivo d’eu gostar dessa série, que pulou na minha cabeça assim que resolvi encarar a tarefa. Eu costumava assistir a Sessão Comédia todos os dias, mas por que Super Vicky marcou mais do que as outras séries do horário? Talvez pelo mesmo motivo pelo qual gosto tanto do MORTE de Terry Pratchett: ao emular atos e sentimentos humanos, ambos me fazem parar e questionar ações e reações cotidianas. Oh, e continuo achando a Harriet um mimo! Garota decidida, que sabe o que – ou melhor, quem ela quer e vai atrás!
V. episódio dublado “A mentira” no Youtube, partes um e dois.

5. Anjos da Lei [21 Jump Street]: OK, Johnny Depp renega este trabalho, eu não ligo. Apesar de retratar uma realidade que não era a minha, a série trabalhava com temas pesados para aquela faixa etária que era o público-alvo na época [16 a 20-e-poucos anos, final dos anos 80]: uso de drogas, violência, AIDS. Melhor ainda, falando de igual pra igual e não com condescendência, embora no fundo a lição de moral fosse bem evidente pra quem quisesse ver. Meus anjos preferidos eram Penhall e Ioki. É uma pena que não tenham lançado os boxes no Brasil ainda.
V. abertura original e a versão dois no Youtube.

6. Barrados no Baile [Beverly Hills, 90210]: Quando comentei com a Simone que Barrados decerto estaria na minha lista, ela respondeu que esta série deixou um gosto amargo no final. Bom, em mim não deixou – porque não assisti as últimas temporadas… Se não me engano nessa época eu estudava e trabalhava, o que me deixava pouco tempo livre, e também perdi o interesse depois da saída da Shannen Doherty já que a Brenda era minha personagem favorita. Lembro de ter visto alguns episódios com a Tiffani-Amber Thiessen e de ter gostado dela também. Eu gostava de qualquer um que chutasse o traseiro da Kelly Taylor, na verdade. Quanto ao novo spin-off, não me interessou nem um pouco ainda.
V. último momento de Brenda e Dylan juntos no Youtube.
BH, 90210 é reprisada no canal Sony de terça a sábado às 5h e de segunda a sexta às 7h.
Boxes da primeira e segunda temporada à venda no Brasil.

7. Twin Peaks: Três palavras – Experiências Oníricas Esdrúxulas. Não que eu não as tivesse antes, mas foi só depois de Twin Peaks que passei a prestar atenção. A série mostra o bizarro e o surreal sob a vida prosaica de uma cidade pequena na fronteira dos EUA com o Canadá. Eu fui uma das pessoas a sofrer a barbárie cometida pela Rede Globo, que começou a transmitir a série com pequenos cortes aqui e ali pra fazer naquela grade engessada que eles mantém há décadas até chegar ao ponto de juntar dois episódios em um, passar episódios fora de seqüência e finalmente parar de exibir sem mais nem menos. Eles bem que tentaram dizimar a série mas não adiantou: tem muito fã ainda do agente Cooper, da Audrey Horne, da Donna e do Dr. Hayward… Até hoje, quando vejo um dos atores em outro trabalho, associo-o a Twin Peaks.
V. abertura original com a clássica música-tema de Angelo Badalamenti no Yotube.
Box da primeira e segunda temporadas ou Gold Box à venda no Brasil.
Livro O diário secreto de Laura Palmer.

8. O Auto da Compadecida: Se com Twin Peaks a Globo acertou na ferradura, nesta adaptação do livro de Ariano Suassuna foi no cravo. Essa série foi responsável por me reconciliar com a literatura “clássica” brasileira, porque tinha pegado asco dos livros obrigatórios pro vestibular. Alguns autores eu não posso ver até hoje! Mas a minissérie tem cor e sabor, tem o realismo fantástico de que sou fã, tem personagens tão ricos e profundos que a gente acaba se apegando até ao mais desavergonhado. A música dos diálogos, o calor da iluminação, tudo torna O Auto da Compadecida uma série obrigatória.
V. trecho “Chicó valente” no Youtube.
O livro de Ariano Suassuna foi o 18º da coleção Grandes Escritores Brasileiros lançada pela Folha de SP.
Os quatro episódios da minissérie foram reduzidos pela metade para virar filme, mas melhor mesmo é a série: link no eDonkers para baixar a minissérie no formato .iso [4.4GB].

9. CSI: De certa forma, CSI me lembra muito Twin Peaks por causa do aspecto surreal de alguns crimes investigados e por causa da similaridade da personalidade de Dale Cooper e Gil Grissom, um pouco, errr… como direi? Quantos sinônimos existem para “bizarro”? É por isso que eu não me aflijo muito quando os outros atores saem da série, mas me desespero quando sai rumor dizendo que Willam Petersen quer desistir de CSI: é o personagem dele quem traz o estranhamento, que provoca o debate filosófico na série. Se não fosse ele, apenas o procedimento científico e de investigação não seria suficiente para tornar a série marcante. De certa forma, é isso o que está acontecendo nas temporadas mais recentes… assim como aconteceu na segunda temporada de Twin Peaks. Oh, e também torço para que Marg Helgeberg não saia: eu mais ou menos reconheço a qual temporada pertence determinado episódio dependendo do cabelo dela. Trabalho de CSI!
V. colagem com as aberturas de CSI no Youtube, até o começo da oitava temporada.
V. guia dos episódios [em inglês].
CSI é exibido pelos canais AXN e Record.

10. Roma: Aqui realmente bati cabeça. Estava na dúvida entre várias opções mas acabei ficando com Roma pelo mesmo motivo que escolhi O Auto da Compadecida: Roma me reconectou com a História. Passei horas seguidas acompanhando Lucius Vorenus e Titus Pullo durante o reinado de Julius Caesar e Marco Antonio e Octavius, boquiabrida com o capricho da produção, a trama cheia de intrigas e a música-tema da abertura, que posso ouvir em loop por horas a fio. Tem ação, tem romance, tem debate político, tem imersão na História, tem comédia, tem até drogas, séquisso e rock’n’roll! Assistir em DVD é ainda melhor porque tem uma opção para mostrar na tela alguns fatos reais referentes à cena que está sendo exbida. Obrigatória.
V. abertura no Youtube.
Box completo da primeira e segunda temporadas à venda no Brasil.

Taí, essas são as dez de hoje. Aproveite, caus que da próxima vez podem ser outras.

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23 comentários sobre “As 10 séries mais marcantes em minha vida

  1. Oi, Naomi! Puxa, Chips é tão velhinha! Eu não me lembro direito. Twin Peaks eu gostava, mas a Globo retalhou a série, lembra? (ou vc não viu na TV na época?). Já CSI eu não acho grande coisa, mas o maridão adora. Ou melhor, adorava. Agora que está nos EUA e pode ver todos os episódios que quiser, não tem mais vontade. Mas eu também reconheço a temporada pelo cabelo da Marg! Abração!
    http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com

  2. pedro, incluí o link. valeu!

    lola, ficou dúbio mesmo, desculpa: vi a edição retalhada de twin peaks pela globo, sim, depois assisti pela record e recentemente em dvd. csi eu *ainda* gosto, apesar de ter caído muito nas últimas temporadas…

  3. Bonanza tá na lista do meu pai. Twin peaks na do marido (preciso rever, eu era muito pequena quando passou na Globo). Auto da Compadecida eu só assisti o filme, excelente pro sinal (só sei que foi assim) e já tinha me esquecido de Anjos da Lei.

  4. Eu acho que Chips foi o primeiro seriado que eu acompanhei de forma fanática. A musiquinha ainda martela na minha cabeça, quando pego uma estrada e ainda lembro deles falando “7-Mary-3 7-Mary-4 10-4” (nunca soube o que isto significava) no rádio deles… rs

  5. Eu comprei recentemente o Almanaque dos Seriados, da Ediouro, e estou lendo bem devagarzinho, só pra me deliciar.
    Eu gosto muito de séries “mentirosas”: CSI (qualquer deles, mas Miami tem mais charme), NCIS, La Femme Nikita… No requesito “real”, fico com Friends. Armação Ilimitada é campeã da memória oitentista, eu acho, mas Super Vicky eu amava, ficava imaginando como seria ter uma robô daqueles em casa! Ah, também tem o Alf, né? Difícil fazer essa lista.

  6. simone, por falar em twin peaks, ver a lara flynn boyle naquela época e a foto que você colocou no seu blog é chocante!

    marco, 7mary-3 e 7mary-4 eram a identificação do ponch e do baker. 🙂
    já 10-4 se não me engano é código de radiopatrulha…

    adrina, putz!! armação ilimitada entraria na minha lista seeu não tivesse esquecido deles… 😆

  7. Pingback: Resultado da Promoção do livro “Os 10 mais” | blognatv.com

  8. Pingback: 90210 - We’re not in Kansas Anymore & The Jet Set « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  9. Eu costumava assistir Bonanza nas antigas reprises da Record (há uns 20 anos); há pouco tempo, por puro saudosismo, compramos um DVD com dois episódios e sabe, a série era boa mesmo!

    O ‘Little Joe’ (Michael Landon) também fez um seriado muito bom, “O Homem que veio do céu”, que passava no SBT, que eu assistia sempre (e era bem parecido com ‘O Toque de um Anjo’, outro dos meus preferidos).

    A Princesa e o Cavaleiro era meu xodó, eu adorava! Foi muito bom vê-lo na sua lista, deu pra matar as saudades…

    Entre outras favoritas que eu incluiria, estão Mad About You, A Feiticeira, Family Ties, Picket Fences e as mais recentes Heroes e Pushing Daisies.

    E olha que nem sou de acompanhar muitos seriados… (rsrs)

    Abraços,

    Cristine

  10. Pingback: Dois favoritos em HP & TDH « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  11. Dissestes bem quanto ao Twin Peaks.. Relamente estou ainda engasgado pelo fato do corte da série..Chips e CSI Las Vegas também são maravilhosos.. No meu caso gostava de Tamanho Família, Monk, MacGiver, O Chaves e outros..

    T+

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