Desarmado e perigoso

Dr. Langston, Catherine, Grissom

Dr. Langston, Catherine, Grissom

Estava a assistir ao ep Disarmed and dangerous de CSI e fiquei matutando de novo nas belas mensagens que o Brasil transmite pra fora e que são absorvidas pelos roteiristas [e escritores, mas não vou tão longe]. Coisas inspiradoras como um carnaval que dura 40 dias [House, Whatever it takes] ou um sistema que acolhe e protege criminosos [CSI:Miami, Rio], além da exportação de “belezas nativas” – em português castiço, prostitutas [CSI, ep citado] e travestis. E isso só de um ano pra cá.

Posso espernear, reclamar, xingar, boicotar mas, intimamente, no fundo, no fundo, acho que há um tanto de verdade nisso. Oi, Cesare Battisti, aceita um cafezinho?

Uma exceção que me lembro apareceu em Dirty Sexy Money [The Wedding]. Não assisto tantas séries, então pode ser que outras exceções tenham aparecido e não vi. Tomara, porque o Ministério de Relações Exteriores não tem trabalhado muito pra mudar esses estereótipos e estigmas.

Vam’mudar de assunto que fiquei deprimida.

‘Tou gostando muito dessa mudança de CSI até agora. Sinto saudade do Grissom, craro, mas ainda nem tanto – inda mais porque a nona temporada estreou ontem mesmo na TV [For Warrick, chorei litros outra vez] e vou revendo enquanto isso.

Disarmed and Dangerous é o segundo ep com o  Dr. Raymond Langston  oficialmente membro de CSI e definiu a personalidade do personagem. Eu gostei da forma como o adicionaram à equipe: aprendendo e errando, não como alguém que já chega chegando. 😉

Tinha gostado da Riley [Lauren Lee Smith] também, pena que sua participação e esquisitice parecem ter diminuído conforme os episódios passavam. Tomara que ela não desapareça misteriosamente como a Ronnie Lake [mas essa era uma mosca-morta, nem foi surpresa. Eu só percebi que ela sumiu quando reprisaram a temporada anterior].

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5 comentários sobre “Desarmado e perigoso

  1. Naomi, ifelizmente não tenho mais o tempo que queria para assistir as séries que tanto amo, mas fico chocada com a imagem que passamos para o mundo. Não digo apenas para os americaines, mas para o mundo em geral.

    No Reveillon, passamos 10 dias em Buenos Aires, e encontramos um casal de amigos com os filhos, que moram em Rosário e, impressionante como as primeiras conversas sobre o Rio foram questionamentos curiosos sobre ‘todo que assisten en la tv’. Precisa mais?

    Lógico que os recentes episódios (perdão pelo trocadilho) do Batisti e da grife italiana com seus anúncios de péssimo gosto servem para reforçar esta imagem, mas, a pergunta de R$ 1MM: o que estamos fazendo para mudar isso?

    Próxima pergunta, please…

  2. Acho que merecemos esta imagem, afinal de contas quando turistas nos visitam os assaltamos, estupramos e matamos.

    Além disto, existe a nossa ótima estrutura para o turismo sexual.

    É lógico que existem elogios também, no seriado Studio 60 On The Sunset Strip (não lembro em qual episódio), o modo como a impresa é regulamentada é elogiado.

    Mas é óbvio que se fala muito pior do nosso país.

  3. Pingback: Vou cantar-te nos meus versos « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  4. Note-se que pronunciam Os Punro no episódio de CSI! Custava perguntar a alguém a pronúncia correta? Entendi o ‘r’ (leriam corretamente se alguém dissesse aos atores que o som de ‘nh’ da nossa língua é a mesma de ‘ñ’ em espanhol), mas não ‘Os’. Estamos tão mal em imagem pra não confiarem num único brasileiro residente em LA pra perguntar isso?

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