Rola a bola

Treinamento

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“Sinais!”, diria titio Pablo Conejo. Eu gosto de coincidências.

Estava a ler um artigo bem interessante do Felipe Munhoz no Pelé.Net com o título Jogadores seguem na contramão nacional e conciliam estudos com futebol. O tema é a comunidade de jogadores de futebol que não se satisfaz com apenas jogar bola, mas também investe na própria educação. Uma comunidade ainda minúscula, infelizmente, como se percebe nas entrevistas de beira de campo: a maioria não consegue se expressar com fluência e apela pras fórmulas prontas da arte de não dizer nada que os comprometa.

Uma das pessoas entrevistadas para o artigo foi Suzy Fleury, especializada em psicologia do esporte. Ela diz que um técnico formador pode ajudar a mudar esse estado das coisas, alguém como Telê Santana.

“Esta figura sumiu neste cenário. O Telê (Santana) se preocupava com a formação do craque, mas também cuidava da formação do homem. Esta função não está mais sendo executada pelos técnicos.”

Um pode dizer [como, aliás, efetivamente disse em entrevista] que isso é tarefa da família, no máximo do clube, não do técnico – que, ademais, não permanece muito tempo num mesmo clube. Telê pôde fazer isso porque era um caso raro de técnico estável.

Aí eu pergunto: e no Brasil, onde o esporte é usado como um modo de fugir justamente das condições sociais que afetam criança ou jovem e que incluem, muitas das vezes, uma família desestruturada ou sem condições de prover a sua educação, comé que faz? Ninguém assume a responsabilidade?

E você questiona: ondé que tá a tal da coincidência, Titia Batata?

Tá bem aqui num poste do blogue À Cata de Palavras, da Adrina, a respeito do comercial mais recente da série Rala que rola [Take it to the next level] da Nike, que eu li logo em seguida.

V. vídeo no Youtube.

A peça mostra o treinamento de jovens jogadores a partir do “toque da alvorada” até o “toque de recolher”.

Gravado na Espanha e em São Paulo, o vídeo possui ritmo intenso e muita ação. Com um jogo de câmera pulsante, ele retrata a importância do esforço na preparação física e nos treinos para se alcançar o sucesso na carreira esportiva.

A assinatura Rala que Rola também remete que atualmente, não basta aos jogadores terem apenas talento e habilidade, é necessário ralar para atingir os objetivos no esporte. [Futebol do Interior]

Sim, sim, tudo isso está bem. O que incomodou a Adrina [e a mim também, a propósito] foram os tapas na cara. Tapa na cara não forma caráter.

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4 comentários sobre “Rola a bola

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