O Tempero da Vida

Pôster do filme

Pôster do filme

Este post é um oferecimento de Objeto Abjeto Motors [brigada, Rê!]

O Tempero da Vida [Πολίτικη Κουζίνα ou Politiki Kouzina, em grego, ou Baharatin Tadi, em turco, ou A Touch Of Spice, em inglês; Grécia & Turquia/2003] virou um dos meus TFF – Top Favoritos Foréva antes até de começar, quando vi o trailer em 2005 [tudo isso??]. Graças à Rê, agora pude confirmar aquela impressão. 🙂

O roteiro e a direção do filme são de Tassos Boulmetis, que diz ter se inspirado em sua própria vida para contar a trajetória de Fanis Iakovides desde quando era um menino, filho de família grega residente em Istambul [antiga Bizâncio, depois Constantinopla, na Turquia], nos anos 50, a deportação para a Grécia após o pogrom deflagrado na disputa por Chipre e seu retorno a Istambul, 50 anos depois.

Fanis Iakovides: As The Turks sent us away as Greeks, The Greeks received us as Turks.

Fanis e seu avô Vassilis
Fanis e seu avô Vassilis

O filme é sensorial *e* intelectual, coisa que poucos conseguem. É possível sentir o ar morno, a poeira na pele, o perfume das especiarias, o sabor dos pratos preparados ao mesmo tempo em que ele põe em discussão posições religiosas e políticas, preconceitos, costumes e outras questões filosóficas e etimológicas, como um bom grego.

De fato, eu acho que Tempero poderia muito bem constar da lista de filmes que o professor Zilton Salgado elaborou para os estudantes que prestarão a prova do ENEM, na seções Viagem e História; aprendi mais sobre a questão turco-grega em 1h40 do que em todos os anos de escola. Alguns críticos realmente pensam o mesmo e vão além, atribuindo significados mais profundos e políticos ao triângulo amoroso do filme.

Fanis Iakovides: Don’t look back Saïme. On train platforms we look back and that image remains as a promise.

Fanis e Saïme, adultos
Fanis e Saïme, adultos

Outros críticos comparam O Tempero da Vida com o mexicano Como Água Para Chocolate por causa, talvez, do efeito transformador da comida sobre as pessoas. Em todo caso, e com o perdão do lugar-comum, é um filme delicioso. Titia Batata recomêinda e adverte: tenha à mão os ingredientes para preparar almôndegas [ou polpetas, se preferir] com canela. Quando o filme terminar você vai precisar, acredite. A não ser que não tenha uma Jurema dentro de si…

Leitura complementar
Tempero da Vida – Prof. Dra. Vitória Kachar [Portal do Envelhecimento]
A Touch Of Spice – entrada no Wikipedia

Almôndega marroquina

INGREDIENTES:
1 kg de carne moída
2 cebolas grandes
Alho
Sal
Cúrcuma
Tempero de almôndega
Salsa
Óleo
Azeite português
1 tomate
Salsão
Alho poró
Urucum

Tempero de almôndega:

1 colher (sopa) de canela em pó
1 colher (sobremesa) de noz – moscada em pó
1 colher (chá) de pimenta jamaica em pó

MODO DE PREPARO:

Tempero de almôndega:

Misturar a canela em pó, a noz – moscada em pó e a pimenta jamaica em pó.

Usar na proporção de 1 colher de chá da mistura para 1 kg de carne moída.

Carne:

Em uma frigideira, dourar com um pouco de óleo, uma cebola picada e um dente de alho amassado.

Temperar a carne com uma pitada do tempero de almôndega, uma pitada de cúrcuma, salsa picada e cebola e alho fritos.

Amassar bem para ligar a carne.

Fazer as bolas, apertando bem para não abrirem.

Colocar no molho.

Molho:

Em uma panela com um pouco de óleo, dourar 1 cebola em rodelas, adicionar 1 pitada de açúcar, o tomate picado sem pele e sem semente.

Refogar.

Adicionar água suficiente para cobrir as almôndegas.

Colocar 1 pedaço de alho poró, 1 ramo de salsão, uma pitada de sal e um pouquinho de urucum.

Cozinhar em fogo baixo com a panela destampada até secar.

Regar com azeite português.

Deixar refogar um pouco e acrescentar água para formar o molho.

À parte, aferventar batata, vagem ou o legume desejado e colocar no molho das almôndegas.

Fanis Iakovides: Our cuisine is made by people who left their meal unfinished somewhere else.

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6 comentários sobre “O Tempero da Vida

  1. Uma dica e tanto. Também gostei do filme. Veria de novo, com gosto.
    Canela e carne moída combinam sempre!
    Ah! Você devia deixar comentário lá na Cora, minha flor!
    Tenho certeza de que o povo do blogtequim ia te adorar.
    Ainda mais com um blog lindo como o seu!
    Mas, sou suspeita para falar né?!
    😉
    Smaaaack

  2. cássia, nossa, eu sou super-tímida pra comentar, cê já percebeu? leio e gosto mas na horade dar pitaco, brrr… eu travo!

    marco, deve ter em restaurante de comida árabe, será que não? canela também fica um espetáculo em charutinho de repolho, nham…

    rê, tive que, né? porque a lombriguenta aqui ficou desesperada!!
    😆

  3. Pingback: Sopa & Tortilha « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  4. Oi pesoal…sempre acrescentei canela na carninha moìda com couve na manteiga bem mineira…e nunca tinha assistido ao filme. Até q tive a oportunidade de saboreá-lo durante aula na faculdade (gastronomia). Assim como o tempero o filme é delicioso…inebriante e só pude assisti-lo com os olhos marejados e cada vez mais desconfio q algum dia já frequentei aquelas cozinhas gregas…abraço á tdos.

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