Dewey – Um gato entre livros

Um gato entre livros

Um gato entre livros

Gato combina com livro, não combina? Não apenas porque a gente pode deixá-los perto uns dos outros sem que o livro acabe mastigado ou roído, mas pela própria atitude intelectual do bichano. 😉

Quando a Simone indicou Dewey – Um gato entre livros [Dewey: The Small-Town Library Cat Who Touched the World, EUA/2008] bateu aquela vontade irresistível de ler imediatamente.

O livro de Vicki Myron [ghostwritereado por Bret Witter] conta a história de Dewey Readmore Books, um gatinho que foi abandonado na caixa de coleta da biblioteca de Spencer, estado de Iowa, no inverno severo de 1988. Vicki era a diretora da biblioteca.

Ele estava encolhido no canto esquerdo da parede da frente da caixa, com a cabeça baixa e as pernas dobradas, tentando parecer o menor possível. Os livros estavam empilhados a esmo até o topo da caixa, escondendo-o parcialmente da vista. Ergui um deles com cuidado, para ver melhor. O gatinho olhou para mim, lenta e tristemente. Depois abaixou a cabeça e afundou-se em seu buraco. Ele não tentava parecer durão. Não tentava se esconder. Nem sequer penso que estava assustado. Apenas esperava ser salvo.

Leia o primeiro capítulo no blog Tigre de Fogo.

Vicky Myron e Dewey

Vicki Myron e Dewey

Claro que a primeira coisa que eu [e mais um monde gente] pensei foi em Marley & Eu, do John Grogan. Em comum tem o fato de que chorei baldes com os dois; de diferente tem a dimensão que cada animal atingiu. Em Marley a história gira apenas em torno do casal que o adotou, enquanto que a autora biógrafa de Dewey oferece crônicas que atingem uma amplitude muito maior.

Entre os capítulos que contam a história dos quase vinte anos em que Dewey foi o gato residente da biblioteca [de 1988 a 2006, quando morreu], Vicky oferece seu ponto de vista a respeito de várias questões sociais. A princípio eu achei aquilo aborrecido por quebrar o ritmo; ainda pensava na narrativa autocentrada de Marley. Depois percebi que, além de pôr a influência de Dewey num contexto histórico [situação social de uma cidade pequena agrodependente, decaída após as crises econômicas das décadas de 30 e de 80 com alto índice de desemprego, coisetal], quando a autora fala sobre seus problemas pessoais estabelece paralelos com as vitórias do gato. Gostei ainda mais.

V. mapa dos gatos de biblioteca no mundo.

The cat does not offer services. The cat offers itself. Of course he wants care and shelter. You don’t buy love for nothing. [William S. Burroughs, O gato por dentro]

Dewey – Um gato entre livros
Vicki Myron
Editora: Globo
Trad: Helena Londres
ISBN: 9788525045799
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 272

V. comercial da Editora Globo para o livro.

“There’s a stigma to cats. A lot of people don’t want to step up and say they’re a cat person. There’s a weird negative connotation,” says another cat lover, Joe Garden, co-author of the upcoming The Devious Book for Cats (Villard, $16). “But I’m proud about it. There aren’t a lot of books for us.” [Dewey the cat library is back on the shelves – USA Today]

Tutu também adora livros; ela até tem o cantinho preferido na estante – bem na prateleira onde ficam os romances policiais [Dewey preferia os faroestes]. Ela gosta de deitar exatamente entre os olhos e o livro que a pessoa está a ler, fazendo cara de “o que pode ser tão interessante assim que você não prefira me dar atenção?”

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17 comentários sobre “Dewey – Um gato entre livros

  1. Oi, Naomi. Tenho duas gatas: Kitty e Tapioca. As duas adoram livros. Kitty me faz companhia quando estou lendo e toma conta da minha prateleira e da minha estante (ambas caindo de livros!). Tapioca não apenas gosta dos livros, como sobe e fica entre as páginas de um volume aberto sempre que encontra algum exemplar em cima da minha cama ou na mesa. O mesmo vale para as revistas!! Um beijo.

  2. Eu estou lendo o livro, e estou amando…ainda nao li o marley&eu, mas já tinha lido uma sinopse…e até que num primeiro momento eu associei um título ao outro, mas como eu tive tanto cachorro quanto gato eu já passei a esperar algo muito diferente.. E o livro é encantador, não tem como não se apaixonar por dewey, e ainda mais: lamentar de não ter tido o imenso prazer de conhecê-lo :(…Ainda bem que tenho minha gatinha Hana para me sanar a vontade de conviver com estes seres tão maravilhosos que são os gatos^^

  3. Não é privilégio de vcs terem gatos assim. Aliás, acredito que a imensa maioria dos gatos faça justamente a mesma coisa: deitar sempre onde estamos lendo!
    E não é só com livros, é com qualquer coisa que nos prenda a atenção.
    E é justamente o que Naomi falou, parece que eles estão dizendo: ei, vc não acha que é muito mais interssante me admirar?
    Bartholomeu, meu autêntico gato desprovido de pedigree, se deita sempre no meu jornal, nos meus livros, no teclado do PC…
    Por isso é que os amamos tanto, porque sentimmos que temos a quem devotar nosso amor sem se sentir sufocada (apesar de que às vezes o Bart, no alto dos seus 18 anos, deita bem em cima da minha garganta…).

  4. Sempre conviví com gatos e admiro ao mesmo tempo o seu silêncio cúmplice e amigo com a sua agilidade quase primata.
    Agora tenho uma gata, pegada ferida na rua, ainda filhote que é alegria da casa junto com sua amiga canina bolinha

  5. Li o livro e simplesmente adorei.
    No fim chorei, não consegui resistir.
    Eu sou uma adoradora de gatos xD
    Recomendo a leitura do livro a quem nunca o leu pois se vai apaixonar perdidamente.

    Abraço *

  6. Estou no capitulo 14 do livro DEWEY e estou a adorar. É um livro muito senteimental e estou cheia de vontade por saber o que vai acontecer.

    ADORO-TE DEWEY ESTEJAS ONDE ESTIVERES.

  7. Dewey, um gato entre livros, eu li e gostei muito. Lembra muito meu gato que tenho em casa, assim, amarelinho e grande. Os gatos realmente mudam a vida pra melhor, são muito companheiros e sensitivos. Esse livro é uma lição de vida e superação de dificuldades. Vale a pena ler e se emocionar!

  8. Pingback: Domingueiras « Batata Transgênica

  9. Comprei o livro pela capa. O olhar de Dewey me cativou. Ele é um fofo mesmo.
    Adorei o livro; a narrativa nos remete à biblioteca e sua rotina de forma muito agradável. Legal saber a história do bichano que marcou sua passagem pela história da cidade.

  10. Olá..
    eu simplismente AMEI este livro!!
    É cativante, emocionante…faz a gente entrar na história.
    Eu me vi parada pensando, imaginando tudo que estava escrito…e consegui ver(com a força da imaginação…rs) como Dewey corria quando ouvia a palavra “BANHO”.rsrs
    Eu recomendo esse livro.
    É ótimo…e faz bem!!

    Bjs no ♥ de todos!

  11. eu li o livro e simplesmente AMEI. agora pretendo fazer administração e gostaria de fazer em uma biblioteca pois amo livros. me encantei ao ler Dewey, e seria bacana se vistasse Spencer. um beijos a Vicki Myron pelo espetacular livro.

  12. nossa comprei o livro só pela capa, depois eu li atrás para ver como é q era e vi q vai me tocar muito, me identifiquei pq eu tbm amo gatos e tbm cachorros, quando o mundo conta uma história real e comovente a gente tem q parar para ler, leiam tbm a menina q roubava livros e o vendedor de sonhos, os três valem a pena

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