O paradoxo batatal

Too thin for TV

US Magazine: Too thin for TV

Sabe aquela teoria de que, quando você compra um fusca vermelho com pára-choques de bolinhas, passa a ver fuscas vermelhos com pára-choques de bolinhas pra todo lado? Deve ser verdade.

Tou a fazer resumos de matéria sobre a emancipação feminina causadora do novo panorama familiar [ou coisa parecida] e de repentemente vejo o assunto “mulher como objeto” num monde lugar. Dos que achei mais interessante até agora:

. Lola Aronovich debate o preconceito [evidente ou disfarçado] exibido quando fotos do casal Pierce Brosnan e Keely Shaye-Smith numa praia foram publicadas [se me permite sugerir, leia também os demais posts etiquetados Mito da Beleza no blog da autora];
. Rosana Hermann questiona os hábitos do telespectador de TV, que dá mais ibope para mulher gostosa do que para quadros até com investimento mais caro, gerando uma espécie de efeito Tostines;
. O The Independent britânico comemora uma iniciativa, tímida ainda, de promover a diversidade nas passarelas de moda londrinas;
. Os produtores da série 90210 planejam uma intervenção no elenco – pedem para as atrizes adolescentes engordarem um pouco pois estão magras demais;
. Antecipando um pouco o tipo de problema que enfrentarão, Kenia Mello troca comentários com defensores dos concursos de Mini Miss aqui e aqui.

Agora dá licença que tenho de voltar pro resumo lá; preciso acabar até amanhã, antes das 17h, móde assistir o tapete vermelho do Emmy e fazer o Troféu PdUBT [esta é a parte do paradoxo do post, tendeu? Batata Transgênica é papo sério *e* futilidade].